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Efeitos de contenção do coronavírus em todo o mundo, envolvendo a restrição de circulação de pessoas, faz a pasta rever as estimativas para a economia neste ano
O governo federal reviu a projeção de alta do Produto Interno Bruno (PIB) em 2020 para 0,02%, diante dos impactos do novo coronavírus na economia. Há pouco mais de uma semana, a estimativa do Executivo era de alta de 2,1%. Em 2019, a economia brasileira cresceu 1,1%, e em 2018, 1,3%.
A revisão nas estimativas divulgada pelo Ministério da Economia está em linha com as expectativas mais recentes do mercado financeiro. Nos últimos dias, instituições como Itaú Unibanco, Goldman Sachs e Credit Suisse passaram a projetar de baixo crescimento até retração do PIB neste ano.
As expectativas para o Brasil estão em linha com a baixa na revisão para o PIB global, diante da paralisação das atividades econômicas por causa da pandemia do coronavírus.
A revisão do governo deve afetar as contas públicas: as estimativas de arrecadação tributária são de queda, ao passo que os gastos devem aumentar. Com o cenário já estabelecido, o governo decidiu decretar estado de calamidade pública nesta semana - aprovada hoje no Senado.
Com o decreto, o governo não é mais obrigado a cumprir a meta de resultado primário para o ano - de um déficit de R$ 124,1 bilhões - e recursos não precisarão ser bloqueados.
Estimativas mais apontam rombo de cerca de R$ 200 bilhões em 2020 por causa dos efeitos da pandemia. Segundo o Ministério da Economia, a medida só impacta a meta fiscal e não livra a União de cumprir o teto de gastos e a regra de ouro.
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