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Bolsonaro: Guedes é o cara da política econômica e a palavra final é dele

Declaração foi feita um dia após o ministro da Economia voltar atrás sobre uso de precatórios para financiar programa social

Bolsonaro e Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ex-presidente Jair Bolsonaro - Imagem: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (1) que "segue a linha do Paulo Guedes" e que o ministro tem a palavra final sobre a política econômica.

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A sinalização a Guedes ocorre um dia depois do chefe da economia voltar atrás no anúncio do governo sobre o uso de precatórios para bancar um novo programa social ainda em análise.

"A nossa política é livre-mercado. Seguir a linha do Paulo Guedes", disse em transmissão ao vivo nas redes sociais. A declaração sobre a política de mercado brasileira, foi feita após o presidente negar a possibilidade de tabelamento de preços por conta na alta de produtos, como ocorreu com arroz.



"O Paulo Guedes continua 99,9% de confiança comigo. Deixo sempre 1% porque quando eu quero mudar alguma coisinha eu falo com ele (...) Então, ele é o cara da política econômica, tá certo? E a palavra final é dele e ponto final", reforçou Bolsonaro.

Sobre o aumento do preço do arroz, Bolsonaro afirmou que o valor do grão subiu depois de uma corrida aos supermercados. "Em parte faltou arroz sim, não tanto assim, mas a corrida aos supermercado fez subir o preço", disse.

A alta na demanda externa e interna refletiu no preço do arroz e fez a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, decidir pela redução total, até o final do ano, da alíquota de importação para uma cota de 400 mil toneladas de arroz.

O presidente comentou que consultou a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, sobre o assunto para decidir sobre a importação do produto. "Não tomo mais nenhuma decisão sem conversar com o respectivo ministro", disse.

Bolsonaro voltou a negar que fará o tabelamento de preços e afirmou que a perspectiva é no final de dezembro e começo de janeiro "ter muito arroz no mercado" e o preço voltar à normalidade.

Obra dos outros

Bolsonaro afirmou que está concluindo "obras dos outros" governos, e que fazer isso é "muito mais barato" uma vez que, segundo ele, o governo federal não teria mais dinheiro para obras novas.

A declaração foi dada quando o presidente explicava a sua viagem a São José do Egito (PE), onde participou da inauguração de uma parte do Sistema Adutor do Pajeú, no sertão pernambucano.

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Na live, Bolsonaro apontou também que uma "superbateria" de nióbio para automóveis estaria na iminência de chegar ao mercado. Segundo ele, trata-se de uma bateria que aguenta carregamento rápido e pode ser recarregada "em alguns minutos".

Nesse ponto, o presidente questionou "para onde" iria o petróleo e, após uma breve referência a tempos em que valiam preços baixíssimos de gasolina, disse que, com a chegada da "superbateria", os preços de combustíveis cairiam "assustadoramente".

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