O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com a agenda de reformas que o governo pretende implementar em 2021 o tom conciliador é ainda mais crucial.
Desde o episódio envolvendo a saída do ministro Sérgio Moro do governo, uma chave parece ter virado dentro do Palácio do Planalto. As inúmeras variáveis perigosas em torno da gestão de Jair Bolsonaro acionaram luzes amarelas e o pragmatismo parece ter ganhado protagonismo dentro do Palácio. Mas como nem tudo é binário na vida, principalmente na política, o governo continuará gerando episódios polêmicos e confrontadores, mas o pragmatismo político ganha cada vez mais espaço.
São muitas as variáveis perigosas dentro do governo: crise sanitária causada pela Covid-19, dificuldades econômicas, crise fiscal, alta do dólar, inquérito das fake news, CPMI no Congresso Nacional, caso Queiroz, julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, tensões institucionais, entre outras. Sabendo disso, o presidente Jair Bolsonaro se deparou com o Poder que pode ser seu maior problema, mas também uma fonte de soluções: o Congresso. Não se trata apenas de evitar riscos ao seu mandato, o que já seria suficiente para se aproximar do Parlamento, mas também de segurar pautas-bomba e avançar em agendas reformistas cruciais para o Brasil.
Durante a semana, o presidente Jair Bolsonaro manteve o tom mais conciliador em relação ao Legislativo. Na cerimônia de prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 pago a trabalhadores informais, que contou com a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro chegou a dizer que era uma satisfação ter os dois no evento e afirmou que “juntos” os três podem “fazer muito pela nossa pátria”.
Bolsonaro sabe do protagonismo do Congresso hoje na vida do país, em grande parte de responsabilidade de Maia e Alcolumbre. Com a adoção do Sistema de Deliberação Remota (SDR) em ambas as Casas houve uma centralização dos trabalhos nos plenários, o que deu aos dois presidentes o controle sobre a agenda. Dessa forma, eles têm privilegiado propostas de autoria de parlamentares e vêm pautando a ofensiva política contra a pandemia.
Com a agenda de reformas que o governo pretende implementar em 2021 o tom conciliador é ainda mais crucial. Em fevereiro de 2021 a Câmara e o Senado terão eleições. Na Câmara, há chances altíssimas de termos um presidente ligado ao Centrão. Os favoritos são Aguinaldo Ribeiro (PP), relator da Reforma Tributária (PEC nº 45), e Arthur Lyra (PP). Correm por fora Marcos Pereira (PR) e Baleia Rossi (MDB).
Acredito que Aguinaldo Ribeiro seja o franco favorito. Extremamente bem articulado, é um dos líderes naturais do Centrão e pode vir a representar um grande problema ou uma grande solução para o governo. Depende da postura do presidente Jair Bolsonaro e cia. Caso o governo continue com uma atitude conciliatória em relação ao Parlamento, as reformas têm boas chances de avançar.
Leia Também
No Senado, Alcolumbre buscará, via parecer jurídico, convencer os pares e tentar uma reeleição. É um caminho difícil, que depende do plenário do Senado e pode terminar no Supremo Tribunal Federal.
A verdade é que a agenda do país hoje depende do Congresso. Isso pode ser comprovado pelo baixo número de medidas provisórias aprovadas nos últimos meses, mesmo com o regime simplificado de deliberação em vigor. Ao todo, foram editadas 62 MPs e apenas duas foram aprovadas conclusivamente.
As MPs são instrumentos legislativos exclusivos do presidente da República. Possuem força imediata de lei e podem vigorar como tal por até 120 dias, devendo ser ratificadas pelo Congresso dentro desse prazo. A Constituição Federal também confere prioridade às medidas provisórias nas pautas da Câmara e do Senado. Portanto, constituem a melhor ferramenta para se medir o poder de agenda no Legislativo.
Em visitas recentes que fiz ao Palácio do Planalto e ao Ministério da Economia, pude comprovar em primeira mão a mudança de atitude. Todos reconhecem que o momento difícil pelo qual passa o país só pode ser superado com o apoio do Congresso. Membros da equipe política no Palácio estão conversando constantemente com a equipe econômica, buscando trabalhar de forma organizada para avançar as pautas econômicas. Há inúmeros desafios e nem tudo vai sair do papel.
Por mais alinhado que o Congresso possa um dia estar ao governo, ainda assim criará dificuldades. Não acredito em avanços conclusivos em 2020, mas o governo pode avançar algumas casas. A PEC dos Fundos Públicos, por exemplo, e a aprovação da autonomia do Banco Central podem ser as grandes surpresas neste segundo semestre. Podemos também ter avanços pontuais, não conclusivos, na Reforma Tributária.
Caso o governo fortaleça o software do presidencialismo de coalizão, evitando polêmicas e narrativas de confronto, 2021 pode ser um ano muito positivo para a agenda de reformas.
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados