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Em outubro, a previsão do Fundo era de que a dívida bruta do País chegasse a 93,9% do PIB em 2020, e só passasse a cair a partir de 2023
A recessão mundial, e os esforços fiscais adotados pelos países para conter a pandemia desencadeada pelo coronavírus e seus impactos na economia farão com que a dívida bruta cresça ao redor do mundo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
No Brasil, a previsão é de que saia do patamar de 89,5% do PIB estimado em 2019 para 98,2% do PIB neste ano, segundo o último Monitor Fiscal do Fundo, divulgado na quarta-feira, 15.
Em outubro, a previsão do Fundo era de que a dívida bruta do País chegasse a 93,9% do PIB em 2020, e só passasse a cair a partir de 2023.
O FMI estima que o Brasil gastou até agora 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) com as respostas à pandemia de coronavírus, com "expansão de programa de transferência de renda e alívio temporário de impostos". O valor é mais baixo que o estímulo do G-20 como grupo, do qual o País faz parte e inclui economias avançadas e emergentes.
Os países do G-7, em comparação, formado pelas potências mais industrializadas, como Estados Unidos e Alemanha, anunciaram pacotes fiscais de resposta aos efeitos do vírus que correspondem a 5,9% de suas economias. O países do G-20 gastaram 3,5% do PIB.
"O governo brasileiro corretamente declarou calamidade pública. No caso do Brasil, houve expansão de programas de transferência de renda e alívio tributário. O agregado é de cerca de 3% do PIB", afirmou o diretor do Departamento Fiscal do FMI, Victor Gaspar.
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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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