Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Quem somos nós?

Para tentar selecionar esses ativos que podem subir muito, usamos a abordagem buffettiana clássica, ao que somamos as noções de ciclos econômicos, psicológicos e de lucros corporativos tão bem desenvolvida por Howard Marks

13 de maio de 2020
11:23 - atualizado às 13:26
lucro
Imagem: Shutterstock

Hoje temos uma recomendação de exposição líquida comprada de 11% em ações na Carteira Empiricus. Mais precisamente, 10,75%. Falo em “exposição líquida” porque temos a sugestão de compra com maior percentual numa cesta de ações preferidas, protegida parcialmente com uma posição short (vendida) em índice (BOVA11), resultando, em termos líquidos, nos tais 10,75%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se fôssemos um fundo multimercado brasileiro típico, essa seria tipificada como uma posição relevante, talvez considerada grande até. Os hedge funds locais, talvez pela origem mais recorrente nos mercados de juro e câmbio, talvez pelo histórico paraíso do CDI (o que inclusive nos rende, paradoxalmente, prêmios de risco negativos para a Bolsa em muitas situações), guardam menor tradição em renda variável — embora devam-se reconhecer exceções que comprovam a regra e também uma dinâmica mais em favor de Bolsa nos últimos tempos.

Para nosso caso e histórico, porém, essa é uma posição historicamente baixa — em especial se considerarmos que ela vem acompanhada de exposição grande comprada em dólar e em ouro, cuja correlação com a Bolsa tende a ser negativa. Alguns até poderiam argumentar que essas três coisas poderiam andar juntas agora, num cenário semelhante àquele de 1999, em que se compram moeda forte e ativos reais para se proteger e, então, o trio subiria junto, mas essa é outra história. Breve parêntese: Stanley Druckenmiller acaba de dizer que nunca viu uma combinação risco-retorno tão desfavorável para a Bolsa americana; você vai mesmo encher o carrinho de ações agora? Você pode ter uma ideia da grandeza do sujeito lendo “George Soros: Definitivo”, disponível em nosso Clube do Livro.

A Carteira Empiricus encontra, na essência, mais similaridade a um hedge fund americano, cuja matriz estrutural se apoia na abordagem clássica de 60/40 (60% destinado às ações, 40% destinado a bonds). Não quero dizer que essa seja uma proporção a ser perseguida. Faço apenas uma autoanálise da abordagem, porque, principalmente em momentos como este, você precisa entender com exatidão qual a sua abordagem, para que possa se mover à frente em linha com sua filosofia e com o que você acredita. E é fundamental fazê-lo, porque se mover fora de seus princípios estará alheio ao seu círculo de competências e sem muita convicção em seus movimentos. A chance de dar certo é baixa.

Então, qual a nossa abordagem na Carteira Empiricus?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Começamos da forma mais clássica possível, com a tal Moderna Teoria de Portfólio, o que nos remete a Harry Markowitz. A ideia aqui é que, a partir dos ganhos da diversificação, da introdução, com os pesos certos, de ativos negativamente ou pouco correlacionados podemos encontrar portfólios otimizados. Em outras palavras, poderíamos maximizar o retorno esperado da carteira, para um dado nível de risco; ou minimizar o risco do portfólio, para um dado nível de retorno esperado.

Leia Também

A diversificação é o último almoço grátis disponível, nas palavras do próprio Markowitz. Ou o Santo Graal dos investimentos, na terminologia de Ray Dalio. Talvez esse seja o conceito mais caro para nós, mas isso é só o princípio.

Podemos avançar um pouco mais. A partir das contribuições de Markowitz, Jack Treynor, William Sharpe, John Lintner e Jan Mossin caminharam para a determinação da sensibilidade de um ativo ao chamado risco não diversificado (sistêmico ou de mercado), chegando no tal CAPM, que você talvez já tenha encontrado por aí em algum relatório em que ele é usado no meio de um modelo de Fluxo de Caixa Descontado para determinação do valor justo de uma ação. Pelo CAPM, o retorno esperado de um ativo é determinado pela taxa livre de risco, mais um parâmetro que mede a sensibilidade do ativo ao risco de mercado, multiplicado pelo retorno esperado para mercado menos a taxa de juro livre de risco.

Esqueça um pouco a fórmula. Só a trago aqui porque ela ajuda a entender o próximo passo. O CAPM é um modelo unifatorial. Tem como fator explicativo apenas o prêmio de risco de mercado. A partir dele, você pode estender o modelo para infinitos novos fatores, no que viria a ser comumente chamado de APT (só uma extensão do CAPM para um modelo multifatorial). O caso particular mais famoso de APT talvez seja o batizado “Fama-French model” ou modelo de três fatores, em que se adicionam ao CAPM um fator para capturar um elemento de value investir (normalmente desconto sobre o valor patrimonial) e tamanho. O resultado clássico desse modelo indica que ações menores e descontadas frente ao book costumam ter desempenho melhor na média e no longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dessa abordagem do APT, podemos dar um passo adicional, para o que a indústria chama hoje de Smart Beta ou fundos sistemáticos. Nada mais é do que a montagem de vários fatores de risco, de acordo com a cabeça do responsável pelo modelo, tradicionalmente construído a partir de muito backtesting. A ideia aqui é capturar uma série de prêmios de risco que existam ao longo do tempo, de forma diversificada. O investidor, ao espalhar por ativos que carregam prêmios de risco e, portanto, na média, pagam mais, vai ter, também na média, bons retornos. 

Deixe-me explicar a ideia de forma mais intuitiva. Você compraria Bolsa se ela pagasse o mesmo que o CDI? Provavelmente, não. Em tese, a Bolsa tem mais risco e, portanto, para alguém comprá-la, deve haver um excesso de retorno esperado sobre a renda fixa. Isso não significa, de forma alguma, que a Bolsa sempre vai pagar melhor do que a renda fixa (se fosse o caso, não haveria mais risco na Bolsa). Apenas diz que, na média, a Bolsa paga melhor que a renda fixa. Então, se o investidor diversifica em vários ativos de prêmio de risco positivo, o que tende a acontecer? De novo, na média eles vão pagar bem, sob a hipótese de baixa correlação entre eles, garantindo um resultado agregado favorável.

Essa também é uma noção muito presente na Carteira Empiricus: a diversificação entre vários ativos com prêmio de risco positivo, de baixa correlação. 

Mas há um problema nessa história — ou, ao menos, um problema. Toda essa história está apoiada no desenvolvimento original da Teoria Moderna de Portfólio e, como vimos, ela está assentada na ideia de ativos negativamente ou pouco correlacionados. O diabo é que essas correlações são altamente instáveis e, nos momentos de crise, todas caminham para 1. Tudo se move na mesma direção quando você menos espera. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, e potencialmente ainda mais importante, o arcabouço de Markowitz é construído considerando apenas os dois primeiros momentos de uma distribuição de probabilidade, ou seja, média e variância, sendo esta última tomada como proxy de risco. Areia movediça. Como tento falar aqui dia sim, dia sim, risco e variação são coisas bem diferentes. As torres gêmeas estavam bem estáticas até o dia 10 de setembro de 2001. Um único evento súbito, imprevisível e de alto impacto pode vir e acabar com toda essa brincadeira. Em linguagem mais técnica, precisamos extrapolar a modelagem média e variância para contemplar também as noções de assimetria e curtose (eventos raros). Aqui talvez o leitor mais perspicaz talvez tenha já se atentado para um grande problema: qualquer modelagem razoável exige uma amostra minimamente grade para podermos entender o comportamento da população. Mas, ora, como ter uma amostra de eventos raros se eles são… raros? 

E aí entra, claro, Nassim Taleb, com a importância dada a variâncias infinitas, eventos raros, aleatoriedade, etc. Como desdobramento de suas ideias, saímos um pouco do Markowitz mais canônico para adentrar o que ele chama de Barbell Strategy, em que a maior parte do dinheiro é colocada em ativos de baixíssimo risco e uma menor fatia se destina a aplicar, de maneira diversificada, em ativos de altíssimo risco, com potencial de multiplicação. Isso também está presente na Carteira Empiricus, filosoficamente.

Para tentar selecionar esses ativos que podem subir muito, usamos a abordagem buffettiana clássica, ao que somamos as noções de ciclos econômicos, psicológicos e de lucros corporativos tão bem desenvolvida por Howard Marks. No caso da América Latina, esses ciclos são magnificados pela flutuação do pêndulo político, com consequências brutais sobre o ciclo econômico. 

Esses somos nós. Juntando as peças, você consegue entender o posicionamento da Carteira Empiricus em qualquer período de tempo, por conta própria. De todo modo, na próxima segunda-feira eu trarei a continuação deste texto. Como tudo isso se insere no cenário atual? Por que temos uma posição líquida comprada menor do que nosso histórico neste momento? Cenas dos próximos capítulos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As incertezas nos balanços do 1T26, dólar a R$ 4,90, resultado da Vale (VALE3), e o que mais esperar dos mercados hoje

16 de abril de 2026 - 8:12

Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ibovespa — matando a sede com a metade cheia do copo 

15 de abril de 2026 - 20:00

Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A invasão gringa nos FIIs, a relação entre economia e eleições, e o que move os mercados hoje

15 de abril de 2026 - 8:29

Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger dos choques cada vez mais comuns de petróleo, recorde na bolsa, e o que mais move os mercados hoje

14 de abril de 2026 - 8:34

Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

O novo normal é o choque: o investimento “obrigatório” em tempos de guerra

14 de abril de 2026 - 6:04

Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A busca pelo gelato perfeito, a falta de acordo entre EUA e Irã, e o que mais você precisa saber hoje

13 de abril de 2026 - 7:43

Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país

PLANO A

Chá revelação: 10 segredos sobre previdência e investimento de longo prazo para quem está começando uma nova fase da vida

12 de abril de 2026 - 8:00

Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho

VERSÃO BRASILEIRA

Nem todo clássico precisa de adaptação, e a chegada da Hofbräu no Brasil prova isso

11 de abril de 2026 - 9:11

Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como dobrar o patrimônio ao reinvestir dividendos, Regime Fácil, e o que mais você precisa saber hoje

10 de abril de 2026 - 8:30

Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa

SEXTOU COM O RUY

Receber dividendos é bom; reinvestir é melhor ainda. A estratégia confiável capaz de até dobrar o retorno dos seus investimentos

10 de abril de 2026 - 6:05

Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como surfar pela renda fixa, o preço do petróleo, e o que mais move os mercados hoje

9 de abril de 2026 - 8:27

Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia