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Segundo a Anfavea, foram 190 mil unidades produzidas, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus
As montadoras tiveram, em março, o menor volume de produção para o mês em 16 anos. Foram 190 mil unidades produzidas, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo apresentação divulgada nesta segunda-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O resultado só não é menor do que o de março de 2004, quando a produção havia atingido 185,5 mil unidades, segundo dados da série histórica da associação. O volume também se aproxima do de março de 2016, quando foram montados 200,3 mil unidades, no pior momento da última recessão econômica.
O volume do mês passado, se comparado a março de 2019, representa queda de 21,1%. Em relação a fevereiro, o tombo é de 7%. No acumulado do ano até março, houve recuo de 16% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com a produção de 585,9 mil veículos.
Os trabalhadores não ficaram imunes à queda da produção. Segundo a Anfavea, cerca de 300 postos de trabalho foram fechados em março. Agora, o setor conta com 125,7 mil funcionários, recuo de 0,2% em relação a fevereiro e de 2,3% na comparação com março do ano passado.
A venda de veículos novos caiu 21,8% em março ante igual mês do ano passado segundo a Anfavea. Foram 163,6 mil unidades vendidas, em conta que considera os segmentos de automóveis, comerciais, caminhões e ônibus.
Em relação a fevereiro, o volume apresenta queda de 18,6%. No primeiro trimestre, o mercado atingiu 558,1 mil unidades, recuo de 8% na comparação a igual intervalo de 2019.
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Os números da Anfavea confirmam dados divulgados na quinta-feira passada pela Fenabrave, federação que reúne as concessionárias de todo o País.
Ainda de acordo com a Anfavea, os estoques do setor, agora, somam 266,6 mil unidades, o suficiente para 48 dias de vendas, em conta que tem como base o ritmo do mercado em março. Um mês antes, os estoques dariam para 46 dias.
O setor considera que o saudável é ter estoques para cerca de 30 dias. O dado reúne os veículos parados nos pátios das montadoras e das concessionárias.
A Anfavea informou que não pretende, por enquanto, revisar as projeções para o setor em 2020, por entender que ainda é cedo para ter uma noção dos efeitos do novo coronavírus nas vendas e na produção das montadoras. "Não há condições para fazer uma estimativa para 2020 com segurança", disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.
Moraes, contudo, disse que espera uma "queda substancial" das vendas e da produção no segundo trimestre, com um início de retomada no terceiro trimestre e uma consolidação do crescimento no quarto e último trimestre do ano.
Ele ressaltou que o recuo da produção em abril será mais forte do que em março, uma vez que as fábricas já estão todas paradas desde o início do mês - em março as paralisações começaram na segunda quinzena. Garantiu também que as empresas estão se preparando para quando a crise passar e a produção puder ser retomada.
Por enquanto, as projeções da Anfavea para 2020, divulgadas em janeiro, são de crescimento de 9,4% para o mercado interno e de 7,3% para a produção. Já para a exportação a previsão é de queda de 11%.
*Com Estadão Conteúdo
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