Segunda onda de coronavírus pode derrubar PIB do Brasil em 9,1%, diz OCDE
Economia mundial deve sofrer uma violenta contração de 6% em 2020, mas queda pode chegar a 7,6% com segunda onda

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode derreter 9,1%, se houver um segundo surto da covid-19 no país no último trimestre do ano, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A entidade prevê uma baixa de 7,4% da economia brasileira.
“A economia estava finalmente se recuperando de uma longa recessão quando o surto de covid-19 atingiu o País, e agora, a previsão é que sofra uma recessão profunda”, diz um documento da entidade.
O OCDE lembra que as medidas locais de isolamento estão em vigor, mas a epidemia ainda se espalha rapidamente pelo País. O relatório apontou que o número declarado de infectados ultrapassou 500 mil no final de maio e que os óbitos aumentam rapidamente com uma curva ascendente das mortes diárias.
A capacidade das unidades de terapia intensiva (UTI) é avaliada em 15,6 leitos por 100 mil habitantes, mas há uma grave escassez, de acordo com a OCDE, em algumas regiões, incluindo o Norte e o Nordeste.
A organização afirma que o governo federal não tomou medidas coercitivas de isolamento, mas que elas foram introduzidas pelos governos estaduais e municipais desde o dia 20 de março, incluindo o fechamento de lojas, escolas e praias, além do cancelamento de eventos públicos.
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Economia global
A economia mundial deve sofrer uma violenta contração de 6% em 2020, segundo relatório da OCDE. A entidade alerta que a queda do PIB global este ano pode ser ainda mais acentuada e chegar a 7,6% se houver uma segunda onda de infecções pela covid-19.
Para 2021, a OCDE projeta recuperação da economia global, com crescimento de 5,2%. Num cenário de segunda onda da pandemia, o avanço do PIB mundial se limitaria a 2,8%, acredita a entidade.
Para os EUA, a OCDE prevê contração econômica de 7,3% este ano e expansão de 4,1% no próximo. Na eventualidade de uma segunda onda do coronavírus, o PIB americano poderá encolher 8,5% em 2020, diz a OCDE.
No caso da China, a OCDE espera queda de 2,6% do PIB este ano e avanço de 6,8% em 2021. Na hipótese de uma segunda onda, a economia chinesa poderá afundar 3,7% em 2020, projeta a entidade.
Em relação à zona do euro, a OCDE prevê contração de 9,1% este ano - ou de 11,5%, com uma segunda onda - e crescimento de 6,5% em 2021.
Ainda no relatório, a OCDE projeta que o PIB do Reino Unido, que está em processo de separação da União Europeia, sofrerá um tombo de 11,5% este ano.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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