Trump cancela negociações de pacote fiscal até depois da eleição
O presidente dos EUA disse que discordava da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, sobre o dinheiro para os estados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que sua equipe pare de negociar com os democratas no Congresso sobre um pacote de estímulo até depois da eleição.
Trump disse que discordava da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, sobre o dinheiro para os estados e que planejava aprovar uma "lei de estímulo importante" caso vença Joe Biden em novembro.
O líder da Casa Branca também afirmou que o montante de US$ 2,4 trilhões em estímulos, proposto pela presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, serviria para resgatar estados democratas "mal administrados e com alto índice de criminalidade". "Fizemos uma oferta muito generosa de US$ 1,6 trilhão de dólares e, como sempre, ela Pelosi não está negociando de boa fé. Rejeito o pedido deles e olho para o futuro do nosso país", enfatizou Trump.
O republicano disse, ainda, que pediu ao líder de seu partido no Senado, Mitch McConnell, que se concentre na aprovação da juíza Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, indicação feita por Trump após a morte da juíza Ruth Ginsburg.
[captacao]
"Nossa economia está indo muito bem. O mercado de ações está em níveis recordes, os empregos e o desemprego também estão voltando em números recordes. Estamos liderando o mundo em recuperação econômica, e O MELHOR ESTÁ POR VIR!", escreveu Trump no Twitter. O republicano se recupera da covid-19 na Casa Branca, depois de ter tido alta do hospital ontem.
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Nos últimos dias, Pelosi e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, vinham conversando diariamente para tentar chegar a um entendimento sobre o pacote fiscal.
Após os tweets de Trump, as bolsas viraram e passaram a operar em queda. Em Nova York, o índice Dow Jones recuava 1,07% por volta das 14h30.
O congelamento das negociações para o pacote também afetou os mercados no Brasil. O Ibovespa apagou os ganhos do dia e recuava 0,38% perto do fechamento, aos 95.719 pontos, e o dólar ampliou a valorização para 0,56%, cotado a R$ 5,598. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
Pelosi contra-ataca
A Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi emitiu comunicado na tarde desta terça-feira, 6, no qual faz duras críticas ao presidente Donald Trump. Pelosi afirma que o presidente "se coloca em primeiro lugar às custas do país", ao desistir desse diálogo.
A líder democrata diz que Trump age "com a total cumplicidade" dos membros do Partido Republicano no Congresso. Segundo ela, o presidente tem demonstrado que não está disposto a derrotar a covid-19, ao desdenhar da ciência e "dos nossos heróis", como os profissionais da saúde e professores. "E ele se recusa a colocar dinheiro no bolso das pessoas, a menos que o nome dele esteja impresso no cheque."
Pelosi afirma ainda que Trump não atende com isso as necessidades de crianças que precisam voltar às aulas presenciais, ou a um modelo híbrido com o ensino online. Ela acusa o rival de estar disposto a garantir um corte de impostos de US$ 150 bilhões aos mais ricos no país, "enquanto ele se recusa a ajudar de fato as crianças pobres, os desempregados e as famílias dos EUA que trabalham duro".
*com Estadão Conteúdo
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