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2020-04-29T15:13:30-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
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Ibovespa pega carona no exterior e segue em alta após Fed; dólar cai a R$ 5,39

A ausência de maiores surpresas na decisão de juros do Fed manteve o Ibovespa e as bolsas americanas em alta. O dólar continua em queda firme

29 de abril de 2020
10:32 - atualizado às 15:13
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa segue sem dar sinais de cansaço: opera em alta de quase 2% nesta quarta-feira (29), aproveitando o bom humor visto lá fora para engatar a terceira sessão consecutiva de ganhos. E esse alívio também é percebido no câmbio, com o dólar à vista em queda firme.

Por volta de 15h05, o Ibovespa subia 2,02%, aos 82.958,71 pontos, e acompanhava de perto o desempenho das bolsas americanas: por lá, o Dow Jones avança 2,05%, o S&P 500 tem ganho de 2,55% e o Nasdaq valoriza 3,34%.

No câmbio, o dólar à vista chegou a desabar 2,66% na mínima, a R$ 5,3686, mas agora exibe uma baixa menos intensa: recua 2,25%, a R$ 5,3912. Ainda assim, a divisa americana já acumula uma desvalorização de mais de 4% apenas nesta semana.

  • Eu gravei um vídeo para explicar a dinâmica dos mercados nesta quarta-feira. Veja abaixo:

Desde o início da sessão, os investidores aguardavam a decisão de política monetária do Fed, apostando na manutenção dos juros. E, de fato, a autoridade monetária não surpreendeu: as taxas do país continuaram na faixa entre 0% e 0,25% ao ano.

A grande expectativa, no entanto, era em relação às eventuais sinalizações do Fed em relação ao quadro econômico em meio à pandemia do coronavírus: no comunicado, o BC americano diz estar comprometido a usar todos os instrumentos para apoiar a atividade no país, embora tenha ressaltado que o cenário é desafiador, com inúmeros riscos no curto prazo.

Ao menos por enquanto — a decisão acabou de ser divulgada —, os mercados reagiram de maneira ligeiramente tímida ao Fed: tanto nos EUA quanto no Brasil, as bolsas aumentaram levemente o ritmo de ganhos. Agora, os investidores ficarão atentos à coletiva de imprensa do presidente da instituição, Jerome Powell, às 15h.

Ainda nos Estados Unidos, o mercado reage positivamente à notícia de que a empresa farmacêutica Gilead está avançando em estudos para o desenvolvimento de um medicamento eficaz no tratamento da Covid-19. Os testes, ainda que preliminares, tem mostrado resultados animadores — o que contribui para melhorar o humor lá fora.

Cautela e alívio

No Brasil, o noticiário referente ao cenário político continua em primeiro plano para os investidores — e a notícia de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal, conforme desejado pelo presidente Jair Bolsonaro, trouxe algumas instabilidades às negociações.

Apesar disso, o cima é de relativa tranquilidade nos mercados brasileiros, tendo em vista a permanência de Paulo Guedes à frente do ministério da Economia. Desde segunda-feira (27), quando Bolsonaro deu declarações públicas de apoio a ele, os agentes financeiros têm assumido uma postura mais aliviada em relação às instabilidades políticas.

Esse cenário ajuda a explicar o forte alívio visto no dólar à vista nesta semana — alguns operadores também citam a proximidade do fechamento da taxa Ptax de abril e a consequente pressão para reduzir a cotação da moeda americana como um fator de influência para a queda da divisa.

No mercado de juros, o dia é de ajustes positivos nas curvas mais curtas após a forte baixa vista ontem. Mas, em linhas gerais, os investidores seguem apostando firme em mais cortes na Selic, de modo a estimular a atividade doméstica — o BC se reúne na próxima semana para decidir o futuro da taxa:

  • Janeiro/2021: de 2,82% para 2,88%;
  • Janeiro/2023: estável em 4,85%;
  • Janeiro/2025: de 6,62% para 6,54%.

Balanços e mais balanços

No front corporativo, destaque para os diversos balanços que foram divulgados desde a noite de ontem. Em primeiro plano aparece a Vale: a mineradora fechou o período entre janeiro e março deste ano com um lucro de US$ 239 milhões, revertendo parte das perdas contabilizadas há um ano.

Nesse contexto, os papéis ON da mineradora (VALE3) operam em alta de 4,82% nesta quarta-feira, e aparecem entre os destaques positivos do Ibovespa.

Outras integrantes do índice também reportaram seus números trimestrais, como Raia Drogasil, Cielo, Smiles e Weg — veja aqui o resumo dos resultados dessas companhias.

Top 5

Confira abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta quarta-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
CSNA3CSN ON8,81 +12,80%
IRBR3IRB ON10,04 +11,56%
USIM5Usiminas PNA5,06 +8,43%
GOLL4Gol PN13,04 +6,97%
EMBR3Embraer ON8,72 +6,73%

E as cinco maiores perdas do índice no momento:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
RAIL3Rumo ON19,63 -2,82%
RADL3Raia Drogasil ON107,77 -2,51%
TAEE11Taesa units27,57 -2,58%
BPAC11BTG Pactual units43,86 -1,44%
FLRY3Fleury ON23,12 -1,24%
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