🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

FUNDO VERDE

Luis Stuhlberger: “PIB do Brasil ainda não está mostrando seu potencial”

Segundo ele, se fosse perguntado, há seis meses, sobre as chances de o governo aprovar uma reforma da Previdência com economia para os cofres públicos perto de R$ 1 trilhão, diria que a probabilidade era zero

Estadão Conteúdo
1 de setembro de 2019
17:04 - atualizado às 17:18
Luis Stuhlberger
Luis Stuhlberger volta para a prateleira do Itaú na semana que vem -

Luis Stuhlberger, dono da Verde Asset Management e gestor do maior fundo multimercado do Brasil, mostra estar surpreso com o que vem acontecendo no Brasil na área econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, se fosse perguntado, há seis meses, sobre as chances de o governo aprovar uma reforma da Previdência com economia para os cofres públicos perto de R$ 1 trilhão, diria que a probabilidade era zero.

Para o gestor, também "foi um milagre" a privatização da BR Distribuidora ter acontecido "sem greve, sem bloqueio de entrada", uma evidência de que "coisas importantes" estão acontecendo na economia brasileira, apesar do estresse recente do mercado.

Em relação à economia global, diz não ter explicação exata para um número maior de governos emitirem papéis com taxa de juros negativa - o investidor que compra esses títulos públicos acaba perdendo dinheiro. Mas pondera que a tecnologia promove a deflação e a consequente queda dos juros.

Com isso, há a tendência de um número maior de pessoas preferirem ativos reais, como ouro e terras, enquanto o dinheiro deve perder valor. Em poucas décadas, diz, uma possível solução seria "um grande Plano Collor mundial", em alusão às medidas do ex-presidente Fernando Collor de Mello que limitaram saques bancários pela população no início dos anos 90. A seguir, os principais trechos da entrevista:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o sr. avalia esses oito meses de governo na economia?

Se você me dissesse há seis meses que nós íamos aprovar uma reforma da Previdência de quase R$ 1 trilhão (de economia aos cofres públicos), eu ia dizer que a chance era zero. Estão acontecendo coisas importantes no Brasil. O País vai ser solvente, há essa MP (medida provisória) da Liberdade Econômica, as ideias econômicas são boas. Já as outras ideias do governo, obviamente...

Leia Também

O ministro Paulo Guedes, da Economia, vai bem?

Sim. E não é só ele. O (presidente da Câmara, deputado) Rodrigo Maia também.

O sr. acredita na aprovação da reforma tributária?

Não é uma reforma fácil de passar, porque tem conflitos entre setores da economia, mas há muito tempo que a gente não via isso acontecer no Brasil. A privatização de uma BR Distribuidora aconteceu sem greve, sem ataques, sem bloqueio de entrada. Isso é um milagre. Mesmo a reforma da Previdência. Olhando o exemplo dos argentinos, em algum momento, temos de ter crescimento, a volta do PIB, emprego.

Como a crise argentina afeta o Brasil? Mostra que temos de crescer rapidamente?

Não diria rapidamente. A Argentina está numa situação muito ruim há muito tempo. Não se pode comparar o estado da economia brasileira com o da Argentina, com problemas crônicos, porque tem o peronismo desde os anos 50. A economia argentina é muito frágil, é toda dolarizada e sofre com a desindustrialização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas se o Brasil não crescer, como aconteceu lá...

Temos de crescer. Por outro lado, é quase impossível esse governo argentino escapar de um default, de mais inflação, de mais controle cambial. Ou seja, a esquerda na Argentina (que deve vencer as eleições), lá em 2022, será um governo que vai piorar a situação em relação ao que está hoje, não tem como melhorar. Há um lado bom para a gente, que cria essa imagem de "olha onde a esquerda vai nos levar se voltar ao poder".

O que fazer para o PIB do Brasil crescer mais?

Acho que o PIB ainda não está nem mostrando seu potencial. Com uma Selic (taxa básica de juros) de 5%, inflação de 3,5% (ao ano), o benefício que teremos é imenso, em termos de desenvolvimento.

O crédito está voltando?

Lentamente. Mas é melhor que seja lentamente, porque todas as coisas que são muito rápidas (podem trazer problema). O Brasil não está crescendo muito porque a capacidade de recuperar o investimento - lembrando que o investimento era feito pelo governo, pelo BNDES, pelas empreiteiras - leva tempo para recuperar. Mas todos os indicadores do Brasil são bons. As emissões de debêntures incentivadas (papéis de dívidas de empresas pelos quais os investidores não pagam impostos) começaram a ser emitidas com vencimento em 5, 10, 20, esse ano vai ser 50 (anos). As empresas estão se desalavancando (reduzindo seu endividamento), tomando dinheiro no mercado. Os R$ 6 trilhões que estavam no CDI (Certificados de Depósito Bancário, modelo de investimento que perde rentabilidade com a queda nos juros) vão ter de ser investidos.

