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Indústria registra avanço de 1,1%, totalizando alta de 39% em seis meses, o que elimina a perda de 27,1% acumulada em março e abril, diz IBGE

A produção industrial do País registrou crescimento de 1,1% entre setembro e outubro, na série com ajuste sazonal, mantendo o ritmo de crescimento dos últimos cinco meses, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (2) pelo IBGE.
O resultado veio dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta de 0,40% a 2,50%, mas abaixo da mediana, de 1,40%.
A alta de setembro, porém, representa uma desaceleração no ritmo. Em setembro, o crescimento da produção foi de 2,8%, enquanto em agosto ele aumentou 3,4%.
Em relação a outubro de 2019, série sem ajuste sazonal, a indústria avançou 0,3%, após crescer 3,7% em setembro, quando interrompeu dez meses de resultados negativos seguidos nessa comparação.
Com isso, o setor acumula perda de 6,3% no ano e queda de 5,6% em 12 meses, uma perda ligeiramente mais intensa do que a acumulada nos 12 meses até setembro (-5,5%).
“A atividade industrial nacional teve seis meses seguidos de crescimento, acumulando uma alta de 39,0%. Assim, eliminou a perda de 27,1% acumulada em março e abril, momento de agravamento dos efeitos do isolamento social por conta da pandemia da covid-19. Com esses resultados, o setor industrial se encontra 1,4% acima do patamar de fevereiro”, diz trecho do comunicado do IBGE.
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A pesquisa revelou que o avanço de 1,1% entre setembro e outubro de 2020 alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas. Bens de capital (7,0%) e bens de consumo duráveis (1,4%) registraram expansão, marcando o sexto mês seguido de expansão de ambas.
Já os segmentos de bens intermediários (-0,2%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,1%) registraram contração em outubro, interrompendo cinco meses consecutivos de crescimento.
O IBGE constatou ainda que 15 dos 26 ramos tiveram crescimento na produção. O destaque foi a parte de veículos automotores, reboques e carrocerias, cuja produção aumentou 4,7%. O setor acumulou expansão de 1.075,8% nos últimos seis meses consecutivos, mas ainda assim está 9,1% abaixo do patamar de fevereiro.
* Com informações da Estadão Conteúdo
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