🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

To be locked-down or not to be? Ou, Tupi Lockdown (Verba Volant, Scripta manent)

Trecho sujeito a neblina: reduza a velocidade e dirija com os faróis baixos. Vale para todos.

25 de março de 2020
10:53 - atualizado às 13:27
Quarentena
Imagem: Shutterstock

“Se você está atravessando o inferno, não pare.”
Winston Churchill

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Talvez não devesse começar este texto com referências a Churchill. Até porque, a esta altura, ele deve estar se remoendo no túmulo. “Me deixe em paz, por favor.” De fato, os tempos requerem paz, em várias instâncias. 

Apesar de alguns paralelos pertinentes com situações de guerra, este é um momento que, de algum modo, é diametralmente oposto às guerras. Diferentemente das situações de conflito, a situação atual exige parar as economias — o fluxo de atividade e de pessoas. Nas guerras, os governos querem estimular a economia. Além disso, agora temos um inimigo comum a todos os países, que insiste em avançar sobre todo o tabuleiro de WAR.

Investigando a mim mesmo, suponho que talvez haja um motivo para lembrar da liderança de Churchill. Tomo emprestadas as palavras de Thomas Friedman em artigo no New York Times (desculpe pela péssima tradução apressada): “Estes são tempos que testam qualquer líder — municipal, estadual e nacional. Cada um deles está sendo chamado a tomar decisões de vida ou morte, enquanto dirigem na neblina, com informação imperfeita, e todos no banco de trás gritando freneticamente para o motorista”. Passa rápido pela minha cabeça que, de algum modo, essa também é a posição de um alocador de recursos agora. Deixo isso para outro momento. Talvez seja só o meu ego tentando dar ao mundo interpretações autocentradas.

To be locked-down or not to be? (Ser trancado em casa ou não ser). Eis a questão que se coloca. E deveria ser uma questão séria. Conforme os cálculos de trade-off passam a ser colocados de maneira mais científica na mesa, cresce a corrente defensora de que, talvez, os custos sociais (e também, quem sabe, até humanitários) de um lockdown restritivo e extenso sejam maiores do que a liberação parcial daqui a duas semanas, com manutenção do isolamento para grupos de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Donald Trump tem insistido que “a América não pode parar”. Entende que as coisas podem ser relaxadas na Páscoa. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, rebateu, com algo mais ou menos assim: “Nenhum americano vai dizer para acelerar a economia sob o risco de colocar vidas em jogo, porque nenhum americano vai colocar valor numa vida. O trabalho número 1 deveria ser salvar vidas”. Bill Gates veio com argumentação semelhante: “Não tem meio termo aqui e é muito difícil dizer para as pessoas: ‘Hey, continue indo a restaurantes, vá lá comprar uma casa nova, e ignore esses corpos que estão sendo empilhados ali na esquina. Nós precisamos de vocês ainda gastando, porque há alguns políticos que acham que o crescimento do PIB é a única coisa que importa”.

Leia Também

Qual a minha opinião sobre isso? Sinceramente, eu não tenho opinião. Sou uma espécie de Jürgen Klopp dos investimentos. Não consigo, não devo, nem considero ético ter uma opinião sobre tudo. Há cientistas, especialistas em epidemiologia, matemáticos e outras pessoas debruçadas sobre isso. Neste momento, eu, Felipe, não consigo dizer o que é melhor e confesso certo desprezo intelectual pelos defecadores de sapiência que já se apressam a opinar sobre qual o melhor caminho para dirigir nesta neblina, com as crianças berrando no banco de trás.

Contudo, não saber não significa não agir. X não é f(x). Você não precisa entender a realidade para adotar certas regras e princípios de ação. E aqui uma heurística potencialmente útil possa ser do princípio da precaução. Enquanto não tivermos maior clareza sobre os riscos da pandemia, tanto em termos de contágio e número de mortes potenciais, quanto em relação ao eventual colapso dos sistemas de saúde (como Cuomo alerta sobre NY para as próximas semanas), entendo que o caminho da prudência e da parcimônia deveria ser adotado.

Se somos avessos ao risco e prezamos, acima de tudo, pela sobrevivência (essa é a definição de racionalidade, segundo Nassim Taleb, que encontra ressonância na racionalidade ecológica de Gerd Gigerenzer), o momento requer sacrifício.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Obviamente, não quero dizer com isso que devamos ficar confinados para sempre, tampouco que seja insensível aos efeitos econômicos — sou empresário, com 300 funcionários, 350 mil clientes, e arrimo de família (grande). Mas, no meio da neblina, com o piso escorregadio, não há como acelerar na curva. Quando a ciência nos trouxer um pouco mais de resposta, poderemos potencialmente caminhar na direção do afrouxamento do lockdown. Enquanto as argumentações estiverem permeadas por interesses políticos e discursos de palanque, dificilmente as decisões de política serão as apropriadas.

Pergunto honestamente: os defensores da liberação do lockdown, ainda neste momento de grande incerteza, manteriam suas posições caso algum de seus entes queridos fosse vítima do coronavírus? 

E talvez coubesse outra questão relevante: se liberamos a circulação das pessoas e a atividade, não corremos o risco de uma segunda grande onda de contágio e colapso do sistema de saúde? Quais seriam os impactos econômicos disso? Voltamos às nossas casas para ficar trancados por mais tempo, mais frustrados e desesperançosos, abandonando a chance de uma recuperação em V definitivamente e migrando para a forma de W? São perguntas que não sabemos responder. Ninguém sabe.

Agora, pense sobre o discurso de ontem do presidente Jair Bolsonaro. Será que nosso brilhante ministro da Saúde (quem deveria, de fato, ser ouvido neste momento) compartilha daquela visão? Será que é prudente — e respeitoso com as vítimas — cogitar um “resfriadinho” ou uma “gripezinha”? Será que é adequado propor um breve retorno às ruas diante de tanta incerteza e tantas perguntas sem resposta neste momento (não só no Brasil; no mundo todo)? Bolsonaro discursou mesmo para os brasileiros, ou para Doria e Witzel?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não, eu não estou falando de política. Defendi o governo várias e várias vezes. E fico triste só de pensar na hipótese de que esse cisne negro chamado coronavírus possa ter nos tirado do trilho das reformas liberais, do capitalismo de mercado (não de compadres) e de uma sociedade aberta em geral, trazendo a possibilidade de um retorno da esquerda intervencionista ao poder. 

Estou falando de economia, de como a falta de coordenação política e o esgarçamento da relação entre os Poderes pode adicionar um novo problema à crise global: uma instabilidade doméstica pesada. 

O momento, global e local, exige ações coordenadas, coesão e uma agenda de respostas à crise — veja o tamanho da ogiva nuclear colocada na economia dos EUA após o acordo no Congresso americano ontem. 

A reação imediata do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ontem teve algo emblemático. Ela foi escrita. Ela não foi falada. “Verba volant, scripta manent”. As palavras voam, os escritos permanecem. Foi, ipsis literris, assim que começou aquela fatídica carta do então vice-presidente Michel Temer. Deu no que deu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trecho sujeito a neblina: reduza a velocidade e dirija com os faróis baixos. Vale para todos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar