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2020-01-30T08:20:20-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Esquenta dos mercados

Agenda cheia compete com noticiário em torno do coronavírus

Enquanto aguardam a decisão da OMS sobre o risco de uma emergência global por conta do coronavírus, investidores ficam de olho na agenda de indicadore s

30 de janeiro de 2020
7:51 - atualizado às 8:20
Ampulheta e calendário
Imagem: Brian A Jackson/Shutterstock

O dia caminha para ser mais um pautado pelas notícias envolvendo o coronavírus e seu avanço pelo mundo. Mas, a agenda recheada de indicadores econômicos, principalmente no exterior, divide a atenção dos investidores.

Primeiramente, a convocação de uma reunião de emergência pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para decidir se declara emergência global fica no radar.

No Brasil, temos a divulgação do IGP-M de janeiro (8h). O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia participam de evento do Centro de Ldierança pública, em São Paulo.

Nos Estados Unidos, é dia da leitura preliminar do PIB do 4º trimestre e o número de pedidos semanais de auxílio-desemprego. A agenda de divulgação de balanços corporativos também estará movimentada no país.

Antes de iniciar oficialmente o processo do Brexit, o BC inglês divulga a sua decisão de política monetária.

Nada muda

Ontem, o Federal Reserve confirmou que irá manter o juro na faixa entre 1,5% e 1,75%. Segundo Jerome Powell, presidente do Fed, a política monetária do país dependerá da volta da inflação à meta ofical de 2%.

O Ibovespa repercutiu pouco a decisão do BC americano e caiu 0,94%, aos 115.384,84.

A ameaça do coronavírus também foi endereçada pela instituição e o tom cauteloso não agradou os mercados. Powell disse acreditar que haverá implicações, mas disse ser cedo para determinar o tamanho do estrago a ser causado na economia pela doença.

Mais um dia vermelho

Conforme a epidemia do coronavírus avança, os mercados continuam refletindo cautela com o cenário. A doença já ocasionou mais de 170 mortes na China e 7.711 pessoas foram infectadas.

Na Ásia, as bolsas registraram perdas significativas. Vale lembrar que o mercado acionário chinês segue fechado e só volta a funcionar na segunda-feira (03).

Sinalizando o que parece ser mais um dia complicado para os mercados globais, os índices futuros das bolsas de Nova York amanhecem em queda.

Na Europa, as bolsas caem na abertura e aguardam a decisão do Banco Central inglês sobre a taxa de juros.

Foco nos balanços

Lá fora, hoje é dia de conhecer os resultados de Coca-Cola, Verizon, Amazon e Visa.

Ontem foi dia do Santander Brasil divulgar os seus resultados do quarto trimestre de 2019.

O banco reportou um lucro gerencial de R$ 3,726 bilhões, uma alta de 9,43% na base anual. No acumulado do ano o ganho foi de R$ 14,55 bilhões. Um avanço de 17,4% em relação a 2019.

Depois de subir 3,01% no começo do dia, as ações SANB11 fecharam em queda de 1,86%.

Plantão Petrobras

A Petrobras pediu desligamento do Programa Destaque em Governança de Estatais da B3, do qual fazia parte desde 2017.

A petroleira também informou que a indicação de Maria Claudia Guimarães foi aprovada para o conselho.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) contestou a Petrobras sobre a ilegalidade da greve marcada para o próximo sábado. A FUP reafirmou os seus argumentos de que a petroleira descumpriu a cláusula 26 do acordo coletivo de trabalho (ACT). A greve continua marcada para ter início no próximo sábado.

Fique de olho

  • Ânima precificou seu follow on em R$ 36,25 e captou R$ 1,1 bilhão.
  • A assembleia de credores da Odebrecht Finance foi marcada para 12 de fevereiro e prometeu um plano de recuperação judicial até 13 de março.
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