Por que os juros estão em patamar negativo em um número crescente de países desenvolvidos?

Ninguém tem uma explicação exata, mas entre as razões principais estão a inflação e o crescimento baixos. As pessoas estão usando mais a tecnologia e a tecnologia é deflacionista. E mesmo com a tecnologia, porém, as economias estão gerando empregos. Os Estados Unidos são a mais forte delas, com a criação de 150 mil vagas por mês. O Japão, por exemplo, tem o desemprego mais baixo do mundo. Há ainda os programas de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês, que é a injeção de uma grande quantidade de recursos na economia), que começaram no Japão em 2002 e se acentuaram após a crise de 2008 na Europa e nos EUA. Esse fenômeno começou a jogar o juro de longo prazo para baixo. Isso era restrito ao Japão, e aí EUA e Europa entraram forte na mesma linha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da política monetária, o que os países desenvolvidos podem fazer para as economias crescerem mais?

Os países emergentes têm de equacionar suas dívidas, mas nos desenvolvidos a situação é diferente. O Japão deve 200% do PIB, mas o juro sobre isso é zero. Aí começa a ter a possibilidade de se usar estímulos fiscais, como os Estados Unidos estão pensando em fazer e a Europa também. Vamos gastar muito mais para fazer a economia crescer e, naturalmente, gastando muito mais, a necessidade de financiamento será maior. Como a gente mesmo compra os nossos títulos, então podemos gastar mais para ter um PIB maior.

Quais ativos comprar neste ambiente de juros negativos?

Os governos vão imprimir dinheiro e vão gastar mais. Os bancos centrais vão comprar títulos, até um dia que as pessoas vão acordar e entender que uma parte muito significativa do dinheiro no mundo é do próprio banco central daquele país. Aí vão se perguntar se o dinheiro vale e se é possível haver aquela teoria: 'Não quero mais dinheiro, quero ter ativos reais, como o ouro'. No Japão, 43% da dívida está com o banco central, na Europa, é 22% e agora pode ir para 33%.

Quem são os maiores perdedores com os juros negativos?

As famílias mais ricas. Aquele 1%, 2%, 3% da população mundial que tem a riqueza. No limite, para quem não é muito rico, para a classe média mundial, que tem algum dinheiro no banco e algum patrimônio, mas tem dívidas. Então, essas pessoas são beneficiadas por conta dos juros muito baixos. O juro alto, dos rentistas, que foi praticado no Brasil por 26 anos seguidos, favorece os mais ricos. Isso não é tão ruim no curto prazo, porque é expropriado o dinheiro das pessoas ricas. Tem dois jeitos de o mundo resolver os seus problemas fiscais: a conta-gotas, perdendo um pouquinho por ano, ou em um dia. Essa história vai acabar como? Vai acabar num grande Plano Collor mundial.

Como assim?

Um dia o correntista vai acordar e vai ao banco dizer que quer tirar seu dinheiro. Os primeiros ¤ 50 mil ou US$ 50 mil ele leva. O resto vai virar um papel de 100 anos, que pode ser vendido no mercado secundário. Neste dia longínquo, haverá um QE elevado à enésima potência. Todo mundo vai perder: quem tem ouro, terra, bitcoin. Mas a questão é: quem vai ganhar ou perder menos? O dinheiro vai perder quase tudo, como sempre foi na história da humanidade, certo? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BALANÇO DO MÊS

Rali do Ibovespa continua em fevereiro, mas Tesouro Direto acelera e coloca a renda fixa no páreo — na outra ponta, Bitcoin derrete quase 20%

27 de fevereiro de 2026 - 19:01

Bolsa brasileira diminui o ritmo em fevereiro, enquanto a renda fixa se valoriza diante da perspectiva de queda dos juros, e o Bitcoin segue em queda livre

MENOS DENTES, MAIS DINHEIRO

A inflação da fada do dente: uma moedinha já não é mais suficiente

27 de fevereiro de 2026 - 15:30

Crianças norte-americanas estão ‘cobrando’ dos pais uma média de US$ 5,84 por dente de leite, alta de 17% em relação ao ano passado

OLHOS NA SALA

Aspirador de pó espião? Homem assume controle acidental de milhares de equipamentos e expõe risco à privacidade

27 de fevereiro de 2026 - 15:17

Falha em sistema permitiu acesso remoto a mais de 7 mil aparelhos conectados dentro de residências

TRANSIÇÃO CONCLUÍDA

Gás do Povo: Governo prepara-se para implementar fase final do programa sucessor do Auxílio Gás

27 de fevereiro de 2026 - 14:28

Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Calendário do Pé-de-Meia março 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio

27 de fevereiro de 2026 - 10:20

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano

CAÇADORES DE PECHINCHAS

Receita Federal realiza leilão com iPhones baratos e carros a partir de R$ 6 mil; veja como participar

27 de fevereiro de 2026 - 10:18

O certame, marcado para 13 de março, reúne 223 lotes de produtos que vão de eletrônicos a joias, com preços abaixo do mercado

ARRUMANDO A CASA

Vale (VALE3) reforça capital e enxuga estrutura. O que está por trás do movimento de R$ 500 milhões?

