Itaú cita cortes em benefícios, ajustes no funcionalismo e privatizações no valor de R$ 140 bi por Renda Brasil
"Não é correto afirmar que a constituição do Renda Brasil necessariamente implicaria em abandonar o teto de gastos", diz o Itaú. Cortes de 1,9% do PIB poderiam sustentar programa social do governo

O Itaú afirma que cortes de gastos que representariam um espaço fiscal de R$ 140 bilhões ou 1,9% do PIB poderiam sustentar o programa social do governo do presidente Jair Bolsonaro, o Renda Brasil. A economia seria o bastante para acomodar o programa dentro do teto de gastos, que limita o crescimento do gasto público.
"Não é correto afirmar que a constituição do Renda Brasil necessariamente implicaria em abandonar o teto de gastos", diz o banco, citando que a resistência à realização de ajustes em gastos — como a racionalização de benefícios sociais, manutenção de ajustes hoje em curso e privatizações — é que impedem a execução de tal programa.
Se apenas metade das medidas citadas pelo Itaú fosse implementada, haveria uma redução de gastos de R$ 70 bilhões ou 0,9% do PIB, sendo possível aumentar em 50% o número de beneficiários do bolsa família para 21 milhões de famílias — e em 100% o valor médio do benefício (para R$ 400), segundo o banco.
Segundo relatório assinado pelo economista-chefe Mario Mesquita, só o fim do abono salarial, junto do seguro defeso e do salário família, benefícios nos quais, em média, apenas 20% dos seus desembolsos atingem os 20% mais pobres da população, além do farmácia popular, por exemplo, economizariam R$ 25 bilhões aos cofres públicos.
Além disso, a integração do FGTS e do seguro desemprego, permitindo o saque da poupança compulsória antes do saque do benefício do governo, acumularia até R$ 43 bilhões.
Leia Também
A antecipação do cadastro nacional para o tempo de contribuição da aposentadoria rural a fim de combater fraudes poderia economizar R$ 3,5 bilhões. Enquanto isso, a constitucionalização do critério de acesso ao benefício de prestação continuada como renda per capita familiar de ¼ de salário mínimo, poderia gerar um ganho de R$ 4,5 bilhões por ano.
Adicionalmente, seria possível obter até R$ 22 bilhões ou 0,3% do PIB com medidas de contenção dos custos do funcionalismo, diz o Itaú. A regulamentação do teto do serviço público poderia economizar R$ 3 bilhões, enquanto a suspensão dos bônus criados pela reestruturação da carreira dos militares acrescentaria R$ 5 bilhões.
Com uma flexibilização da jornada de até 25% de servidores públicos de atividades não essenciais, como previsto na chamada PEC emergencial, seria possível obter R$ 8 bilhões.
Uma reforma administrativa, buscando reduzir o elevado prêmio salarial do servidor público federal de 70% e repondo apenas metade da elevada quantidade de servidores que se aposentará nos próximos anos, com
salário inicial 50% menor, salvaria até R$ 6 bilhões por ano, diz o Itaú.
Desoneração e privatizações
A manutenção de medidas de ajuste fiscal, como o fim da desoneração setorial da folha de pagamentos, abre um espaço de R$ 25 bilhões. Em particular, seria importante manter o fim da desoneração, cuja postergação está em debate no Congresso, afirma o Itaú.
"Não há evidências que a medida ajudou o emprego, apesar de seu custo elevado de R$ 10 bilhões ao ano", diz o banco. Além disso, a manutenção do veto a reajustes salarias de servidores e a proibição de progressão nas carreiras por 1 ano, economizaria R$ 8 bilhões, enquanto o reajuste do salário mínimo pela inflação, salvaria outros R$ 7 bilhões.
O Itaú informa que também seria possível economizar até R$ 18 bilhões com a extinção ou privatização de estatais dependentes do Tesouro Nacional.
"Entre elas, destacam-se R$ 7,2 bilhões em empresas ligadas a serviços hospitalares, que poderiam ser transferidas ao setor privado ou aos estados e municípios, cujos gestores estão mais próximos à população e já executam a maior parte dos gastos públicos com saúde, além de R$ 1,2 bilhão ao setor
nuclear e bélico", diz o Itaú. Os hospitais federais, por exemplo, têm um custo anual de R$ 4,5 bilhões.
Gatilho
Ainda segundo o banco, também é relevante o ajuste da legislação do teto com o acionamento de gatilhos, isto é, a correção automática dos gastos obrigatórios.
Hoje, a emenda do teto proíbe o envio de proposta de lei orçamentária pelo executivo e a aprovação de orçamento pelo legislativo que descumpram o teto de gastos. No entanto, ao mesmo tempo prevê uma série de medidas em caso de descumprimento do limite.
"Assim, antes de as medidas serem acionadas, os gastos discricionários têm de ser comprimidos. Uma forma de corrigir esse problema é condicionar o acionamento dos gatilhos à previsão de descumprimento da regra de ouro ou ao atingimento de um patamar mínimo de gastos discricionários", informa o banco.
Com os gatilhos, seria possível o governo cumprir o teto de gastos, sem medidas adicionais, pelo menos até 2022, além de manter uma ancoragem de manutenção do ajuste fiscal em prazos mais longos.
Os gatilhos proibiriam criar qualquer despesa obrigatória e adoção de medida que implique em reajuste da despesa obrigatória acima da inflação, reajustes na remuneração dos servidores e contratações ou concursos públicos e concessão ou ampliação de benefícios tributários.
DISPUTA POLÍTICA
Split payment opõe Flávio Bolsonaro e governo Lula em debate sobre o caixa das empresas
10 de outubro de 2026 - 15:05ABRE E FECHA
A bolsa abre no feriado de Nossa Senhora Aparecida? Veja como será o funcionamento da B3, dos bancos, do Pix e dos Correios em 12 de outubro
9 de outubro de 2026 - 10:44MÁQUINA AZEITADA
Lotofácil 3800 faz 2 novos milionários e ainda premia um bolão; Mega-Sena 3068 acumula e prêmio agora está em R$ 112 milhões
9 de outubro de 2026 - 6:24PRESSÃO QUE VIROU CONDENAÇÃO
Eduardo Bolsonaro tem prisão decretada e passaportes cancelados por Moraes após condenação no STF
8 de outubro de 2026 - 16:53BUILDINGS SUMMIT 2026
Mercado Livre vê ‘longo caminho’ para o e-commerce no Brasil e aposta em nova fronteira — mas há um obstáculo para o setor
8 de outubro de 2026 - 15:39A CONTA DA GOVERNABILIDADE
A euforia com Flávio Bolsonaro pode virar frustração? Por que uma vitória sobre Lula não é cheque em branco para reformas
8 de outubro de 2026 - 11:38ALTOS PRÊMIOS
Lotofácil 3799 deixa duas pessoas a meio caminho do primeiro milhão de reais no Paraná; +Milionária 396 acumula com bola na trave impressionante
8 de outubro de 2026 - 7:10NO FOGO CRUZADO DAS ELEIÇÕES
Fim da escala 6×1: nova regra pode sair do papel antes do segundo turno? Entenda em que pé está a votação
7 de outubro de 2026 - 17:52ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro ou Lula no segundo turno? Moody’s compara cenários e aponta os riscos para investidores
7 de outubro de 2026 - 14:05FINANCIAMENTO SUSTENTÁVEL
ETF com selo do BID e que investe na Amazônia Legal? AMAB11 atrai R$ 66 milhões em apenas dois meses
7 de outubro de 2026 - 12:03RECEIO COM A IA
Ray Dalio volta a bater na inteligência artificial e defende que bolha está prestes a estourar. Quais são os sinais?
7 de outubro de 2026 - 11:47TEM PRA TODO MUNDO
Lotofácil 3798 tem 58 ganhadores, mas só um vai embolsar valor milionário; Mega-Sena 3067 acumula e prêmio atinge a marca de R$ 100 milhões
7 de outubro de 2026 - 7:16ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026