Dois terços das folhas do funcionalismo está livre de congelamento
As alterações feitas na Câmara e mantidas pelo Senado, que "salvaram" várias categorias do congelamento de salários, reduziram o alcance da medida proposta pelo ministro da Economia

Sete de cada dez servidores em serviço nos Estados e municípios vão poder ter reajustes salariais até dezembro de 2021. O restante vai arcar sozinho com o congelamento de salários e promoções nos próximos 18 meses.
As alterações feitas na Câmara e mantidas pelo Senado, que "salvaram" várias categorias do congelamento de salários, reduziram o alcance da medida proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como uma "cota de sacrifício" do funcionalismo público - que tem estabilidade no emprego - na crise da pandemia da covid-19.
O crescimento da folha de pessoal é hoje o principal fator a corroer o espaço do Orçamento da maioria dos Estados e municípios brasileiros. Os servidores das áreas de Saúde, Educação e Segurança são responsáveis pelo maior peso nas folhas de governadores e prefeitos.
Mais uma vez, as diversas categorias de servidores mostraram força de mobilização e pressão tanto na Câmara como no Senado, mesmo com as críticas de diversos setores da sociedade civil, afetados pela crise com demissões e corte de salários, que cobraram medidas semelhantes dos servidores.
De acordo com dados oficiais, hoje já são mais de 5,5 milhões de trabalhadores que tiveram o salário reduzido ou o contrato suspenso por causa da crise provocada pela pandemia. A expectativa é que 73% dos empregados formais sejam atingidos com uma das duas modalidades. Outros 50 milhões de pessoas já receberam o auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo a desempregados e informais.
"Imagino que quem teve corte de salários esteja bastante frustrado de ter que pagar aumento para servidor que está ganhando salário em dia, enquanto o seu salário está cortado", disse o líder do Novo na Câmara, o deputado Paulo Gustavo Ganime (RJ).
Leia Também
O Novo foi o único a orientar o voto "não" na ampliação das categorias blindadas pela Câmara. "Eles (os deputados) pensaram menos no Brasil e mais em defender as próprias categorias e os votos que eles têm nessas categorias", disse o deputado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pediu aos servidores que não foram poupados que entendam o congelamento dos salários como uma "contribuição". "Os servidores vão contribuir apenas com a suspensão do reajuste por 18 meses", disse. "O que estamos pedindo (aos servidores) é uma colaboração, uma contribuição", afirmou antes de votar o texto no Senado.
Na votação de quarta-feira, 6, os senadores chancelaram alterações feitas pela Câmara que afrouxaram a contrapartida estabelecida pelo ministro da Economia para que governadores e prefeitos recebam o dinheiro.
A equipe de Guedes tentou reverter algumas derrotas, mas não conseguiu convencer os senadores a evitar que servidores públicos recebam aumento salarial até o próximo ano.
Foram poupados do congelamento servidores da área de Saúde (como médicos e enfermeiros), policiais militares, bombeiros, guardas municipais, policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos, trabalhadores de limpeza urbana, de assistência social, agentes socioeducativos, técnicos e peritos criminais, professores da rede pública federal, estadual e municipal, além de integrantes das Forças Armadas.
'Justiça'
Para a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), o Congresso fez "justiça" ao ampliar as categorias de servidores que vão poder ter reajustes nos salários até o fim de 2021. O sindicato sinalizou que vai recorrer do congelamento para os demais servidores, classificado como "indigno e vexatório".
A Fenafisco alegou que os servidores públicos estão entre os que mais pagam impostos no Brasil e, pelo critério da isonomia, manter o congelamento para os demais servidores é "legalmente frágil". A federação reúne 32 sindicatos com mais de 37 mil filiados.
"Sem desmerecer a importância da medida dispensada à ampla maioria dos servidores públicos, a Fenafisco entende que se mostra insustentável do ponto de vista fiscal, injustificável do ponto de vista constitucional (pelo princípio da isonomia) e incompreensível do ponto de vista político a manutenção do congelamento salarial para os demais servidores públicos", diz a entidade.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS
Não conseguiu pagar o aluguel? Entenda os riscos que você corre e como não deixar a dívida virar uma bola de neve
1 de outubro de 2026 - 6:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família será maior em outubro de 2026: veja quando reajuste começa a ser pago e quem poderá se beneficiar
1 de outubro de 2026 - 5:06DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA