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2020-01-23T07:45:17-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Recuperação extrajudicial da Triunfo é suspensa pela 1ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo

Hoje, os papéis da companhia terminaram o dia cotados em R$ 2,07, o que representa uma alta de 11,29%. Apenas em janeiro, os papéis da Triunfo já subiram 22,49%

22 de janeiro de 2020
21:06 - atualizado às 7:45
triunfo
Imagem: YouTube

A Triunfo Participações (TPIS3), que opera várias concessões de infraestrutura no País, informou hoje (22) ao mercado que os seus planos de recuperação extrajudicial serão suspensos, a partir de amanhã. A medida passará a valer após decisão da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Segundo o fato relevante, os votos dos julgadores dos recursos de apelação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e InfraBrasil levaram à reforma da sentença de primeira instância que havia homologado os planos. Com isso, ambos foram suspensos.

"Dessa forma, com efeito a partir de 23 de janeiro de 2020, os PREs da Companhia e outras, bem como o da Concer, encontram-se suspensos, fazendo com que os créditos abrangidos retornem às condições precedentes. Adicionalmente, os credores contemplados no Leilão Reverso realizado em 20 de março de 2018 deverão depositar judicialmente os valores recebidos", destacou a empresa no comunicado.

Hoje, os papéis da companhia terminaram o dia cotados em R$ 2,07, o que representa uma alta de 11,29%. Apenas em janeiro os papéis da Triunfo já subiram 22,49%.

Entenda o processo

A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) teve o seu pedido de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça em fevereiro de 2018. A companhia tenta reestruturar mais de R$ 2,4 bilhões em dívidas financeiras, segundo informações do jornal Valor Econômico e que são referentes a 2017.

Na época, também foram aprovados os planos de recuperação extrajudicial de outras empresas como a da subsidiária Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora - Rio (Concer).

O BNDES é o maior credor da TPI e tem mais de R$ 1 bilhão a receber. Já a InfraBrasil tem uma fatia menor, de R$ 65 milhões, de acordo com informações do jornal.

Hoje, a TPI possui entre os seus negócios a concessão rodoviária da BR-153, em São Paulo, e uma parte da Tijoá, que é responsável pela operação da usina hidrelétrica de Três Irmãos (SP).

Além disso, o grupo Triunfo controla - juntamente com a UTC -, o aeroporto de Viracopos, uma concessão que está em recuperação judicial, mas que as dívidas não têm qualquer tipo de relação com o processo da TPI.

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