Menu
2020-08-12T12:53:00-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
mercados agora

Depois de alívio temporário com bancos, Ibovespa volta a cair forte com guerra comercial

Trump sobe o tom contra apps de empresas chinesas e mercados reagem com aversão ao risco, deixando em segundo plano dados do mercado de trabalho norte-americano

7 de agosto de 2020
10:36 - atualizado às 12:53
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa voltou a cair forte nesta sexta-feira depois de um alívio fugaz proporcionado pelo setor bancário. Desde o início da sessão, os mercados financeiros do Brasil vinham repercutindo a aversão ao risco provocada pela escalada da tensão entre Estados Unidos e China e os ativos locais perdiam valor de maneira generalizada.

No meio da tarde, o índice reduziu as perdas depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), ter sinalizado a possibilidade de engavetar o projeto de lei aprovado ontem no Senado para limitar a cobrança de juros pelos bancos para os serviços de cheque especial e rotativo do cartão de crédito.

Logo depois dos comentários de Maia, as ações dos bancos começaram a subir e o Ibovespa por pouco não zerou as perdas. Mas o alívio durou pouco. Os fatores externos voltaram a pesar, as ações dos bancos logo voltaram a cair e o principal índice do mercado brasileiro de ações retornou às mínimas da sessão.

Por volta das 16h40, o Ibovespa recuava 1,44%, aos 102.629 pontos. Já o dólar à vista seguia operando acima da marca de R$ 5,40 depois de ter chegado ao fim do pregão de ontem cotado a R$ 5,3432.

Apesar da sinalização de Maia, os investidores ainda reagem à assinatura de duas ordens pelo governo dos EUA contra as empresas controladoras do TikTok e do Wechat. Os aplicativos de origem chinesa podem ser banidos do território norte-americano em 45 dias caso o controle dos apps no país não seja vendido para empresas locais.

O desdobramento do caso é monitorado pelos agentes do mercado, assim como a possibilidade de assinatura de um novo pacote fiscal negociado entre democratas e republicanos no Congresso norte-americano.

A tensão entre EUA e China também pressiona as taxas de câmbio e juro, os principais índices de ações em Wall Street e as cotações internacionais de petróleo.

Dólar e juro

O dólar, por sua vez, mantém hoje a trajetória de alta observada na véspera. Mas ao contrário de ontem, quando o real depreciou-se principalmente por questões locais, nesta sexta-feira o dólar ganha força com o mais novo desdobramento da guerra comercial entre EUA e China.

Por volta das 16h40, a moeda norte-americana subia 1,4%, cotada a R$ 5,41.

Pelo mesmo motivo, os contratos de juros futuros fecharam em alta nos vencimentos intermédios e longos. Já os mais curtos ficaram perto da estabilidade depois de ontem terem se ajustado à redução da taxa básica e ao comunicado do Copom com sinais para os próximos passos da política monetária do Banco Central do Brasil.

Confira os vencimentos com mais liquidez:

  • Janeiro/2021: de 1,865% para 1,870%;
  • Janeiro/2022: de 2,570% para 2,650%;
  • Janeiro/2023: de 3,640% para 3,720%;
  • Janeiro/2025: de 5,250% para 5,400%.
Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Efeito reverso

Elon Musk fez piada sobre o Dogecoin na TV aberta — e as cotações desabaram

Elon Musk fez a aguardada participação no SNL no último sábado, fazendo piada sobre si mesmo e falando do Dogecoin — mas a cotação caiu forte

Pesquisa da FGV

Presente mais caro: inflação do Dia das Mães é a maior dos últimos quatro anos

Levantamento da FGV mostra que a inflação no Dia das Mães é a maior desde 2017; eletrodomésticos e passagens aéreas tiveram maiores saltos

Expansão

SPX Capital assume operações do Carlyle no país

As operações do Carlyle no Brasil serão absrovidas pela SPX Capital. Com isso, a gestora de Rogério Xavier se expande em private equity

ESTRADA DO FUTURO

Um pé no abismo e outro na casca de banana: como identificar ações de empresas decadentes

Excesso de otimismo, planos mirabolantes e desprezo pela inovação estão entre as receitas para uma empresa falhar, segundo o gestor que se dedicou a descobrir empresas terríveis

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies