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SITUAÇÃO DIFÍCIL

Desemprego bate recorde em setembro, segundo IBGE

Taxa sobe para 14%, com total de ocupados ainda longe do patamar visto em maio

desemprego emprego caged fila do emprego em são paulo
A situação do emprego no país deve ser o destaque do dia, juntamente com a ata do Copom, de olho no teto de gastos - Imagem: FELIPE RAU / ESTADÃO. - Crédito:FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O desemprego piorou entre agosto e setembro, atingindo o maior resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, iniciada em maio.

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Segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23), a taxa de desemprego aumentou de 13,6% em agosto para 14,0%.

No mês passado, a população ocupada totalizou 82,934 milhões de pessoas, um aumento de 1,0% em relação a agosto, 793 mil vagas a mais. No entanto, o total de ocupados ainda não retomou o patamar de maio, quando somava 84,4 milhões de pessoas.



Já a população desocupada cresceu de 12,9 milhões em agosto para 13,5 milhões de pessoas em setembro, um aumento de 4,3% ante agosto, cerca de 560 mil pessoas a mais. Em relação a maio, quando teve início a pesquisa, a população desempregada saltou 33,1%.

"A população desocupada aumenta continuamente desde o início da pesquisa. Com a questão do relaxamento do isolamento social e a redução de casos de covid diários, as pessoas começaram a não ter mais a pandemia como principal motivação para não procurar trabalho. Claro que há outros motivos, mas ela deixa de ser a principal motivação", apontou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Inativos e ocupados

O contingente de inativos diminuiu de 75,2 milhões em agosto para 74,1 milhões em setembro, uma redução de 1,5%. Entre os inativos, 26,1 milhões gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, sendo que 16 milhões deles argumentaram que não procuraram uma vaga devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade.

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O nível de ocupação subiu de 48,2% em agosto para 48,6% em setembro. Dos 82,9 milhões de ocupados em setembro, 5,4 milhões estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência, sendo 3,0 milhões deles devido ao distanciamento social.

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Os indicadores vêm caindo desde o início da pandemia devido à redução das medidas de isolamento. Entre os ocupados afastados do trabalho em setembro, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas estavam sem receber remuneração.

Perfil

Entre as regiões, a taxa de desocupação foi mais elevada no Nordeste (16,9%), seguida por Norte (14,8%), Sudeste (14,2%), Centro-Oeste (12,1%) e Sul (9,8%).

A taxa de desemprego entre as mulheres foi de 16,9%, ante um resultado de 11,8% entre os homens. A taxa de desemprego aumentou 0,7 ponto porcentual em relação a agosto entre as pessoas de cor preta ou parda, para 16,1% em setembro. Já a taxa de desocupação dos brancos ficou estável em 11,5%.

* Com informações da Estadão Conteúdo

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