Banco Central mantém Selic em 2% ao ano e sinaliza juro baixo por longo período
Os diretores do BC avaliam que a inflação deve subir no curto prazo, mas indicam manutenção da Selic por todo o ano de 2021 e, quem sabe, meados de 2022

É o fim de um ciclo. O Banco Central confirmou a ampla expectativa do mercado e decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano. Foram nove cortes seguidos antes da parada de hoje.
Na última reunião, em agosto, o Comitê de Política Monetária havia deixado uma pequena brecha para um novo corte na Selic. De lá para cá, porém, aumentaram os temores dos investidores com a inflação e a trajetória fiscal.
Os diretores do BC sinalizaram, porém, que a Selic deve se manter na mínima histórica por um longo período, que deve incluir todo o ano de 2021 e, quem sabe, meados de 2022.
Esse tipo de indicação sobre o futuro das decisões sobre os juros é conhecido como “forward guidance”, no jargão de política monetária, e também foi adotado pelo Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos.
“O Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário, a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária, que atualmente inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022”, escreveu o comitê, no comunicado que acompanhou a decisão.
O BC nem sequer descartou por completo a possibilidade de reduzir ainda mais os juros. Mas ressaltou que a intenção de manter os juros baixos depende da manutenção do atual regime fiscal e da ancoragem das expectativas de inflação de longo prazo.
Leia Também
O maior receio do mercado é o de um estouro do teto de gastos públicos caso o aumento das despesas adotado para conter os efeitos da pandemia do coronavírus na economia se torne permanente.
Como se não bastasse, a inflação voltou a dar as caras. O IPCA, índice de preços usado pelo BC no sistema de metas de inflação, segue comportado, mas a disparada dos preços de alguns alimentos, como o arroz e o óleo de soja, fez acender o sinal de alerta no mercado.
Inflação vai subir
O Copom reconheceu que a inflação deve aumentar no curto prazo com a alta “temporária” nos preços dos alimentos e a normalização parcial do preço de alguns serviços em um contexto de recuperação da atividade.
Mas avaliou que as medidas de inflação permanecem abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária.
No cenário com taxa de juros constante a 2% ao ano e dólar constante a R$ 5,30, as projeções de inflação situam-se em torno de 2,1% para 2020, 3,0% para 2021 e 3,8% para 2022, de acordo com o Banco Central.
O processo de redução da Selic teve início em julho do ano passado — quando os juros estavam em 6,5% ao ano — e deveria ser interrompido no começo do ano. Mas o choque provocado pela pandemia do coronavírus abriu espaço para o BC continuar reduzindo as taxas.
Você acha que o Banco Central acertou na decisão? Deixe seu comentário logo abaixo.
COMBINOU COM OS RUSSOS
Turismo de parto e sauna da Sibéria: como Florianópolis se tornou a capital da Rússia no Brasil
6 de setembro de 2026 - 9:00RECESSO PROVIDENCIAL
Dezenas de milionários de uma só vez? Lotofácil da Independência abre temporada para prêmio recorde
6 de setembro de 2026 - 7:10Conteúdo BTG Pactual
Copa BTG Trader: inscrições para concorrer a R$ 1 milhão terminam amanhã (6)
5 de setembro de 2026 - 9:00BOLA DIVIDIDA
Lotofácil tem 23 ganhadores no último concurso antes do sorteio especial da Independência; Mega-Sena acumula de novo e prêmio se aproxima de R$ 50 milhões
4 de setembro de 2026 - 7:07AGENDA DE FERIADOS
O que abre e o que fecha no feriado de 7 de setembro? Confira o funcionamento da B3, dos bancos e Correios, do Pix, e de outros serviços na data
4 de setembro de 2026 - 5:55OLHO NO CALENDÁRIO
Gás do Povo setembro 2026: veja critérios e como adquirir o benefício
4 de setembro de 2026 - 5:24ONDE ESTÁ O DINHEIRO?
Da alta renda ao ‘povão’, Tesouro Direto e LCIs enchem as carteiras dos investidores em 2026, segundo a Anbima
3 de setembro de 2026 - 16:53ALÉM DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Preço menor ninguém faz? Como é a mansão do CEO e herdeiro da Marabraz, colocada em leilão após calote
3 de setembro de 2026 - 14:39CULTO À PERSONALIDADE?
“Moeda do Trump” de US$ 1 entra em circulação nos EUA e desafia lei nacional do século 19
3 de setembro de 2026 - 11:33Conteúdo BTG Pactual
Fórum Empreendedor: Veja como será a 1ª edição do novo evento do BTG Pactual Empresas
3 de setembro de 2026 - 11:00FOI POR POUCO
Lotofácil acumula no penúltimo sorteio antes de parar para concurso especial de Independência valendo R$ 300 milhões
3 de setembro de 2026 - 6:41PARA OS APOSENTADOS
INSS e BPC/LOAS setembro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
3 de setembro de 2026 - 5:51BUQUÊS EM RISCO
My Vintage Dress: confusão em loja de luxo deixa noivas sem vestidos a poucos dias do casamento
2 de setembro de 2026 - 15:27+4 CORINGA
Acabou o impasse: Mattel cria campeonato de UNO e vai pagar R$ 257 mil para descobrir quem é o melhor jogador
2 de setembro de 2026 - 12:00Conteúdo Empiricus
Dólar acima dos R$ 7 e Ibovespa abaixo dos 107 mil pontos? Entenda o que pode acontecer se o Brasil mergulhar numa crise fiscal
2 de setembro de 2026 - 10:00ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3777 e Dia de Sorte 1287 fazem novos milionários; Mega-Sena 3052 acumula e prêmio vai a R$ 41 milhões
2 de setembro de 2026 - 6:53CALENDÁRIO DE BENEFÍCIOS
PIS/Pasep acabou? Veja se haverá pagamento em setembro e quando os depósitos retornam
2 de setembro de 2026 - 5:19FITCH NO BRASIL 2026
CIO da Bradesco Asset vê piora até mesmo no investimento que é o ‘porto seguro’ dos investidores
1 de setembro de 2026 - 16:55INVESTIMENTO NO AGRO
Até 97% do CDI, isento de IR e com renda mensal: como funciona o Fiagro do BTG que pode captar até R$ 20 bilhões
1 de setembro de 2026 - 11:16GALINHA DOS OVOS DE OURO