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Apesar de ter estudado a História de várias nações no ensino médio, não entendia nada de como as economias se comportavam com o passar do tempo.
Quando você começa a querer entender sobre um determinado assunto, o caminho mais prático para dar o primeiro passo é comprar um livro sobre o tópico e lê-lo com afinco.
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Eventualmente, o título adquirido pode não ser tão bom e, consequentemente, você precisará de outro para ficar satisfeito com o seu primeiro passo rumo ao aprendizado.
Assim foi comigo quando quis compreender historicamente como as economias e as nações se comportaram ao longo dos tempos.
Apesar de ter estudado a História de várias nações no ensino médio, não entendia nada de como as economias se comportavam com o passar do tempo.
Também não compreendia como o Tesouro de cada um desses países foi fundamental para definir a derrocada ou a ascensão deles.
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O livro que me proporcionou essa visão de uma maneira bem didática foi “Crash”, de Alexandre Versignassi, que é uma leitura muito leve e fácil.
Tão fácil que ao final fiquei com uma grande dúvida se tudo que foi escrito ali era de fato verdade.
Desculpe-me se isso parece diminuir a credibilidade do autor, mas, na minha opinião, acontece exatamente o contrário.
Explico.
O livro que li na sequência foi “A Ascensão do Dinheiro”, de Niall Ferguson.
Esse sim, menos coloquial e mais denso, mas que me fez ter a certeza de duas coisas: que o “Crash” era verídico e que Versignassi tem uma didática fora do comum.
Mesmo gostando da obra e depois entendendo o tamanho e a importância que tinha o autor, fiquei incomodado de não ter encontrado nenhuma menção a criptoativos.
Tudo que Ferguson falava sobre dinheiro era basicamente um chamado para se investir em bitcoin, principalmente, mas não havia sequer uma palavra sobre ativos digitais no exemplar.
Só depois descobri que, nas versões mais atualizadas, Niall Ferguson dedica um capítulo à classe de ativos sugerida por Satoshi Nakamoto.
E indo além, Ferguson, um dos maiores entendedores do que é dinheiro, declarou na semana passada que "o bitcoin está vencendo a revolução monetária da Covid-19".
Acompanhado de grandes nomes como Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, e Paul Tudor Jones, gestor de um fundo bilionário, Ferguson nos mostra que não existem no-coiners puros, mas, sim, pré-coiners.
Quero dizer, todos aqueles que não investem em cripto, ou não acreditam em alguma das teses por trás de um ativo digitalmente escasso, estão apenas temporalmente longe daqueles que entenderam a importância da classe de ativos.
Consequentemente, seria apenas uma questão de tempo para que mais e mais investidores deixassem as trincheiras dos detratores e passassem para o nosso lado, seja propagando uma tese já alastrada nos ambientes cripto, seja trazendo uma nova, como fez Niall Ferguson.
Digo isso porque o autor, em seu texto na Bloomberg, foi bem enfático em afirmar que estamos passando por uma revolução monetária que foi acelerada pela pandemia, assim como já aconteceu na história, e que o bitcoin está se saindo como o grande campeão.
Para ele, a digitalização tomou velocidade e por isso os criptoativos ganharam cada vez mais importância nos portfólios dos investidores.
E ao que tudo indica, não devemos parar por aí.
No ano que vem, ainda teremos a continuação dessa tendência e dos desdobramentos de uma segunda e terceira derivadas que podem cada vez mais fazer das criptomoedas parte das alocações de grandes gestores.
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