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Vinícius Pinheiro
O melhor do Seu Dinheiro
Vinícius Pinheiro
2020-07-21T21:03:37-03:00
seu dinheiro na sua noite

Reforma tributária, de 2007 a 2020

21 de julho de 2020
21:00 - atualizado às 21:03
O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Toda vez que ouço falar em reforma tributária eu volto no tempo até 2007. Mais precisamente para um evento sobre o tema que cobri como repórter e foi promovido pelo Lide, do futuro governador de São Paulo João Doria.

Ao lado dele na mesa estava Bernard Appy, então secretário do Ministério da Fazenda. No discurso, ele defendeu que o país deveria aproveitar a fase de crescimento econômico para promover mudanças nos impostos.

A razão é simples: quando o PIB cresce, a arrecadação também aumenta, então fica mais fácil falar em (re)dividir o bolo. Vale lembrar que a economia brasileira cresceu 6,1% em 2007.

O fato de o governo não conseguir levar a reforma adiante apesar do momento favorável e do empenho de Appy mostra o quão difícil é mexer no sistema tributário brasileiro.

Se nem nos tempos de bonança foi possível fazer a reforma, quais as chances de o governo conseguir aprovar qualquer mudança em um ano que projeta uma queda de 6% para o PIB?

A equipe de Paulo Guedes parece saber das dificuldades. Talvez por isso tenha mandado uma proposta tímida ao Congresso nesta terça-feira.

Basicamente, o governo propôs a unificação das cobranças do PIS e da Cofins, com a criação da Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), que deverá ter alíquota de 12%.

A aprovação da CBS sozinha não vai desatar o grande nó que ajuda a travar a nossa economia. O próprio governo diz que a unificação dos tributos é apenas um primeiro passo.

E o que mais podemos esperar? A Jasmine Olga analisou os projetos que caminham no Congresso e conta para você tudo que pode mudar com a reforma.

MERCADOS

 O Ibovespa teve um dia bastante volátil e acabou fechando em queda de 0,11%, aos 104.309,74 pontos. Mas o grande destaque desta terça-feira foi o dólar, que despencou 2,44%. Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira.

EMPRESAS

 As sedes de duas empresas listadas na B3 – Qualicorp e JHSF – foram alvo de busca e apreensão hoje como parte da Operação Paralelo 23, nova fase da Lava Jato em SP. As ações de ambas as companhias caíram forte.

• O resultado da produção de minério de ferro pior do que o esperado pesou sobre as ações da Vale, que caíram quase 2% hoje. Mas a XP ainda vê com otimismo as projeções da mineradora e recomenda a compra da ação.

 De olho no processo de digitalização do Banco Pan, os analistas do Safra iniciaram a cobertura das ações com recomendação de compra. Confira as perspectivas e o preço-alvo para os papéis.

ECONOMIA

 Vem mais dinheiro por aí? Os Estados Unidos consideram uma série de medidas no próximo pacote de estímulos contra os efeitos da covid-19. A porta-voz do governo citou que um corte de impostos sobre a folha de pagamentos está em debate.

 Enquanto isso, aqui no Brasil o Conselho Monetário Nacional regulamentou o programa de crédito para preservar empresas de menor porte. O objetivo é fornecer às PMEs melhores condições de empréstimos junto aos bancos. Saiba os detalhes.

INVESTIMENTOS

 Para onde vamos? O coronavírus já ficou para trás do mercado? O Felipe Miranda traz um panorama bem completo do que esperar para os investimentos em várias classes. Mas sem previsões para o futuro.

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