27 de fevereiro de 2026 - 9:34

Mineradora capitaliza reservas e incorpora duas empresass em meio a questionamentos do mercado sobre o fôlego das ações VALE3

BRILHOU SOZINHA MAIS UMA VEZ

Lotofácil 3622 paga prêmio milionário em capital; Mega-Sena acumula pelo oitavo sorteio seguido e valor em jogo vai a R$ 145 milhões

27 de fevereiro de 2026 - 6:57

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

‘NO PRECINHO’

Considerada a capital Nacional do Doce, essa cidade já foi uma das mais ricas do Brasil e hoje é a mais barata para se comprar um imóvel

26 de fevereiro de 2026 - 15:36

Uma cidade do interior do Rio Grande do Sul foi considerada uma das cidades mais baratas para se comprar imóveis residenciais

ALÉM DA ORLA

Longe da praia, este é o bairro com o aluguel mais caro do país — e fica ao lado de um dos parques mais visitados da América Latina

26 de fevereiro de 2026 - 15:08

Levantamento aponta mudança no mapa das regiões mais valorizadas do Brasil e revela disparada de preços em área nobre de São Paulo

TOUROS E URSOS #260

Dólar abaixo de R$ 5, juros em queda e Ibovespa caro: esta é a visão da Legacy para 2026

26 de fevereiro de 2026 - 12:45

Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital é o convidado desta semana no podcast Touros e Ursos

SOB PRESSÃO

O rombo de R$ 50 bilhões que abalou o FGC: “É algo novo”, diz ex-presidente do fundo sobre caso Banco Master

26 de fevereiro de 2026 - 10:58

Impacto é mais que o dobro do maior caso da história do fundo, mas Jairo Saddi diz que não há risco sistêmico e defende ajustes sem pressa

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3621 deixa 2 vencedores mais próximos do primeiro milhão de reais; Mega-Sena promete R$ 130 milhões hoje

26 de fevereiro de 2026 - 7:58

Os ganhadores do concurso 3621 da Lotofácil vão embolsar mais de R$ 750 mil, mas as bolas na trave na +Milionária, na Dupla Sena e na Lotomania também chamaram a atenção.

BTG SUMMIT 2026

‘Gosto de ativos em reais. No final das contas vai remunerar melhor do que o dólar’, diz André Esteves ao falar de investimentos em evento do BTG

25 de fevereiro de 2026 - 19:59

Em evento do BTG Pactual, o chairman e sócio sênior do banco indicou quais os melhores ativos para investir neste ano; confira

BTG SUMMIT 2026

Nem bolha, nem catástrofe para os empregos: gestor da Kinea explica o que o mercado ainda não entendeu sobre a inteligência artificial

25 de fevereiro de 2026 - 19:01

Durante evento do BTG Pactual, Marco Freire afirmou que a inteligência artificial deve transformar empregos e investimentos no longo prazo, mas descarta ruptura imediata

PAI DE CRIAÇÃO

Paternidade socioafetiva: entenda a estratégia de homem que reivindica herança em um dos maiores casos do gênero no Brasil

25 de fevereiro de 2026 - 15:40

Após DNA negativo, defesa recorre à tese em disputa bilionária pela herança de João Carlos Di Genio; veja os detalhes

MENOS R$ 1.467 NA CONTA

Lei da CNH fixa multa salgada a motorista que ignorar exame obrigatório

25 de fevereiro de 2026 - 15:02

Penalidade é aplicada automaticamente e pode chegar ao valor de R$ 1.467,35

BTG SUMMIT

Crescimento da economia brasileira não é o que parece: “cuidado com esses números”, alerta Mansueto Almeida, do BTG

25 de fevereiro de 2026 - 14:35

Ao contrário: em um ano de juros muito altos, avanço machuca bastante o varejo e a indústria de transformação, disse economista-chefe do BTG.

ÚLTIMAS HORAS

Salário de R$ 22,5 mil: Último dia para se inscrever em concurso com carreira internacional

25 de fevereiro de 2026 - 10:59

Prazo termina hoje para concorrer a uma das 60 vagas com remuneração equivalente a cerca de 14 salários mínimos

COMO SE DESTACAR

As habilidades que vão colocar profissionais em destaque no mercado de trabalho em 2026, segundo rede social de networking profissional

25 de fevereiro de 2026 - 10:21

Estudo do LinkedIn aponta competências técnicas e comportamentais em alta, destacando IA, gestão de projetos e comunicação estratégica em diferentes áreas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar