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CORONAVÍRUS

Coronavírus não pode ser desculpa; economia não ia acelerar como imaginado, diz pesquisador da FGV

Mais cedo, a FGV informou que o PIB cresceu 0,7% em janeiro ante dezembro de 2019. No acumulado em 12 meses até janeiro, o crescimento foi de 1,1%, o mesmo ritmo do crescimento econômico nos últimos três anos, destacou Considera

Passageiros e funcionários circulam vestindo máscaras contra o novo coronavírus (Covid-19) no Aeroporto Internacional Tom Jobim- Rio Galeão - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

O choque negativo provocado pela pandemia do novo coronavírus pegou a economia brasileira num ritmo de crescimento igual ao visto entre 2017 e 2019, com avanços próximos de 1,0% no Produto Interno Bruto (PIB) e, por isso, não pode ser culpado pelo "desastre" econômico, afirmou nesta segunda-feira, 30, o pesquisador Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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Mais cedo, a FGV informou que o PIB cresceu 0,7% em janeiro ante dezembro de 2019. No acumulado em 12 meses até janeiro, o crescimento foi de 1,1%, o mesmo ritmo do crescimento econômico nos últimos três anos, destacou Considera.

"O coronavírus não pode ser desculpa para o desastre. A economia não ia acelerar este ano como todo mundo imaginava", afirmou o pesquisador do Ibre/FGV, completando que, mesmo antes da covid-19 se espalhar pelo mundo, já não via impulso em termos de investimento e de consumo na economia brasileira.

Na visão de Considera, o choque da pandemia deverá atingir a economia como um todo, com algumas raras exceções, como a agropecuária e o comércio varejista de bens essenciais, como supermercados. Para piorar, quando o pior da pandemia passar, o quadro de falta de investimentos e consumo moderado voltará, sem capacidade de impulsionar a atividade.

Nesse quadro, o governo terá que ampliar os gastos públicos com investimentos mais à frente, além de acelerar as concessões de infraestrutura, não podendo ficar restrito a medidas de mitigação de curto prazo e às despesas com saúde, disse Considera. Isso porque os investimentos já estavam deprimidos antes da pandemia e as empresas tinham capacidade ociosa.

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Como o choque de oferta da pandemia se dá pelo lado da disponibilidade de mão de obra (as pessoas não podem trabalhar por causa das medidas de isolamento social), a capacidade ociosa tenderá a se manter elevada, afirmou Considera. O processo de recuperação após passar o pico da pandemia ficaria, portanto, mais restrito à simples recontratação ou retorno ao trabalho de empregados parados.

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"A economia não vai crescer sem investimento e não vai investir com capacidade ociosa", afirmou Considera.

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