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Em meio à pandemia

Com queda de 4,7% do PIB em 2020, dívida bruta chega a 93,5% do PIB

Segundo Ministério da Economia, a projeção para a arrecadação de receitas administradas foi reduzida em R$ 88,417 bilhões

O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

A dívida bruta do governo geral chegará a 93,5% no cenário de queda do PIB de 4,7% com que trabalha o Ministério da Economia. Nesta sexta-feira, 22, a pasta divulgou ainda projeções em cenários dois pontos porcentuais acima e abaixo desse nível de retração econômica.

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No pior dos cenários, que considera recuo de 6,7% no PIB em 2020, a dívida bruta chega a 95,9% do PIB. No cenário mais otimista, de queda na atividade de 2,7%, o endividamento é de 91,2%.

A necessidade de financiamento do setor público será de 14,5% do PIB no cenário base e 15,1% no pior cenário. Já a dívida líquida do setor público fica em 67,6% com o recuo de 4,7% no PIB e em 69,3% com queda de 6,7%.

Rombo

O ministério atualizou as projeções e espera um déficit primário do setor público de R$ 708,7 bilhões em 2020. O valor corresponde a 9,9% do PIB.

Até agora, a pasta trabalhava com uma previsão de déficit de R$ 600 bilhões (8% do PIB). Na semana passada, a Economia passou a prever um tombo de 4,7% no PIB deste ano, o que impacta na previsão de outros indicadores econômicos.

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A projeção para o déficit primário do governo central é de R$ 675,7 bilhões (9,4%). Para Estados e municípios, a previsão é de resultado negativo de R$ 30,6 bilhões (0,4%) e, para as estatais, a expectativa é de déficit de R$ 2,4 bilhões.

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Receita

O ministério reduziu em R$ 133,959 bilhões a projeção para as receitas primárias em 2020. A projeção para a arrecadação de receitas administradas foi reduzida em R$ 88,417 bilhões.

De acordo com o relatório bimestral de receitas e despesas, divulgado pela pasta nesta sexta-feira, a estimativa para as receitas com royalties caiu R$ 6,612 bilhões. Também foi reduzida a previsão de recebimento de dividendos neste ano, em R$ 3,950 bilhões. A projeção de receitas com concessões caiu R$ 421 milhões.

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[captacao]

Já a projeção para despesas primárias subiu R$ 267,663 bilhões com os gastos para fazer frente à pandemia do coronavírus. A projeção de créditos extraordinários em 2020 aumentam R$ 213,220 bilhões e para os gastos com subsídios e subvenções R$ 34,859 bilhões.

As despesas com abono e seguro desemprego esperadas aumentaram R$ 3,783 bilhões. A projeção de despesas com a Previdência subiu R$ 1,231 bilhão. Já a previsão de despesas com pessoal aumentou R$ 153,8 milhões.

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