Menu
2020-09-07T10:02:11-03:00
Estadão Conteúdo
Pior já passou

Apesar da crise, 35% dos executivos esperam alta do faturamento em 2020

Pesquisa da KPMG entrevistou 193 executivos de alto escalão entre junho e julho.

7 de setembro de 2020
10:02
A primeira onda de valorização da bolsa já passou, mas ainda dá tempo de surfar na segunda
Imagem: Shutterstock

A melhora nas expectativas em relação ao desempenho da economia em 2020, que mesmo assim deverá registrar a maior retração da história no Produto Interno Bruto (PIB) em meio à pandemia de covid-19, foi vista também na percepção de altos executivos sobre seus negócios, mostra pesquisa da consultoria KPMG obtida com exclusividade pela reportagem. Com o fundo do poço da crise para trás, 35% dos executivos entrevistados agora estimam que poderá haver alta do faturamento, apesar da recessão.

A melhora pode ser vista na comparação da primeira pesquisa feita pela KPMG, em abril e maio, com a segunda edição do estudo, que ouviu os executivos em junho e julho e ficou pronta no mês passado. A primeira versão da pesquisa entrevistou 91 executivos de alto escalão. A edição mais recente foi mais ampla, com a participação de 193.

Em junho e julho, 12% dos executivos entrevistados disseram que o faturamento de suas empresas poderá crescer até 10% em 2020, enquanto 17% disseram que o aumento poderia ser de 10% a 25% e 6% apostaram num avanço superior a 25% nas receitas. Em abril e maio, auge do pessimismo, 24% apostaram em crescimento - 8% do total de entrevistados afirmaram que a alta poderia ser de 10% a 25%, mas apenas 3% apostaram em avanço superior a 25%.

Para André Coutinho, sócio-líder de Clientes e Mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, a sensação de sair do estrangulamento sofrido no pior momento dá crise dá certo "ânimo" e favorece a melhora da percepção sobre os negócios.

E as expectativas de alta no faturamento estão concentradas em setores específicos, que podem de alguma forma sair ganhando com as mudanças de hábito provocadas pela pandemia, como comércio eletrônico, telemedicina, marketing digital, serviços de streaming e a indústria de alimentos. "A indústria já recupera o tempo perdido", afirmou Coutinho.

Ainda assim, 44% dos executivos entrevistados esperam queda no faturamento, na pesquisa de junho e julho, enquanto um quinto (21%) projetam que o faturamento de 2020 será "muito próximo do ano anterior". Na primeira edição da pesquisa, 19% apostavam numa variação nula na receita em meio à pandemia, mas a maioria dos entrevistados (56%) falou em queda nas receitas de 2020.

O movimento de melhora nas expectativas em relação ao desempenho da economia tem sido turbinado pela ação do governo para mitigar a crise, como o auxílio emergencial de R$ 600 ao mês, pago para famílias de baixa renda e trabalhadores informais.

No fim de junho, as expectativas de mercado para a variação do PIB em 2020 atingiram o fundo do poço, uma queda de 6,6%, segundo o Banco Central (BC). A partir de então, analistas vieram melhorando suas projeções que agora estão em torno de uma retração de 5,3% - o que, ainda assim, garantirá a 2020 o título de pior ano para o PIB na história.

Volta aos escritórios. A mesma pesquisa nostra que 26% dos empresários acham que a volta aos escritórios ficará para o ano que vem. Na primeira edição do levantamento, entre abril e maio, apenas 9% apostavam numa volta só em 2021.

Embora o aumento na frequência de respostas que apontam para a volta ao trabalho presencial apenas em 2021 tenha chamado a atenção, 68% dos entrevistados ainda apostam na volta este ano: 33% dos empresários esperam o retorno no "próximo mês", enquanto 35% estimam que a volta se dará "até dezembro". A proporção de ouvidos que disseram estar nos escritórios nos períodos de referência (abril-maio e junho-julho) ficou estável em 23% nas duas edições do levantamento.

Para Coutinho, a comparação entre as duas edições do estudo sugere que as empresas estão sendo cautelosas. Por isso, planos de retorno ao trabalho presencial de forma gradual - seja com os funcionários se dividindo entre o "home office" e o escritório, seja com a volta de apenas parte das equipes - estão cada vez mais comuns.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

seu dinheiro na sua noite

As incertezas da vez

Não sei vocês, mas desde que a pandemia de coronavírus começou, minha vida e rotina mudaram tanto, que tem estado difícil fazer planos para o futuro e ter boas perspectivas, do ponto de vista pessoal e social. Entrei no modo “um dia de cada vez”, já que ainda não temos uma data certa de quando […]

FECHAMENTO

Do céu ao inferno: Incertezas com vacinação pesam, Ibovespa derrapa e vai na contramão de NY

Enquanto o otimismo predominava nas bolsas americanas, por aqui as incertezas sobre a efetividade da campanha de vacinação contra a covid-19 se acumulavam

empresário bolsonarista

Luciano Hang, dono da Havan, está internado com covid-19 em São Paulo

Hang, ao lado de outros empresários bolsonaristas, tem promovido tratamentos sem comprovação científica como forma de prevenção à covid-19

dados da anp

Produção da Petrobras em dezembro fica abaixo dos 2 milhões de barris diários

Somada ao gás natural, a produção da estatal em dezembro ficou em 2,545 milhões de barris de óleo equivalente por dia,

lista do bc

Inter, Itaú e Caixa lideram ranking de reclamações contra 10 maiores bancos

Índice de reclamações é calculado com base no número de reclamações consideradas procedentes, dividido pelo número de clientes da instituição, multiplicado por 1.000.000

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies