🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Como bater um mercado eficiente?

Quer dizer que se formam expectativas inadequadas para o câmbio a partir dos contratos futuros? Não há expectativas racionais? Os mercados são ineficientes, já que os futuros não são bons estimadores para a verdadeira taxa de câmbio?

26 de maio de 2020
10:34 - atualizado às 13:26
dinheiro dólar
Imagem: Shutterstock

Os mercados são eficientes? Em outras palavras, toda a informação relevante está incorporada aos preços e todos os ativos ofereceriam o mesmo retorno quando ajustados por risco?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa talvez seja a pergunta de meu maior interesse intelectual em finanças. Dediquei boa parte dos meus estudos a isso. Minha dissertação de mestrado foi justamente em prêmio de risco, buscando responder por que, na média, os contratos futuros de câmbio superestimam a desvalorização cambial. Não que a tese seja lá grande coisa — afetado pelo falecimento do meu pai, pela herança de dívidas e pela criação da Empiricus , foi o que deu pra fazer, para frustração do meu querido orientador, que via chances de uma publicação em periódico estrangeiro.

O tema é mais simples do que parece. Se você simplesmente observar os contratos futuros de câmbio e fizer uma investigação estatística sobre eles, perceberá que, de maneira sistêmica, os contratos futuros tendem a projetar um dólar mais alto do que, na prática, acaba acontecendo.

Olhe agora o contrato futuro de câmbio para 26 de maio de 2021. Então, quando chegar este dia, compare com o câmbio efetivo da respectiva data. Repita o procedimento por uma amostra suficientemente longa. Você vai constatar que, na média, os contratos futuros superestimam a desvalorização cambial projetada.

Então, quer dizer que se formam expectativas inadequadas para o câmbio a partir dos contratos futuros? Não há expectativas racionais? Os mercados são ineficientes, já que os futuros não são bons estimadores para a verdadeira taxa de câmbio?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Será?

Leia Também

Coloquemos a coisa sob outro ângulo, exercitando um pouco nossa capacidade de abstração: em mercados eficientes, quanto deve ser a taxa de juros no Brasil? 

Ora, para não haver arbitragem, a taxa de juros internacional mais um prêmio de risco-Brasil, supondo que estejamos na mesma moeda, certo? Se o Brasil pagar mais do que isso, todo o dinheiro vem para cá; os preços dos títulos sobem e suas taxas caem, chegando ao equilíbrio. Se o Brasil pagar menos do que isso, todo o dinheiro vai para lá; os preços dos títulos caem e suas taxas sobem; de novo, vamos para o equilíbrio.

Já se não estamos na mesma moeda, a taxa de juros local deve ser equivalente ao juro internacional mais o prêmio de risco-Brasil mais a expectativa de desvalorização da moeda (o estrangeiro, claro, se preocupa com o retorno na sua respectiva moeda).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De maneira mais esquemática:

Juro brasileiro = juro internacional + prêmio de risco-Brasil + expectativa de desvalorização cambial

Vamos chamar o esquema acima de “estratégia 1”.

O investidor que não quiser estar exposto à variação cambial poderia montar uma “estratégia 2”, travando a taxa de câmbio no mercado futuro, sem ficar dependente da própria expectativa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então, teríamos, para a “estratégia 2”:

Juro brasileiro = juro internacional + prêmio de risco-Brasil + desvalorização indicada pelos contratos futuros de câmbio.

Agora, pergunto: as estratégias 1 e 2 são rigorosamente iguais em termos de risco e retorno?

Na verdade, não. Na primeira, o investidor está exposto ao risco cambial. Ele tem uma expectativa para o câmbio, que pode ou não se materializar. Já no segundo caso, ele não tem esse risco. Não importa para onde vai o câmbio, ele tem a certeza do quanto receberá de dólares porque travou o preço no mercado futuro. Ou seja, para que as estratégias acabem equivalentes, as cotações do mercado futuro precisam embutir um prêmio de risco cambial, elas precisam ser um pouco maiores do que a mera expectativa cambial. Ir para o mercado futuro e travar seu câmbio implica menos risco e, por isso, você acaba topando pagar um preço um pouquinho maior (em troca de mais segurança).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Portanto, há um corolário prático importante aqui: se você passar a sua vida toda vendendo contratos futuros de dólar, na média, você vai ganhar dinheiro, sistematicamente, mesmo com os mercados sendo 100% eficientes e racionais. Isso acontece porque você vai se apropriando no tempo do prêmio de risco ali embutido. No Brasil, se você é um exportador que sempre faz hedge cambial, você tende a ganhar dinheiro.

A questão do prêmio de risco cambial é só um exemplo particular de um caso mais geral: mesmo em mercados eficientes e racionais, você pode ganhar dinheiro de maneira sistemática se apropriando dos variados prêmios de risco existentes por aí.

Qual o problema dessa estratégia? Embora você vá ganhar na média, por vários anos você pode perder, inclusive quantias muito expressivas, sendo expulso do jogo — falo literalmente. Um erro numa estratégia concentrada pode levá-lo à falência. Mesmo os contratos futuros de câmbio superestimando a desvalorização cambial na média, há vários anos em que eles a subestimam pronunciadamente. 

Portanto, o recomendável sempre é diversificar entre várias estratégias, que se apropriam de prêmios de risco diferentes. Assim, você tem quase uma garantia de que, no agregado, vai sair ganhando, dado que, na média, elas são individualmente vencedoras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É isso que se faz hoje na ponta da alocação de recursos, por meio dos fundos chamados “Smart Beta”, que basicamente montam uma série de estratégias para se apropriar de diversos prêmios de risco.

Quais são eles? Na verdade, eles estão por toda a parte. Um título prefixado, por exemplo, tende a pagar, na média, mais do que um indexado, porque ele incorpora o prêmio de risco de inflação. Um mercado emergente tende a pagar mais do que um mercado desenvolvido, porque incorpora o prêmio de risco do respectivo país. 

Essa história começou, mesmo dentro do arcabouço das expectativas racionais e dos mercados eficientes, com o famigerado modelo CAPM, que é basicamente uma extensão dos estudos de Markowitz na tal fronteira eficiente de portfólio. 

O CAPM é aquele modelo com que talvez você tenha esbarrado ao ver algum relatório usando o chamado Fluxo de Caixa Descontado, que usa o CAPM para o cálculo do custo do equity (retorno requerido pelo acionista).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De novo, é mais simples do que parece. No CAPM, o retorno de determinado ativo se dá pela taxa livre de risco mais o chamado prêmio de mercado (excesso de retorno da média do mercado, da Bolsa, por exemplo, sobre a taxa livre de risco) multiplicado pelo parâmetro que mede a sensibilidade daquele respectivo ativo às oscilações da Bolsa. 

Esquematicamente, o CAPM:

Retorno da ação = taxa livre de risco + Beta [Expectativa de retorno de mercado - taxa livre de risco]

Aqui, um único fator de risco importa, que é justamente o prêmio de risco de mercado. Por isso, o CAPM é chamado de modelo unifatorial. Você está atrás de capturar justamente o prêmio de risco de mercado para si.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A partir daí, fica fácil entender os próximos passos. Saindo de um modelo unifatorial, você pode expandi-lo para vários outros fatores de risco. Então, saímos do CAPM (unifatorial) para os chamados APTs (modelos multifatoriais), em que se colocam os fatores de risco que o pesquisador julgar mais apropriados.

Entre os trabalhos mais clássicos a respeito, está o chamado Modelo Fama-French, ou Modelo de Três Fatores, que nada mais é do que um caso particular de um APT. Os autores partem de um CAPM clássico e o expandem incluindo outros dois fatores de risco para explicar a performance de uma ação, a saber: um fator ligado ao tamanho da empresa, outro associado a um critério de value investing, mais precisamente o valor de mercado sobre o patrimônio. 

A conclusão é que, na média, empresas menores rendem mais do que as maiores no longo prazo, assim como companhias atreladas a critérios clássicos de value investing também tendem a se sair melhor. O modelo foi atualizado várias e várias vezes, chegando quase sempre às mesmas conclusões. 

Os chamados fundos “Smart Beta” são a resultante prática de modelos APTs. Hoje, você mesmo pode montar seu próprio fundo se tiver acesso às Bolsas nos EUA, porque lá existem vários ETFs, um para cada prêmio de risco clássico. Você pode montar uma carteira com ETFs de value, de growth, de small caps, de momentum — o que você quiser.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os mais citados e utilizados, estão sempre algum com critério de tamanho e outro ligado ao value investing, sob a inspiração do pioneirismo do clássico Fama-French. 

Por isso, um dos caminhos clássicos para se apropriar de prêmios de risco, mesmo em mercados altamente eficientes e racionais, é por meio de small caps sob critérios rigorosos de value investing. 

Ter microcaps em seu portfólio é simplesmente uma atitude racional e eficiente. Meu sócio Max Bohm conta tudo sobre nossas microcaps favoritas nesses vídeos bastante educativos sobre o tema. Max é um grande especialista no tema e está pronto para ajudar nessa caminhada para garimpar excelentes oportunidades nesse universo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar