Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Que horas ele volta?

Recuperação do grau de investimento chegou a levar dez anos em países similares ao Brasil

Segundo Shelly Shetty, diretora sênior da agência Fitch, esse foi o prazo para Uruguai e Colômbia; retorno do grau de investimento depende de avanço e profundidade das reformas, bem como de estabilização da dívida pública

Fachada da Fitch Ratings
Imagem: Shutterstock

Afinal, quando o Brasil vai recuperar seu grau de investimento? Será que já não era hora, já que estamos em trajetória de crescimento e aprovamos a reforma da Previdência?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o investidor brasileiro, recobrar o selo de bom pagador pode tornar o país atrativo para investimentos internacionais, alavancando ainda mais os ativos locais.

Mas, segundo a diretora sênior e co-head de ratings soberanos das Américas da agência Fitch, Shelly Shetty, pode ser que a gente precise esperar sentado.

Em conferência nesta quinta-feira (6), Shetty disse que o prazo médio para um país recuperar o grau de investimento após perdê-lo é de seis anos, mas que países com histórico parecido com do Brasil, como Uruguai e Colômbia, chegaram a levar dez anos.

O Brasil perdeu o selo de bom pagador conferido pela Fitch em dezembro de 2015. Atualmente, a classificação de risco do Brasil pela agência é BB- com perspectiva estável, dois degraus abaixo do grau de investimento (BBB-). Assim, se repetirmos os passos dos nossos vizinhos, só em 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É claro que, para recuperar o grau de investimento, o Brasil tem que continuar fazendo o dever de casa. E embora estejamos num bom caminho, para a Fitch há ainda importantes desafios que precisamos endereçar.

Leia Também

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Petrobras (PETR4) puxa nova frente de minerais estratégicos em acordo com governo e BNDES

CASO WILL BANK

Tinha dinheiro no Will Bank? Mais de 5 milhões de credores do Will Bank ainda não resgataram valores

Crescimento insuficiente

Shetty destacou que o Brasil vai bem nas finanças externas, que o governo está na direção certa (no sentido das reformas) e que de fato a economia parece estar dando sinais de recuperação. A Fitch espera um crescimento em torno de 2% para o Brasil neste ano, talvez um pouco abaixo.

Além disso, a inflação baixa e a reforma da Previdência são boas notícias, bem como a queda nos juros, que barateou a dívida pública. A estrutura da dívida também melhorou, com pouca dívida em moeda estrangeira e prazos não muito longos, o que permite, por enquanto, refinanciamento a taxas menores.

A executiva da Fitch elencou, no entanto, os pontos que ainda “pegam” para o Brasil, e o que o país ainda precisa mostrar para voltar a ter o selo de bom pagador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Crescimento: apesar da retomada da economia, o potencial de crescimento do Brasil ainda é baixo. É menor do que o de outros emergentes, então precisamos começar a mostrar serviço nessa área;
  • Reformas: apenas continuar aprovando reformas - como a tributária e a autonomia do Banco Central - não é suficiente; é preciso também que elas sejam suficientemente abrangentes e profundas;
  • Dívida pública: apesar de estar mais controlada, a dívida pública ainda está elevada e em crescimento. Segundo Shetty, a dívida precisa pelo menos se estabilizar no médio prazo;
  • Governabilidade: a Fitch considera a governabilidade do Brasil baixa por conta do Congresso muito fragmentado, o que teria potencial de atrapalhar o andamento das reformas;
  • Gastos: o governo ainda trabalha com perspectiva de déficit fiscal até 2022, o que demonstra que não está sendo “agressivo” no controle de gastos, diz Shetty. O orçamento público também é muito engessado, como excesso de gastos obrigatórios e aperto nos gastos discricionários (não obrigatórios e que abarcam o investimento, elemento essencial para o crescimento). Seria necessário haver reformas também nesta parte.

“O Brasil tem um perfil externo muito bom, mas um perfil fiscal muito fraco”, concluiu a executiva da Fitch.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Moedas empilhadas com miniaturas de casas em uma escala crescente representando os dividendos dos fundos imobiliários 21 de junho de 2026 - 15:26
Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro 21 de junho de 2026 - 10:00
Alerta da defesa civil no celular, chamando a atenção para "misantropia" 20 de junho de 2026 - 13:11
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan 19 de junho de 2026 - 19:15
Jogadores da Espanha em campo 19 de junho de 2026 - 15:41
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 19 de junho de 2026 - 13:15
suplemento alimentar anvisa ID da foto:2209671901 19 de junho de 2026 - 11:00
toy story 5 calvo cinema 19 de junho de 2026 - 9:30
seleção brasileira no gramado 19 de junho de 2026 - 7:08
brasil 18 de junho de 2026 - 19:52
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar