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Secretário do Tesouro diz que pergunta chave é se o serviço consegue fazer seu trabalho de forma adequada; ele afirma que é muito claro que os países entrarão em recessão
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, reconheceu a importância das privatizações no País, mas ponderou que é preciso reconhecer também a eficiência de cada instituição, seja ela pública ou privada, antes de tomar qualquer decisão.
"A pergunta chave é se o serviço está conseguindo fazer seu trabalho de forma adequada. Não podemos ter preconceito por uma instituição ser pública ou privada. O que não é necessário é ter cinco, dez bancos públicos", afirmou, em entrevista à Globo News.
O ministro da economia, Paulo Guedes, disse, reconhece que empresas do serviço público e que são eficientes não precisam ser privatizadas. "É para o debate ir para uma área mais racional."
Mansueto reafirmou que o Tesouro tem um colchão de liquidez e que não passa por dificuldades para se financiar. Disse que assim que a crise por conta do coronavírus passar, o Tesouro voltará a captar. "Estamos muito bem. Não temos pressa de ir a mercado. Não há problema de financiamento", garantiu.
De acordo com o secretário, é muito claro que alguns países entrarão em recessão, porém a magnitude da queda do PIB em vários locais, inclusive no Brasil, é uma incógnita. "Devemos aproveitar esse período de crise para economizar lá na frente e termos fôlego para uma próxima crise."
Também é evidente que Estados e municípios necessitem de ajuda. No entanto, é preciso haver diálogo para que essa ajuda seja por um tempo certo. "É claro que governadores e prefeitos precisam de ajuda, e não por um período que possa comprometer. Não há embate com Congresso, mas há visões diferentes. Temos de respeitar posições divergentes, sentarmos para chegarmos a um meio termo. A diferença entre nós, uma delas, é por quanto tempo deve perdurar essa ajuda", descreveu. "Preferimos ajuda por três meses e se precisar, debateremos um aumento. É um debate técnico e acredito que na boa conversa chegaremos a um meio termo", reforçou.
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O secretário disse que o Brasil está preparando para um "lockdown" de três meses e que nenhum país ficou isolado por mais tempo. "Nenhum está colocando um 'lockdown' tão grande. Estamos nos preparando para três meses. Se for necessário, ampliaremos", disse.
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