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Nas próximas linhas, Helena Margarido vai mostrar a você um mercado que caminha na contramão de todo establishment e permanece com alta demanda em meio à crise atual: a revolução está somente começando.
Nunca vou me esquecer da cara de interrogação da minha mãe quando fiz 10 anos. O ano era 1994 e o presente que pedi foi um tanto inusitado: um curso de inglês. Sem entender nada, ela encontrou um curso. Por ser longe, era lotação, metrô, 1h30 para ir e o mesmo tempo para voltar. Também precisei abrir mão de outras atividades da escola (o famoso “está achando que dinheiro dá em árvore?” que a maioria já ouviu dos pais).
Mas eu nem ligava. Sempre vi escolhas, esforço e mudanças como algo necessário para evoluir.
Sou da escola da “educação pela pedra”: boa parte do que aprendi foi sozinha e errando. Errando muito. Entender a fundo algumas coisas é, no fim do dia, uma forma de me proteger, já que muitas vezes não tenho com quem validar muitas das minhas ideias e conclusões.
E sempre foi assim.
Conheci Bitcoin em 2012. Meu primeiro contato foi com um site de negociações que mais parecia um blog. Não acreditava que alguém pudesse gastar dinheiro com aquilo. Mas, até pela desconfiança, procurei e li o famigerado White Paper descrevendo a tecnologia, publicado por um tal de Satoshi Nakamoto.
Da mesma forma muita gente se lembra exatamente onde estava e com quem assistiu a final da Copa de 2002, o dia em que descobri do que se tratava esse tal de Bitcoin é um dos que jamais vou esquecer: eram umas 2 da manhã, estava com insônia preocupada pela minha gravidez recém-descoberta, fuçando no celular. Então, abri o PDF: “Bitcoin: a peer-to-peer Electronic Cash System”.
Mas, por quê?
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Resumindo bem, vi uma aplicação tecnológica de toda teoria que estudei durante o mestrado que até então parecia impossível. Isso me manteve acordada estudando durante madrugadas, discutindo em fóruns online. Era (e ainda é) um mundo inteiro novo, a ser escrito.
Desde então, tenho atuado como uma das primeiras entusiastas do assunto no país: já fui sócia de uma corretora de criptomoedas, sou pesquisadora e escrevo há quase 3 anos para a Inversa sobre o assunto. Dentre os feitos, estão muitos e muitos depoimentos de pessoas que mudaram de vida e tantas outras que me deram presentes incríveis que vão desde canecas personalizadas até um supply infinito de Ramen! (História real, qualquer dia conto por aqui).
Só que a vida não são somente rosas: tem algumas coisas que ninguém te conta quando você começa a analisar um mercado inteiro novo com fundamentos totalmente diferentes dos usuais.
A principal é que tem gente muito boa, bem qualificada, com experiência de vida, certificações, títulos e outras “estrelinhas douradas” que custaram muito para serem conquistadas que vão tentar desqualificar o que você acredita e, por consequência, o seu trabalho. São aqueles que “acreditam em Blockchain, mas não em criptomoedas” e tentam analisar o mercado de cripto com os mesmos fundamentos do mercado financeiro tradicional. E isso faz tanto sentido quanto querer explicar fotossíntese com a 1ª lei de Newton.
Esses são os grandes responsáveis por deixar tanta gente no escuro quando o assunto são criptomoedas e há mais de 6 anos tem muito profissional falando que Bitcoin é bolha.
Acontece que, em momentos de crise como o que vivemos, conseguimos enxergar melhor as prioridades. Afinal, apenas o que é essencial e a ordem do dia deveriam ter a demanda aumentada.
Confesso que, quando começou esse caos, eu mesma me imaginava de pijamas e pantufas, aproveitando a quarentena para colocar as coisas de casa em ordem ou tentando me ajeitar para absorver um trabalho que, pensava eu, seria menor por uns tempos.
Errei. Errei rude.

Nas minhas iniciativas de crypto, a demanda aumentou de uma tal forma que estou trabalhando o dobro ou mais. Literalmente. Fechei contratos importantes nessas últimas semanas e estou em negociação com tantos outros. Minha única semana com o look “pijama & pantufa” foi no final de março, quando estava com sintomas de Covid-19 e só consegui tempo para terminar essa carta às 2h17 de uma terça para quarta-feira.
Em outras palavras: tem demanda (e muita!). Tem urgência. Tem dinheiro entrando. Logo, existe um mercado indo na contramão de toda recessão econômica que vem sendo desenhada nos últimos meses. E, o mais interessante: tanto a recessão global quanto o crescimento da criptoeconomia nesse momento já eram previstos há algum tempo.
Há quem diga que isso foi sorte. O famoso “estar no lugar certo, na hora certa”, que não se repetirá. Tanto faz, isso só me levou até uma porta fechada. Abrir foi minha escolha. Entender o que está do outro lado, um exercício diário que, apesar de requerer muita dedicação, faço sorrindo. E mapear as mudanças que estão por vir, como isso pode impactar nas nossas vidas e as oportunidades que estão surgindo, algo que tenho a honra de trazer aqui.
Preparem-se. Tirem o pijama. Está só começando.
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