CNI: 83% das empresas acreditam precisar de inovação no pós-pandemia
A cultura de inovação já vendo sendo praticada na maioria das empresas consultadas, segundo o levantamento, com 92% delas dizendo que inovam.

Soluções inovadoras serão decisivas para acelerar a retomada da atividade e do crescimento da economia no Brasil pós-pandemia do novo coronavírus, avaliam executivos ouvidos em estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendado ao Instituto FSB Pesquisa. De acordo com o levantamento, 83% das empresas afirmam que vão precisar de mais inovação para crescer ou mesmo sobreviver no mundo pós-pandemia.
A linha de produção é apontada como área prioritária para receber inovações por 58% dos executivos, seguida pela área de vendas (19%). A pesquisa mostra que 65% das médias e grandes empresas tiveram sua produção reduzida ou paralisada em razão da pandemia e 69% garantem também ter perdido faturamento.
Para a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio, a crise tende a acelerar o desenvolvimento de inovações já em curso. "O atual contexto de pandemia deixou ainda mais evidente para as empresas a necessidade de se investir em tecnologias inovadoras e, principalmente, em aperfeiçoamento das metodologias de gestão", afirma Sagazio.
A pesquisa revela que as vendas foram o aspecto mais impactado pela pandemia, sendo citadas por 57% dos entrevistados. Em seguida, a cadeia de fornecedores teve 14% das citações, e a linha de produção, 8%. Para a CNI, esses números revelam que "mudar se tornou imperativo". Entre as empresas consultadas, 68% alteraram de alguma forma seu processo produtivo, mas só 56% dessas consideram ter inovado de fato após a mudança.
Entre as alterações feitas na produção em decorrência da pandemia, a mais citada diz respeito à relação com trabalhadores (90%). Em seguida, vêm mudanças na linha de produção (84%), nos processos de venda (82%), na gestão (75%), logística (62%), na cadeia de fornecedores (61%) e no controle de estoques (55%).
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A cultura de inovação já vendo sendo praticada na maioria das empresas consultadas, segundo o levantamento, com 92% delas dizendo que inovam. Dessas, 55% afirmaram que a inovação aumentou muito a produtividade. As empresas do Centro-Oeste, ligadas ao agronegócio, foram as que mais relataram muito ganho de produtividade (69%) em razão de inovações.
Mas o orçamento para inovar ainda é um problema para as empresas. Entre as que afirmam inovar, só 37% dizem ter orçamento específico para isso e 33% têm profissionais dedicados exclusivamente aos processos de inovação. Os executivos que dizem dar importância média ou baixa à inovação apontaram a falta de recursos e de pessoal qualificado para inovar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 26 de junho, com executivos de 402 empresas industriais de médio e grande portes, que foram entrevistados por telefone.
Plataforma
A CNI anuncia nesta quarta-feira, 1, parceria com a SOSA, empresa multinacional de inovação aberta. De acordo com a entidade, o acordo vai possibilitar que indústrias e startups no Brasil tenham acesso aos ecossistemas de tecnologia da SOSA em Nova York e Tel Aviv. Segundo a CNI, a partir dessa parceria, as empresas brasileiras poderão participar de atividades de inovação aberta, de reconhecimento técnico para incentivar casos de aplicação imediata.
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