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No mesmo período de 2019, o resultado havia sido negativo em US$ 8,100 bilhões
O fluxo cambial total do ano até 4 de setembro foi negativo em US$ 15,872 bilhões, informou nesta quarta-feira, 9, o Banco Central. No mesmo período de 2019, o resultado havia sido negativo em US$ 8,100 bilhões.
O resultado do ano está diretamente ligado aos efeitos da pandemia de covid-19 sobre a economia. Em meio à crise, investidores aceleraram em março e abril o envio de dólares a outros países, em movimento de busca por segurança. Em maio, porém, houve fluxo de entrada líquida de recursos no Brasil. Nos meses de junho e julho, ocorreram saídas líquidas. Em agosto, houve novo saldo positivo.
No ano até 4 de setembro, a saída líquida de dólares pelo canal financeiro foi de US$ 47,979 bilhões. Este resultado é fruto de aportes no valor de US$ 330,816 bilhões e de envios no total de US$ 378,792 bilhões. O segmento reúne investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.
No comércio exterior, o saldo acumulado ficou positivo em US$ 32,103 bilhões, com importações de US$ 104,914 bilhões e exportações de US$ 137,017 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 18,748 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 50,212 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 68,057 bilhões em outras entradas.
O fluxo cambial da semana passada (de 31 de agosto a 4 de setembro) ficou positivo em US$ 496 milhões.
O canal financeiro registrou na semana passada entrada líquida de US$ 554 milhões pelo canal financeiro. Isso foi resultado de aportes no valor de US$ 7,695 bilhões e de envios no total de US$ 7,141 bilhões. Este segmento reúne investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.
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No comércio exterior, o saldo ficou negativo em US$ 58 milhões no período, com importações de US$ 3,029 bilhões e exportações de US$ 2,971 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 341 milhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 933 milhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 1,696 bilhão em outras entradas.
Depois de registrar saídas líquidas de US$ 3,282 bilhões em julho, o Brasil fechou agosto com fluxo cambial positivo de US$ 602 milhões.
No canal financeiro, houve saída líquida de US$ 4,485 bilhões em agosto, resultado de aportes no valor de US$ 28,041 bilhões e de retiradas no total de US$ 32,526 bilhões. Este segmento reúne investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.
No comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 5,087 bilhões, com importações de US$ 11,166 bilhões e exportações de US$ 16,253 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 1,606 em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 6,945 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 7,702 bilhões em outras entradas.
A posição cambial líquida do Banco Central atingiu US$ 299,988 bilhões no dia 4 de setembro, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 9, pela instituição. No fim de dezembro de 2019, essa posição estava em US$ 327,801 bilhões e, em agosto deste ano, em US$ 300,690 bilhões.
A posição traduz o que está disponível para que o BC faça frente a alguma necessidade de moeda estrangeira - como fornecer liquidez ao mercado em momentos de crise como a atual, por exemplo.
A posição leva em conta as reservas internacionais, o estoque de operações de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), a posição da instituição em swap cambial e os Direitos Especiais de Saque (DES) do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os bancos fecharam agosto com posição vendida no câmbio à vista de US$ 27,448 bilhões. No fim de julho, essa posição estava vendida em US$ 29,707 bilhões.
As instituições financeiras atuam como contrapartes em operações cambiais. Assim, quando há remessas de moeda estrangeira ao exterior, elas fornecem dólares a empresas e fundos, por exemplo, para envio. Neste caso, a "posição vendida" das instituições tende a aumentar.
Em movimento contrário, quando há entrada de recursos no Brasil, as instituições financeiras recebem os dólares, o que reduz a "posição vendida" ou eleva a "posição comprada".
A posição dos bancos no mercado à vista também é alterada sempre que o BC realiza leilões de dólares. Assim, quando o BC vende moeda aos bancos, a posição vendida à vista tende a diminuir.
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