Menu
Richard Camargo
Aposente-se aos 40 (ou o quanto antes)
Richard Camargo
Formado em Economia pela Universidade de São Paulo, Richard trabalhou por 5 anos na área tecnológica até chegar na Empiricus.
Dados da Bolsa por TradingView
2020-08-23T09:08:58-03:00
MAIS QUE UM SEGURO?

Seguro de vida é ou não é investimento?

Eu acho o seguro de vida um produto excelente. Mas ele não é um investimento.

23 de agosto de 2020
5:50 - atualizado às 9:08
seguro de vida
Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early). 

Costumo falar que um projeto de aposentadoria precoce têm dois pilares: 

  1. poupança 
  2. investimento 

Um tanto óbvio, eu sei. 

Mas sempre complemento: seguindo rigorosamente esses dois pilares, o projeto dura cerca de 10 anos. 

Todo mundo só presta atenção nos “10 anos”. 

Impressionante como quase ninguém se atenta à necessidade de seguir rigorosamente os pilares de poupança e investimento. 

E aí o que acontece? 

O sujeito não chega lá, não por não ter tentado ao longo de 10 anos, mas por ter confiado boa parte de seus investimentos a produtos financeiros que não são investimentos.

Por isso, vou aproveitar o espaço desta coluna para ajudar os membros da comunidade FIRE® a não “investirem” em gato por lebre.

Pra começar…

Seguro de Vida: é investimento ou não é?

Sempre trato meus leitores com respeito. 

Assumo que aí, do outro lado, está alguém maduro e inteligente, capaz de entender perfeitamente aquilo que estou dizendo. 

Por tanto, posso afirmar categoricamente, sem medo de ser mal interpretado: seguro de vida não é investimento, é apenas mais uma entre tantas modalidades de seguro. 

Um seguro como outro qualquer, em que você paga uma apólice, acionável em caso de sinistro. 

O sinistro, nesse caso, têm faces tenebrosas como a morte, ou uma doença incapacitante. Isso é super transparente. 

E por quê, mesmo assim, tanta gente confunde seguro de vida com investimento? 

Porque os “retornos” parecem enormes... 

Por exemplo, eu entrei no site da Porto Seguro (isso não é uma propaganda…) e fiz uma simulação de um seguro de vida para mim. 

Tenho 26 anos, sou economista, moro na zona sul de São Paulo e não tenho nenhuma doença crônica ou histórico na família (fora a maldita gastrite). 

Aqui o que a Porto me ofereceu:

Por 12 meses de cobertura e uma apólice de R$ 100 mil, eu precisaria pagar apenas R$ 392,38. 

Ual!

Para ter acesso a esse retorno fantástico tudo que eu preciso fazer é… ter um piripaque. 

Sofrer um acidente de trabalho (o que poderia acontecer a um economista? Tendinite? Má postura?) e outras catástrofes.

Em resumo: acessar o retorno maravilhoso do seguro de vida pressupõem um sinistro, um evento que provavelmente inviabiliza todos os meus planos de aposentadoria precoce. 

Quer dizer, pelo menos o tipo de aposentadoria precoce que eu sonhei para mim. 

O cenário em que eu efetivamente “ganho dinheiro” com o seguro de vida não poderia ser mais trágico. 

E claro, quanto mais velho, mais histórico na família e essas coisas, naturalmente maior o preço do seguro.

Isso quer dizer seguro de vida não serve para nada?

Não quer dizer isso não. 

Eu acho o seguro de vida um produto excelente. Mas ele não é um investimento. 

Na minha opinião, ele tem finalidades bastante específicas. Tais como:

  • Te fazer dormir tranquilo sabendo que seus dependentes ficarão bem caso você falte.
  • Facilitar a sucessão patrimonial. 
  • Ser uma segurança para o caso de uma doença incapacitante que possa acontecer antes de alcançarmos a independência financeira. 

Deixa eu me aprofundar sobre o primeiro ponto...

Espero que você ainda não tenha perdido ninguém que ama, mas quem já passou por isso sabe como essa transição é estressante. 

Num momento em que você está completamente abalado, você precisa lidar com toda a burocracia do inventário: cartório, advogados e taxas, muitas taxas. 

Só de ter advogado no meio você já sabe que isso vai ser estressante. 

Os custos de inventário costumam ser proporcionais à herança… podem ficar entre 10% e 20% de tudo aquilo que for deixado pelo falecido. 

São custos que você vai incorrer antes de acessar o capital. 

Muitos processos de sucessão ficam travados por anos pois os herdeiros não têm recursos para tocar os trâmites burocráticos. 

Aqui entra o seguro de vida. 

Por não entrar no inventário, você tem liquidez quase que imediata. Caso aconteça o sinistro (morte ou invalidez), os beneficiários conseguem os recursos em poucos dias, garantindo assim que possam tocar o inventário. 

Além disso, a lei obriga você a deixar pelo menos 50% da sua herança para seus herdeiros legais. No seguro de vida, você pode escolher qualquer beneficiário. 

Entendidos os pontos positivos desse produto financeiro, que não é um investimento?

Investimento de verdade é isso aqui:

Há duas semanas eu e o Rodolfo Amstalden recomendamos aos membros do nosso Empiricus FIRE® que investissem nas ações da Linx. 

Em apenas uma semana os membros da comunidade acumularam ganhos de 40% depois que empresas como Stone e Totvs iniciaram uma batalha para adquirir a Linx. 

Isso é investimento, seguro de vida não. 

Com apenas 5 reais por mês, você pode se juntar à nossa comunidade, em que milhares de pessoas já estão reunidas com um único objetivo: investir em busca de uma aposentadoria precoce.

Se quiser, faça também um seguro de vida.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

ampliação dos negócios

Cosan (CSAN3) paga R$ 1,5 bilhão por fatia na Radar, gestora de propriedades agrícolas

Companhia já detinha uma participação na Radar; após a conclusão da operação e uma reorganização societária, a Cosan será dona de mais de 50% do capital social

o melhor do seu dinheiro

Caso Lehman Brothers: não vale a pena ver de novo

Se tem um roteiro que o mercado financeiro não quer ver se repetindo, é o de uma crise financeira desencadeada pela quebra de uma grande empresa, como foi o caso da falência do banco Lehman Brothers em 2008, que marcou o início da grave crise dos subprime. Nem mesmo em uma escala menor, como é […]

força do esg

Environmental ESG, da Ambipar, busca IPO de R$ 3 bilhões para dar gás às aquisições

Preço da faixa indicativa está entre R$ 15,50 e R$ 20,50; após IPO, 43,8% do capital social estará em circulação no mercado com as ações

MERCADOS HOJE

Evergrande injeta temor no mercado global e bolsas têm dia de fortes perdas; Ibovespa fecha no menor nível desde novembro

Temor de que os problemas da incorporadora chinesa gerem uma reação em cadeia no mercado global afundou as bolsas nesta segunda-feira (20)

Ruído político

Congresso não participou de debate sobre aumento no IOF, revela presidente da Câmara

Arthur Lira também declarou que quer avançar com a reforma administrativa e uma solução para a questão dos precatórios ainda nesta semana

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies