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2020-11-16T19:35:27-03:00
Estadão Conteúdo
Tensão no ar

Próximos três meses terão maior peso para o governo do que as eleições de 2020, diz Maia

Maia não acredita, contudo, que será possível concluir a votação dessa matéria no Senado e na Câmara até o fim do ano.

16 de novembro de 2020
19:07 - atualizado às 19:35
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (16) que os próximos três meses no Congresso Nacional terão um peso maior para o governo federal e a articulação rumo às eleições de 2022 do que o pleito municipal deste ano.

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Em palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ele apontou que a força da gestão de Jair Bolsonaro à frente do Palácio do Planalto será conhecida depois do ciclo de votações no Congresso, protagonizado pela Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC Emergencial e o Orçamento de 2021.

Para o parlamentar, o governo federal vai ter de tomar decisões difíceis em votações que não são simples. Maia destacou principalmente a PEC emergencial. "São cortes e realocação de recursos do orçamento primário atual para o orçamento de 2021 para que se possa não só atender um programa de transferência de renda, mas possa, também, continuar olhando a necessária redução do déficit primário brasileiro."

Maia não acredita, contudo, que será possível concluir a votação dessa matéria no Senado e na Câmara até o fim do ano. Nesse sentido, ele lamentou que a pauta da sua sucessão à frente da Mesa Diretora da Câmara tenha se misturado com a pauta de votações da Casa.

O deputado do DEM também comentou que não se deve, nas suas palavras, cair na armadilha de votar projetos "bonitos" e que têm "charme", mas não enfrentariam os problemas estruturais do País. Nesse trecho do pronunciamento, ele citou o projeto de facilitação da cabotagem enviado pelo governo federal.

"Não dá para fazer uma lista de dez projetos e fingir que a sociedade não entende o tamanho do problema fiscal", acrescentou.

Em seguida, Maia questionou, deixando as perguntas no ar, se o governo tomará a decisão de transferir verbas hoje dedicadas ao abono salarial para contemplar um programa de renda mínima, ou se terá coragem de cortar a indexação das aposentadorias que corrige a inflação para ampliar o Bolsa Família.

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