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DE OLHO NA BOEING

FAA diz a áreas americanas que 737 MAX talvez possa retornar antes do meio do ano

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, Dickson teria dito ainda que a previsão da Boeing e que espera que o retorno das aeronaves ocorra apenas no meio do ano é "muito conservadora"

miniatura de Boeing 737 MAX
Miniatura de Boeing 737 MAX em exposição em Moscou em julho de 2017 - Imagem: Shutterstock

O administrador da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), Steve Dickson, telefonou para autoridades aéreas americanas na última sexta-feira (24) e disse que a agência poderia aprovar o retorno do Boeing 737 MAX antes do meio do ano. As informações foram obtidas pela Reuters por meio de fontes com conhecimento sobre assunto.

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De acordo com as fontes, Dickson teria dito ainda que a previsão da Boeing que espera o retorno das aeronaves apenas no meio do ano é "muito conservadora".

Além da ligação feita pelo administrador, a agência emitiu um comunicado no mesmo dia em que disse que "enquanto a FAA continua a seguir um processo complexo de deliberação, a agência está satisfeita com o progresso da Boeing nas últimas semanas para alcançar marcos importantes".

Todo o problema com o 737 MAX começou depois que dois aviões produzidos pela Boeing caíram e levaram a morte de 346 pessoas. Com isso, os voos do modelo foram suspensos em março do ano passado e desde então a fabricante de aeronaves passa por uma de suas maiores crises. 

Números da companhia

E o resultado do último trimestre da Boeing apenas traduz a situação complicada que vive a empresa. No terceiro trimestre do ano passado, a companhia reportou um lucro de US$ 1,17 bilhão, o que representa uma queda de 51% ante o mesmo período de 2018.

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O valor por ação, indicador bastante utilizado nos Estados Unidos, também sofreu uma contração de 50% na comparação ano a ano e passou de US$ 4,07 no terceiro trimestre de 2018 para US$ 2,05 no último balanço.

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A receita, por sua vez, recuou 21% e fechou em US$ 20 bilhões. O resultado foi impactado, principalmente pela uma deterioração no desempenho da divisão comercial, que reportou prejuízo operacional de US$ 40 milhões no trimestre ante um lucro de US$ 2 bilhões visto um ano antes.

Ao olhar os números do segmento de aeronaves comerciais, os valores são ainda mais preocupantes. A receita da companhia nesse segmento fechou o período em US$ 8,2 bilhões, o que representa uma queda de 41% ante o mesmo período de 2018. A contração é reflexo na queda das entregas do 737.

Durante o período, a companhia informou que foram entregues apenas 62 aeronaves contra 190 no terceiro trimestre de 2018.

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Como reflexo do cenário atual mais complicado, a Boeing também anunciou que a produção do 787 Max será reduzida de 14 para 12 aeronaves mensais por um período de dois anos contados a partir de 2020.

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