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2020-12-02T14:28:58-03:00
Estadão Conteúdo
Privatização

No Brasil, 431 cidades adotaram iniciativas de desestatização nos últimos 24 meses

Das administrações que informaram desestatizações, 377 utilizaram o modelo de concessão.

2 de dezembro de 2020
14:28
Vista noturna de imóveis na cidade de São Paulo
Vista noturna de imóveis na cidade de São Paulo. - Imagem: Shutterstock

Em todo o País, 431 municípios declararam terem adotado ao menos uma iniciativa de desestatização nos últimos 24 meses, segundo os dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic) referentes a 2019, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado representa 7,7% dos municípios brasileiros. No Centro-Oeste, 12,2% dos municípios informaram iniciativas nesse sentido, seguidos pelo Sul (9,8% dos municípios), Sudeste, (8,9%), Norte (5,6%) e Nordeste (4,6%).

Das administrações que informaram desestatizações, 88 venderam ativos imobiliários; oito recorreram a privatização; e 377 utilizaram o modelo de concessão.

Em 10 unidades da federação, a proporção de municípios com iniciativas nesse sentido foi superior à média nacional:

  • Santa Catarina (15,9%);
  • Goiás (15,0%);
  • Espírito Santo (11,5%);
  • Ceará (11,4%);
  • São Paulo (10,4%);
  • Paraná (10,3%);
  • Mato Grosso do Sul (10,1%);
  • Rondônia (9,6%);
  • Piauí (9,4%);
  • Mato Grosso (7,8%).

Os Estados do Acre, Roraima e Amapá foram os únicos sem nenhuma iniciativa de desestatização em seus municípios.

Políticas de incentivos

Em 2019, 3.484 municipalidades, 62,5% do total, utilizavam algum mecanismo de incentivo à implantação de empreendimentos, sendo as mais recorrentes a isenção de taxas, mencionada por 40,3% deles, cessão de terrenos (adotada por 40,0%), isenção de IPTU (37,1%) e doação de terrenos (34,0%).

Em 2019, 5.203 municípios tinham cadastro imobiliário, 4.504 tinham planta genérica de valores e 5.268 cobravam IPTU.

No ano passado, 93,2% dos municípios, ou 5.218 cidades, cobravam pelo menos um dos tributos investigados, sendo os mais recorrentes os de iluminação pública, coleta de lixo e poder de polícia.

Todos os municípios do Acre, Amapá, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul declararam cobrar pelo menos um dos tributos investigados. Os maiores porcentuais de municípios que não cobravam nenhum dos tributos investigados estavam no:

  • Amazonas (24,7%);
  • Tocantins (25,9%);
  • Goiás (19,5%).

E os menores em:

  • Rondônia (1,9%);
  • Rio Grande do Sul (1,8%);
  • Espírito Santo (1,3%);
  • Paraná (0,5%).
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