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Jornal mostrou que gastos com cartão corporativo da Presidência da República dobraram nos quatro primeiros meses de 2020, na comparação com a média dos últimos cinco anos

Confrontado por um popular em frente ao Palácio da Alvorada que afirmou "a democracia pede sua renúncia ou impeachment", o presidente da República, Jair Bolsonaro, respondeu que fica no comando do País até 1º de janeiro de 2027. Para seguir no cargo até esta data, Bolsonaro precisa vencer as eleições a presidente de 2022 e cumprir um segundo mandato.
O presidente também minimizou neste domingo, 10, gastos com cartões corporativos da Presidência. Para apoiadores, mesmo sem ser questionado, ele disse que as despesas subiram porque teve de enviar aviões à China para repatriação de brasileiros que estavam isolados em Wuhan, em razão do surto da covid-19. "Teve quatro aviões para China para buscar gente lá. Daí gastou mesmo", disse.
O jornal O Estado de S. Paulo mostrou que gastos com cartão corporativo da Presidência da República, usado para bancar despesas sigilosas do presidente Jair Bolsonaro, dobraram nos quatro primeiros meses de 2020, na comparação com a média dos últimos cinco anos.
A fatura no período foi de R$ 3,76 milhões, valor que é lançado mensalmente no Portal da Transparência do governo, mas cujo detalhamento é trancado a sete chaves pelo Palácio do Planalto.
As declarações foram feitas no fim da tarde deste domingo, quando Bolsonaro parou em frente à residência oficial para conversar com apoiadores.
Ele retornara de uma cerimônia de "chá revelação" na casa de deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho, que será pai de uma menina.
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"Vou sair em 1º de janeiro de 27", disse Bolsonaro ao popular.
Ao contrário da larga maioria das pessoas que aguardam diariamente o presidente em frente ao Alvorada, o homem não era um apoiador de Bolsonaro. Ao falar sobre renúncia e impeachment do presidente, ele foi vaiado por defensores do presidente.
Mais de 30 pedidos de impeachment contra Bolsonaro foram apresentados ao Legislativo em cerca de 16 meses.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já afirmou que não é o momento de colocar o tema em pauta.
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