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“O bitcoin está vencendo a revolução monetária da Covid-19”

Apesar de ter estudado a História de várias nações no ensino médio, não entendia nada de como as economias se comportavam com o passar do tempo.

2 de dezembro de 2020
17:57 - atualizado às 13:08
bitcoin bolsa
Imagem: Shutterstock

Quando você começa a querer entender sobre um determinado assunto, o caminho mais prático para dar o primeiro passo é comprar um livro sobre o tópico e lê-lo com afinco.

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Eventualmente, o título adquirido pode não ser tão bom e, consequentemente, você precisará de outro para ficar satisfeito com o seu primeiro passo rumo ao aprendizado.

Assim foi comigo quando quis compreender historicamente como as economias e as nações se comportaram ao longo dos tempos.

Apesar de ter estudado a História de várias nações no ensino médio, não entendia nada de como as economias se comportavam com o passar do tempo.

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Também não compreendia como o Tesouro de cada um desses países foi fundamental para definir a derrocada ou a ascensão deles.

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O livro que me proporcionou essa visão de uma maneira bem didática foi “Crash”, de Alexandre Versignassi, que é uma leitura muito leve e fácil.

Tão fácil que ao final fiquei com uma grande dúvida se tudo que foi escrito ali era de fato verdade.

Desculpe-me se isso parece diminuir a credibilidade do autor, mas, na minha opinião, acontece exatamente o contrário.

Explico.

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O livro que li na sequência foi “A Ascensão do Dinheiro”, de Niall Ferguson.

Esse sim, menos coloquial e mais denso, mas que me fez ter a certeza de duas coisas: que o “Crash” era verídico e que Versignassi tem uma didática fora do comum.

Mesmo gostando da obra e depois entendendo o tamanho e a importância que tinha o autor, fiquei incomodado de não ter encontrado nenhuma menção a criptoativos.

Tudo que Ferguson falava sobre dinheiro era basicamente um chamado para se investir em bitcoin, principalmente, mas não havia sequer uma palavra sobre ativos digitais no exemplar.

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Só depois descobri que, nas versões mais atualizadas, Niall Ferguson dedica um capítulo à classe de ativos sugerida por Satoshi Nakamoto.

E indo além, Ferguson, um dos maiores entendedores do que é dinheiro, declarou na semana passada que "o bitcoin está vencendo a revolução monetária da Covid-19".

Acompanhado de grandes nomes como Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, e Paul Tudor Jones, gestor de um fundo bilionário, Ferguson nos mostra que não existem no-coiners puros, mas, sim, pré-coiners.

Quero dizer, todos aqueles que não investem em cripto, ou não acreditam em alguma das teses por trás de um ativo digitalmente escasso, estão apenas temporalmente longe daqueles que entenderam a importância da classe de ativos.

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Consequentemente, seria apenas uma questão de tempo para que mais e mais investidores deixassem as trincheiras dos detratores e passassem para o nosso lado, seja propagando uma tese já alastrada nos ambientes cripto, seja trazendo uma nova, como fez Niall Ferguson.

Digo isso porque o autor, em seu texto na Bloomberg, foi bem enfático em afirmar que estamos passando por uma revolução monetária que foi acelerada pela pandemia, assim como já aconteceu na história, e que o bitcoin está se saindo como o grande campeão.

Para ele, a digitalização tomou velocidade e por isso os criptoativos ganharam cada vez mais importância nos portfólios dos investidores.

E ao que tudo indica, não devemos parar por aí.

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No ano que vem, ainda teremos a continuação dessa tendência e dos desdobramentos de uma segunda e terceira derivadas que podem cada vez mais fazer das criptomoedas parte das alocações de grandes gestores.

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