FAA diz a áreas americanas que 737 MAX talvez possa retornar antes do meio do ano
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, Dickson teria dito ainda que a previsão da Boeing e que espera que o retorno das aeronaves ocorra apenas no meio do ano é "muito conservadora"

O administrador da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), Steve Dickson, telefonou para autoridades aéreas americanas na última sexta-feira (24) e disse que a agência poderia aprovar o retorno do Boeing 737 MAX antes do meio do ano. As informações foram obtidas pela Reuters por meio de fontes com conhecimento sobre assunto.
De acordo com as fontes, Dickson teria dito ainda que a previsão da Boeing que espera o retorno das aeronaves apenas no meio do ano é "muito conservadora".
Além da ligação feita pelo administrador, a agência emitiu um comunicado no mesmo dia em que disse que "enquanto a FAA continua a seguir um processo complexo de deliberação, a agência está satisfeita com o progresso da Boeing nas últimas semanas para alcançar marcos importantes".
Todo o problema com o 737 MAX começou depois que dois aviões produzidos pela Boeing caíram e levaram a morte de 346 pessoas. Com isso, os voos do modelo foram suspensos em março do ano passado e desde então a fabricante de aeronaves passa por uma de suas maiores crises.
Números da companhia
E o resultado do último trimestre da Boeing apenas traduz a situação complicada que vive a empresa. No terceiro trimestre do ano passado, a companhia reportou um lucro de US$ 1,17 bilhão, o que representa uma queda de 51% ante o mesmo período de 2018.
O valor por ação, indicador bastante utilizado nos Estados Unidos, também sofreu uma contração de 50% na comparação ano a ano e passou de US$ 4,07 no terceiro trimestre de 2018 para US$ 2,05 no último balanço.
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A receita, por sua vez, recuou 21% e fechou em US$ 20 bilhões. O resultado foi impactado, principalmente pela uma deterioração no desempenho da divisão comercial, que reportou prejuízo operacional de US$ 40 milhões no trimestre ante um lucro de US$ 2 bilhões visto um ano antes.
Ao olhar os números do segmento de aeronaves comerciais, os valores são ainda mais preocupantes. A receita da companhia nesse segmento fechou o período em US$ 8,2 bilhões, o que representa uma queda de 41% ante o mesmo período de 2018. A contração é reflexo na queda das entregas do 737.
Durante o período, a companhia informou que foram entregues apenas 62 aeronaves contra 190 no terceiro trimestre de 2018.
Como reflexo do cenário atual mais complicado, a Boeing também anunciou que a produção do 787 Max será reduzida de 14 para 12 aeronaves mensais por um período de dois anos contados a partir de 2020.
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