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Em fevereiro, o estoque de dívida estava em R$ 4,281 trilhões; os dados foram divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Tesouro Nacional

Em um mês de forte saída de estrangeiros, o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) caiu 1,55% em março e fechou em R$ 4,214 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Tesouro Nacional. Em fevereiro, o estoque estava em R$ 4,281 trilhões.
Houve um resgate líquido de R$ 121,99 bilhões, o que significa que o Tesouro mais comprou os papéis de volta do que vendeu novos títulos para se financiar no mercado. A correção de juros no estoque da DPF, por sua vez, foi de R$ 55,75 bilhões no mês passado.
A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 2,28% em março e fechou o mês em R$ 4,006 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 15,03% maior no mês, somando R$ 208,29 bilhões ao fim do mês passado.
Em meio às condições adversas no mercado provocadas pela crise da pandemia do novo coronavírus, o Tesouro registrou em março o menor volume de emissões de títulos da dívida em uma década. O governo brasileiro emitiu R$ 21,583 bilhões em novos papéis neste mês, o menor valor desde maio de 2010.
Apesar disso, o Tesouro garante que não há dificuldades para a rolagem da dívida.
"No período de volatilidade, as condições do mercado se deterioraram, havendo redução de liquidez e perda de referência de preços, tanto que o Tesouro realizou leilões extraordinários de compra e venda", explicou o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital.
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"Durante as atuações, não foram realizados leilões tradicionais, o que justifica o menor volume de emissão", acrescentou.
O Tesouro registrou um resgate líquido de R$ 121,99 bilhões na Dívida Pública Federal em março, o que significa que os investidores mais retiraram recursos de seus investimentos nos papéis do Tesouro do que o País vendeu em novos títulos para se financiar no mercado.
Apenas em leilões extraordinários, o Tesouro comprou R$ 35,561 bilhões em títulos e vendeu apenas R$ 2,466 bilhões. Nessas atuações, portanto, o resgate líquido foi de R$ 33,095 bilhões.
Apesar desse cenário, Vital garantiu que não há dificuldades para a rolagem da dívida. "Não há nenhuma dificuldade para a rolagem da dívida. Sobre o colchão de liquidez, ele é suficiente para garantir, pelo menos, seis meses de vencimentos", afirmou.
A parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal (DPF) subiu em março, para 30,63%. Em fevereiro, estava em 29,89%. Os papéis atrelados à Selic, por sua vez, ficaram com uma fatia menor, passando de 39,34% para 37,74%.
Os títulos remunerados pela inflação subiram para 26,38% do estoque da DPF em março, ante 26,31% em fevereiro. Os papéis cambiais tiveram aumento na participação na DPF de 4,46% para 5,24% em março.
Já a parcela da DPF a vencer em 12 meses subiu de 19,05% em fevereiro para 21,41% em março, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida apresentou aumento de 3,98 anos para 4,00 anos no mesmo período.
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