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Seguindo o movimento internacional de busca por proteção, os contratos de ouro à vista negociados na B3 também apresentavam alta na tarde desta segunda-feira
Diante do acirramento das tensões entre Estados Unidos e Irã e declarações acaloradas de Donald Trump, o ouro voltou a chamar a atenção dos investidores. A razão é uma só: ele é considerado porto seguro de quem investe quando o cenário externo parece mais incerto.
Na tarde desta segunda-feira (6), o Exchange Traded Fund (ETF) referenciado em preços de ouro que é negociado em Nova York, o SPDR Gold Trust (GLD), atingiu a sua maior cotação desde abril de 2013. Essa é uma das formas de analisar a valorização da commodity no mercado.
Por volta das 15h15 (horário de Brasília), o GLD subia 1,02%, cotado em US$ 147,38. A última vez que o ETF da commodity ultrapassou a barreira dos US$ 147 foi em 11 de abril de 2013 quando o ativo fechou o pregão em US$ 151,05.
Apenas para se ter uma ideia, antes do ataque que ocorreu na última quinta-feira (2) e que matou um dos homens mais poderosos do Irã, o general Qassem Soleimani, a cota do ETF encerrou o pregão em US$ 143,95.
Seguindo o movimento internacional de busca por proteção, os contratos de ouro à vista negociados na B3 também apresentavam alta na tarde desta segunda-feira.
Por volta do mesmo horário, o contrato maior de 250g que é negociado com o código OZ1D mostrava valorização de 1,10%, cotado em R$ 211,09.
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Já o contrato menor de 10g (código OZ2D) estava sendo negociado na B3 a R$ 212,10, o que representa uma alta de 2,39%.
Além de funcionar como salvaguarda quando o dinheiro fica curto, o ouro é o refúgio de alguns investidores em momentos de incertezas.
Quem investe na commodity busca, antes de mais nada, proteção para o seu patrimônio.
Para entender melhor como funciona a formação do preço do ouro e como ele costuma se beneficiar em momentos de incerteza, o investidor deve olhar para três variáveis.
Em primeiro lugar está a taxa de juros norte-americana. Isso porque quanto maior a taxa de juros dos EUA, menos atrativo é investimento na commodity.
A razão é que a moeda americana ganha valor e fica mais interessante investir nos Estados Unidos do que buscar ativos de maior risco em outros mercados, como os emergentes, por exemplo.
O segundo ponto está ligado ao dólar. Se a moeda americana se valorizar frente a outras cestas de moedas como o real, os preços das commodities tendem a cair. Mas, se o dólar perder fôlego, as commodities, como ouro e petróleo, costumam ganhar força.
Na sequência, está a demanda direta. Nesse caso, o destaque vai para China e Índia, que são grandes compradores diretos de joias. Logo, quanto maior for o crescimento de ambos os países, maior será a demanda por esse tipo de mercadoria.
Além da questão da própria oferta e demanda do ativo, outro fator que ajudou a commodity a apresentar forte valorização em 2019 foi a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
No ápice do conflito, a cotação do principal ETF lastreado em ouro chegou a bater a casa dos US$ 146,66, em 4 de setembro de 2019.
Mas depois de idas e vindas no estabelecimento de um acordo entre os dois países, o ouro perdeu um pouco da força. A commodity fechou o último pregão do ano passado cotada em US$ 142,90, de olho na informação de que a fase 1 do acordo entre Estados Unidos e China seria assinada em janeiro deste ano.
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