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Segundo o IBGE, a produção industrial ainda está longe de eliminar a perda concentrada nos meses de março e de abril
A produção da indústria brasileira cresceu 8,9% em junho, na comparação com maio (8,2%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta terça-feira (4).
Foi a segunda alta seguida, mas ainda insuficiente para reverter a perda de 26,6%, acumulada pelo setor nos meses de março e abril, após o início da crise.
O gerente da pesquisa, André Macedo, lembra que a produção industrial ainda está longe de eliminar a perda concentrada nos meses de março e de abril. "O saldo negativo desses quatro meses é bastante relevante (-13,5%)”, diz.
A produção está abaixo do que operava em 2019. Na comparação com junho do ano passado, o setor recuou 9,0%.
A indústria registrou recorde negativo no fechamento do segundo trimestre deste ano (-19,4%). No acumulado do primeiro semestre, caiu 10,9%, e no ano, recuou 5,6%, queda mais elevada desde dezembro de 2016 (-6,4%).
Em junho, o avanço foi generalizado, em todas as grandes categorias econômicas e em 24 dos 26 ramos pesquisados. A alta de 8,9% foi a maior desde junho de 2018 (12,9%), quando o setor retomou a produção logo após a greve dos caminhoneiros.
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Mesmo com o desempenho positivo em junho deste ano, a indústria ainda está 27,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Entre as atividades, o IBGE destaca a influência positiva, mais uma vez, de veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançou 70,0% em junho, puxado, principalmente, por carros e caminhões.
“Esse setor acumulou expansão de 495,2% em dois meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda assim está 53,7% abaixo do patamar de fevereiro”, diz Macedo.
Outro destaque positivo, em magnitude, veio de outros equipamentos de transporte, que cresceu 141,9%. “Motocicletas estão dentro dessa atividade. Ela também vem tendo expansões significativas desde maio (57%). Esses avanços, contudo, estão longe de suplantar as perdas observadas em março e abril”, afirma Macedo.
Por outro lado, as indústrias de alimentos e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuaram 1,8% em junho, segundo o IBGE. "A indústria alimentícia tem uma dinâmica diferente do restante do setor industrial, devido às suas características relacionadas ao abastecimento", explica o gerente da pesquisa.
Ele diz que a categoria vinha de resultados positivos - quando a indústria, de forma geral, estava em queda. "Os crescimentos nos meses anteriores, combinados com uma queda no açúcar, resultou no recuo registrado em junho. Alimentos, porém, têm um saldo positivo, diferente da média da indústria", afirma.
Já coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caem após expansão de 16,3% em maio, quando a atividade interrompeu três meses de consecutivos de queda na produção, que acumularam perda de 20,1%. “O recuo da atividade em junho é natural, em função do avanço maior observado em maio”, disse André Macedo.
Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (82,2%) e bens de capital (13,1%) registraram taxas positivas mais acentuadas em junho do que em maio, segundo o IBGE.
O Resultado marcad o segundo mês seguido de expansão na produção e acumulando nesse período avanços de 287,4% e 47,3%, respectivamente. Mesmo com resultados positivos, esses segmentos ainda estão bem abaixo do patamar de fevereiro (-40,1% e -27,1%).
Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (6,4%) e de bens intermediários (4,9%) também tiveram taxas positivas em junho, com ambos avançando abaixo da média da indústria (8,9%), mas marcando o segundo mês consecutivo de crescimento na produção e acumulando nesse período ganhos de 17,7% e 10,7%.
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