2020-02-14T15:14:25-03:00
Estadão Conteúdo
Operação investiga bancos

PF mira ‘bancos piratas’ na Operação Arca da Aliança

Ação investiga empresas suspeitas de operar instituição financeira sem autorização do Banco Central

14 de fevereiro de 2020
15:14
Polícia Federal PF
Polícia Federal - Imagem: Divulgação

A Polícia Federal desencadeou na manhã desta sexta, 14, a Operação Arca da Aliança para investigar empresas suspeitas de operar instituição financeira sem autorização do Banco Central. A ação contra os "bancos piratas" apura ainda os crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro.

As ordens foram expedidas pela 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 20 milhões nas contas dos investigados.

Segundo a PF, foi apurado que duas empresas - sob pretexto de oferecer os serviços de concessão de empréstimos para pessoa física, crédito consignado, portabilidade de crédito e consultoria financeira - captam recursos de terceiros, mediante promessa de aplicação do valor no mercado financeiro e devolução acrescida de rentabilidade atrativa.

Os clientes são, em regra, servidores públicos federais, civis e militares, "preferencialmente com margem consignável elevada".

Para viabilizar os investimentos oferecidos, os investigados contrataram empréstimos consignados, diz a PF. Para isso, "usam indevidamente as credenciais fornecidas por instituições financeiras aos seus correspondentes bancários".

De acordo com a corporação, uma das empresas atua desde abril de 2018 em São Paulo e é filial de uma companhia sediada no Rio. Ambas as empresas captaram recursos de pessoas físicas no valor total de R$ 20.203.610,46.

Já uma outra empresa sediada em São Paulo começou a operar em agosto de 2019 e, em menos de dois meses de funcionamento, captou R$ 2.133.454,42 de pessoas físicas.

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Segundo as investigações, uma sociedade limitada no Rio de Janeiro controla as duas empresas de São Paulo. A companhia fluminense cria diversas pequenas empresas individuais de responsabilidade limitada em nome de "laranjas" , geralmente consultores de vendas, supervisores ou gerentes que se destacaram na "venda" dos "produtos", diz a PF.

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