Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

entrevista

‘Ação de BCs é limitada, é preciso usar política fiscal’, diz economista

Barry Eichengreen afirma que governos terão de usar o espaço fiscal para injetar gasto público nas áreas em que o gasto privado está paralisado

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
18 de março de 2020
7:46 - atualizado às 7:52
Roberto Campos Neto e Jerome Powell, presidentes dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos
Roberto Campos Neto e Jerome Powell, presidentes dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos - Imagem: Divulgação

Os bancos centrais não conseguirão resolver a crise econômica global causada pelo avanço da pandemia de coronavírus, diz Barry Eichengreen, economista e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o economista afirma que governos terão de usar o espaço fiscal para injetar gasto público nas áreas em que o gasto privado está paralisado. "Pessoas pararam de gastar, empresas pararam de consumir e pessoas vão em breve parar de receber salários", diz. Para ele, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve oferecer ajuda para países sem espaço fiscal. A seguir, os principais trechos da entrevista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A crise de 2008 foi em torno dos mercados financeiros, enquanto esta começa por conta de uma questão de saúde. Quais são as principais diferenças em termos de soluções para enfrentar este momento?

Quem ainda estiver perguntando se isso é uma crise está atrás da curva. A principal diferença desta vez é que temos uma crise de saúde que não poderá ser resolvida por políticas fiscais e monetárias apenas. Nos Estados Unidos, temos escassez de locais para realizar testes. Estamos prestes a ter uma escassez severa de leitos hospitalares e equipe médica. Ainda é útil que os bancos centrais forneçam liquidez e que os governos ofereçam apoio fiscal para restringir as claras e graves repercussões na produção e consumo de bens e serviços, mas a crise de saúde se sobrepõe e o fato de que nós nos EUA, em particular, estamos mal posicionados para resolvê-la são complicações adicionais.

Que tipo de política econômica é a mais efetiva neste momento?

Os bancos centrais podem fornecer a liquidez necessária para os mercados funcionarem e dar aos bancos recursos e incentivos para manter as linhas de crédito. Os governos podem oferecer transferência emergencial de dinheiro a indivíduos que estão em quarentena ou em casa cuidando das crianças que estão sem aulas. Na prática, isso significa atualmente todos os americanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Qual sua avaliação sobre o corte de juros do Fed (o Banco Central americano) anunciado no domingo?

Leia Também

O Fed fez tudo o que poderia: prover liquidez para garantir que os mercados continuem a operar, se comprometendo a fornecer liquidez aos bancos por outros canais, se necessário, e apoiando o mercado de títulos garantidos por hipotecas por meio da compra de ativos. Isso deve evitar que o sistema bancário pare de funcionar, o que evita agravar os choques de oferta e demanda que afetam o setor não financeiro da economia. Mas é tudo o que um banco central pode fazer. Um banco central não conseguirá resolver o problema do setor não financeiro da economia, onde as pessoas pararam de gastar, empresas pararam de produzir e pessoas irão em breve parar de receber salários. Para resolver isso, o Congresso precisa usar a política fiscal para substituir o gasto privado, que parou, pelo gasto público, e para garantir que as pessoas recebam seguro-desemprego, pagamento por doença, cupons de alimentação e assim por diante.

Como países emergentes, e especificamente o Brasil, podem responder a esses desafios?

Os mercados emergentes vão enfrentar preços baixos de commodities e baixa demanda, conforme Europa, EUA e Japão caminham para a recessão. Países com espaço fiscal e monetário devem usá-lo. O Fundo Monetário Internacional prometeu recursos financeiros livres de condições para mercados emergentes afetados pela pandemia. São US$ 50 bilhões até agora - isso não é suficiente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Qual é a resposta desejada então de organizações multilaterais e economias dos diferentes países?

Neste momento, precisamos de linhas de swap do Fed para outros países, incluindo mercados emergentes, para manter o crédito de comércio fluindo, já que a maior parte do crédito comercial é em dólares. Os países precisam usar a política fiscal em grande escala para apoiar a demanda, e o FMI precisa providenciar recursos financeiros para países sem espaço fiscal.

O presidente Donald Trump restringiu os voos vindos da Europa, em uma medida surpreendente para líderes europeus. Muito se fala na necessidade de coordenação global para solução da crise. O sr. vê esforços de cooperação internacional para conter a pandemia?

A ação do Trump foi estúpida. O vírus já está nos EUA. Imaginar que poderemos conter o vírus ao impedir as viagens é sem sentido. Não notificar nossos 'amigos' europeus causa danos desnecessários para as perspectivas de cooperação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, de uma maneira mais ampla, ações isoladas como a de Trump são o novo normal? Qual o risco da falta de coordenação entre os países?

A falta de coordenação significa proibições de viagem em casos que não serão benéficos e apenas causam caos. Significa a relutância em compartilhar informações sobre os casos, causas e curas em razão da falta de confiança. Significa não exportar máscaras e respiradores aos lugares que mais precisam.

O governador de Nova York tem pedido que o governo Trump se comprometa com ordens para que estabelecimentos em todo o país fechem as portas, para que iniciativas não sejam limitadas em nível estadual.

Sim, o governo federal precisa fazer mais para coordenar as políticas de distanciamento social e o fechamento de negócios. Fechar as portas do comércio em Nova York, mas mantê-los abertos em New Jersey, por exemplo, não adianta nada quando as pessoas podem livremente cruzar as divisas estaduais. O governo e o Congresso não fizeram nada para explicar como eles vão bancar um aumento emergencial da capacidade hospitalar e apoiar os setores da economia devastados pela crise - o mais óbvio é o setor aéreo, mas há muitos outros. Uma agência de financiamento de saúde é uma possível solução.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sr. tem defendido publicamente maior autonomia das autoridades públicas de saúde. Pode explicar melhor essa ideia?

Eu apoio a ideia veiculada pelo James Galbraith e por Michael Lind em um artigo no Boston Globe de criar a Health Finance Corporation liderada por um especialista independente em saúde pública e com um conselho, nomeado pelo presidente, com capacidade para emitir títulos, construir hospitais de emergência, financiar desenvolvimento de vacinas, pagar para médicos saírem da aposentadoria, aumentar os fundos de saúde para os Estados. Outros países devem fazer o mesmo.

Se não houver coordenação global e disponibilização de recursos, para onde estamos caminhando?

Nenhum lugar bom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

FUSO HORÁRIO COMPLICADO

Esquece o feriado! Por que seu chefe dificilmente vai te dar uma folga nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026

27 de março de 2026 - 14:03

Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo

A HISTÓRIA SE REPETE

Lotofácil 3646 paga prêmio milionário no meio da selva (de pedra); Mega-Sena puxa de novo a fila das loterias acumuladas, agora com R$ 40 milhões em jogo

27 de março de 2026 - 6:51

Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

DANOS SOB CONTROLE

De vilão a herói: juros altos devem reduzir o impacto do preço do petróleo na inflação do Brasil, diz Galípolo

26 de março de 2026 - 14:29

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã

PESQUISA ATLASINTEL/BLOOMBERG

STF, Congresso e governo Lula estão envolvidos com o escândalo do Banco Master? Mais da metade dos brasileiros acredita que sim

26 de março de 2026 - 13:43

Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Selic com freio de mão puxado? A mensagem do IPCA-15 e das projeções de inflação do BC sobre o corte de juros

26 de março de 2026 - 13:04

O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira

IMPARÁVEL

Ninguém segura a Lotofácil: concurso 3645 faz mais um milionário; Mega-Sena 2989 retoma o topo do pódio dos prêmios mais altos do dia

26 de março de 2026 - 6:55

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

RALI COM CONTORNO ESTRUTURAL

Após a disparada do petróleo, as commodities agrícolas são o próximo front da guerra — saiba como surfar o novo ciclo

25 de março de 2026 - 19:36

Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia