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em reunião do corte

Em ata, Copom indica cautela na análise de novos cortes de juros

Documento mostra que o BC monitora risco da elevada ociosidade da economia produzir inflação abaixo da esperada, ao mesmo tempo que se preocupa com trajetória fiscal

Diretores do Banco Central em reunião do Copom
Diretores do Banco Central - Imagem: Raphael Ribeiro/Flickr/Banco Central

O Banco Central (BC) afirmou, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, "o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”.

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“Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva”.

Ao decidir por um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, o Copom manteve a assimetria de balanço de riscos, com uma chance maior de a inflação ser mais alta que a projetada no horizonte relevante. Isso foi reforçado pela ata.

De um lado do balanço, continua o risco da elevada ociosidade da economia produzir inflação abaixo da esperada. "Esse risco se intensifica caso uma reversão mais lenta dos efeitos da pandemia prolongue o ambiente de elevada incerteza e de aumento da poupança precaucional", destacou o Copom.

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Porém, o BC considera que medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19 que piorem a trajetória fiscal de forma prolongada - ou mesmo a frustração com as reformas - podem elevar os prêmios de risco.

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Além disso, o Copom avaliou que os programas de renda e crédito adotados pelo governo podem atenuar a queda na demanda agregada. Daí a assimetria do balanço de riscos. "Esse conjunto de fatores implica, potencialmente, uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária", explicou o BC.

Essas considerações, publicadas nesta terça na ata do Copom, também já constavam do comunicado divulgado na semana passada.

Taxa estrutural

O Banco Central reafirmou nesta terça, por meio da ata, que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia.

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"O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia", registrou a ata.

*Com Estadão Conteúdo.

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