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Vacinação contra covid-19 pode começar em fevereiro, diz Pazuello

Ministro da Saúde disse que laboratórios podem pedir uma autorização para o uso emergencial, mas nenhuma solicitação foi apresentada

(Brasília - DF, 27/04/2020) Coletiva de imprensa com Ministro da Saúde, Nelson Teich. Fotos: José Dias/PR - Imagem: https://www.flickr.com/

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na quarta-feira (16) que, no Brasil, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021 caso os laboratórios cujas vacinas estão em fase adiantada de produção cumpram todas as etapas burocráticas até o fim deste ano.

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“Se mantido o que o Instituto Butantan e a Fiocruz previam, ou seja, se a fase 3 dos estudos e toda a documentação das fases 1 e 2 forem apresentados e os registros das vacinas forem solicitados à Anvisa ainda em dezembro, nós, possivelmente, teremos as vacinas em meados de fevereiro para dar início ao plano [de imunização]”, disse Pazuello em entrevista coletiva após participar do lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

O ministro afirmou que, além do habitual trâmite de aprovação de medicamento, no qual a Anvisa precisa atestar a integral eficácia e segurança dos produtos a partir da análise minuciosa dos resultados de testes relatados pelos fabricantes, os laboratórios também podem pedir uma autorização para o uso emergencial.

Na coletiva, Pazuello disse que não há registro de vacina contra a covid-19 em nenhuma agência reguladora no mundo todo, dizendo que, nos Estados Unidos e no Reino Unido, o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer foi autorizado em regime emergencial, antes que a empresa obtivesse o registro definitivo do produto.

“E, no Brasil, não há nem solicitação de registro, nem pedido de uso emergencial”, disse Pazuello.

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Termo de responsabilidade

Sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro de exigir das pessoas a assinatura de um termo de responsabilidade antes da aplicação da vacina, o ministro da Saúde disse que a medida será praticada somente em um eventual caso de uso emergencial do imunizante.

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“Durante as campanhas de vacinação as pessoas não chegam a um posto de vacinação e assinam um termo de consentimento para tomar a vacina. Já o uso emergencial não é como uma campanha. Ele fica limitado a grupos específicos, que são voluntários. Logo, se um laboratório solicitar e a Anvisa autorizar o uso emergencial de alguma vacina [antes que ela tenha cumprido todas as etapas burocráticas prévias ao registro], as pessoas que participarem terão sim que assinar o termo de consentimento”, disse.

O ministro afirmou ainda que, no que depender do Ministério da Saúde, a vacinação não será obrigatória. “A garantia [de eficácia e segurança] é o que vai fazer com que as pessoas sejam voluntárias”, disse.

Ele declarou ainda que, graças à capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS) e à estrutura do Programa Nacional de Imunização, em vigor desde 1973, o governo federal tem condições de distribuir as vacinas para os estados em um prazo de cinco dias após receber as primeiras doses.

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* Com informações da Agência Brasil

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