Cardápio dos balanços: Itaú, Gol, Lojas Renner, Vale, Petro e mais cinco companhias divulgam seus resultados nesta semana
Para você não ficar perdido em meio a tantos números, o Seu Dinheiro preparou uma compilado com as estimativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg e te mostra tudo o que você investidor pode esperar

Quem acompanha bolsa, sabe bem que não basta verificar o home broker, às vezes, para ver se as suas ações estão subindo ou descendo. Como um bom acionista que você deve ser, além de ir nos tais dias do investidor (investors day), é fundamental acompanhar os balanços.
Só assim será possível verificar o que as empresas estão fazendo, se as dívidas que possuem prazos mais alongados, como está o poder competitivo do negócio em relação aos concorrentes, o nível de endividamento que ela apresenta, entre outros indicadores.
Pois bem, a temporada de balanços chegou e nesta semana empresas como Itaú, Multiplan, Smiles, TIM, CSN, Lojas Renner, Vale, BR Distribuidora, Gol e Petrobras apresentam os seus resultados.

Para você não ficar perdido em meio a tantos números, o Seu Dinheiro preparou uma compilado com as estimativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg e te mostra aqui tudo o que eles estão esperando para os balanços do segundo trimestre deste ano.
O gigante não está adormecido
O aumento da concorrência com fintechs, o cenário de juros baixos e a economia em ritmo lento são fatores que parecem conspirar contra o resultado de grandes bancos. Mas seguindo a linha do que fizeram o Bradesco e o Santander na última semana, a estimativa dos analistas é que a rentabilidade do Itaú aumente e fique em 23,16%, ante os 22,08% do mesmo período.
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Com isso, o retorno da instituição deve permanecer quase três vezes do que a Selic, que hoje está em 6,5% ao ano. E se as expectativas se confirmarem, a rentabilidade do Itaú permanecerá à frente de todos os demais bancos que já divulgaram seus resultados.
E não é só ela que deve crescer. Segundo o que esperam os especialistas ouvidos pela Bloomberg, o lucro líquido do banco também deve aumentar e alcançar a cifra de R$ 7.038 bilhões, o que representaria uma expansão de 10,3% em relação ao mesmo período anterior.
Outro indicador que deve expandir é o de receita líquida. A expectativa é que ele aumente cerca de 2,5% em relação ao período anterior e termine o segundo trimestre em R$ 28,021 bilhões.

Mas nada será fácil. Assim como havia falado o Vinícius Pinheiro, em meio à guerra de preços que tomou conta desse setor, o banco teve que diminuir suas projeções de receita com tarifas e serviços e também de margem financeira, linha na qual os bancos contabilizam as receitas com crédito.
E o corte nas estimativas só não provocou estrago nas ações do Itaú na bolsa porque o banco anunciou um plano de corte de custos para compensar a perda esperada nas receitas.
Uma das queridinhas do varejo
Depois do balanço do Itaú na segunda-feira, um dos destaques da terça é a divulgação da gigante do varejo, a Lojas Renner. Mesmo com as perspectivas macroeconômicas menos otimistas para o crescimento do PIB e para a intenção do consumidor em comprar, a expectativa é que varejista mantenha os bons resultados.
Depois de registrar uma alta de 45% no lucro líquido no 1º trimestre deste ano, a companhia deve continuar a obter ganhos de market share no segmento de varejo, que é bastante fragmentado no Brasil.
Uma das razões é o fato de possuir uma cadeia logística integrada, o que permite uma reação mais rápida em relação às mudanças nas preferências dos consumidores, segundo o que destacou o BTG em relatório no mês passado.
Por conta desses e outros motivos, a estimativa dos analistas ouvidos pela Bloomberg é de que o lucro líquido aumente cerca de 9,8% em relação ao mesmo período de 2018 e feche na casa dos R$ 274,709 milhões.
O potencial de geração de caixa da empresa, por sua vez, deve ficar em R$ 451,429 milhões e crescer cerca de 3,9% ante o período anterior.
Outro indicador que também deve expandir é o de receita líquida. De acordo com a estimativa dos analistas ouvidos pela Bloomberg, ela deve alcançar a cifra dos R$ 2,169 bilhões, ante os R$ 2,020 bilhões de 2018, o que representaria uma alta de 1,4%.

Aos poucos
Entre os destaques da quarta-feira está a divulgação dos números da Vale. Depois da tragédia de Brumadinho e de reportar pela primeira vez na história um potencial de geração de caixa (Ebitda, lucro antes de impostos, depreciação, amortização e juros) negativo, a mineradora mostra sinais melhores do que os encontrados no último trimestre.
Mesmo com a queda significativa de 33,8% na produção de minério de ferro da Vale no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado e da produção de níquel decorrente dos impactos da barragem e de condições climáticas incomuns no Sistema Norte, o Ebitda da mineradora deve crescer cerca de 32,5% e ficar em R$ 18,793 bilhões.
Já em termos de lucro líquido, a expectativa dos analistas é que o indicador aumente cerca de 26,7% e feche o período em R$ 9,817 bilhões.
A receita líquida, por sua vez, deve expandir aproximadamente 15,5% e terminar o segundo trimestre de 2019 em R$ 36,076 bilhões.

Mais magrinha, porém...
Já a quinta-feira termina com a apresentação dos números da Petrobras e da Gol. No caso da petroleira, em um trimestre em que ela realizou a venda da subsidiária TAG com pagamento de R$ 33,5 bilhões, fez um pente-fino em processos de patrocínio de eventos, além de uma série de outros desinvestimentos para melhorar a sua situação financeira, a expectativa dos analistas é mais positiva para a companhia.
No quesito potencial de geração da caixa, os especialistas ouvidos pela Bloomberg acreditam que a petroleira pode aumentar o Ebitda (lucro antes de juros, depreciação, amortização e impostos) em aproximadamente 11,1% e com isso, fechar o período com o indicador em R$ 33,405 bilhões.
Já a receita líquida também deve crescer e passar de R$ 92,794 bilhões para R$ 84,395 bilhões, uma alta de 9,9%. O lucro líquido, por outro lado, deve sofrer uma queda de 10,5% e ficar em R$ 9,016 bilhões, ante os R$ 10,072 bilhões de 2018.
Mas informações recentes apresentadas pela companhia podem surpreender de certa forma no balanço. Apesar de a expectativa ser mais positiva, os dados divulgados pela petroleira na última sexta-feira (26) acenderam um ponto de atenção no mercado. Na ocasião, os analistas do mercado entenderam que a companhia mostrou certa fraqueza no lado operacional da empresa, o que pode impactar os resultados do segundo trimestre da empresa.
Segundo os números apresentados, a produção da Petrobras no segundo trimestre de 2019 atingiu 2,553 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), o que representa uma queda de 0,4% na comparação com os 2,461 milhões de boed em igual trimestre do ano passado.
A retração seria um reflexo da venda de 25% do campo de Roncador e dos ativos da Petrobras América, que mais do que compensaram os ganhos com o ramp-up das plataformas do pré-sal nos campos de Búzios e Lula.
No pregão da última sexta-feira (26), as ações da companhia reagiram negativamente aos dados operacionais divulgados pela estatal: os papéis PN (PETR4) recuaram 2,79%, enquanto os ONs (PETR3) tiveram baixa de 3,12%.

Melhorando...
E para finalizar a quinta-feira, a Gol apresenta os seus resultados. Depois de sofrer um prejuízo de R$ 32,3 milhões no primeiro trimestre do ano, a expectativa dos analistas ouvidos pela Bloomberg é de que a companhia aérea tenha uma perda menor no segundo trimestre, com o prejuízo ficando na casa dos R$ 3,683 milhões, ante uma perda de R$ 1,326 milhão no mesmo período de 2018.

Apesar do prejuízo, os especialistas esperam uma melhora bastante significativa no potencial de geração de caixa que salta de R$ 207,900 milhões para R$ 589,857 milhões, uma alta de 183,7%.
Mas não é só isso. A receita líquida da companhia também deve apresentar uma expansão. Segundo os cálculos dos analistas, ela deve passar de R$ 2,354 bilhões para R$ 2,848 bilhões, um crescimento de 20,9%.
Uma parte da melhor está relacionada ao fato de que a receita unitária de passageiro esperada para o segundo trimestre deve ficar maior em aproximadamente 24%, quando comparada ao mesmo período do ano passado. Os dados foram apresentados pela Gol no início deste mês.
Além do ganho de receita unitária, a estimativa da companhia aponta que a margem Ebitda, que mede a rentabilidade operacional da companhia, deve ficar entre 22% a 24%, ante os 16,4% registrados no mesmo período do ano passado.
Outros balanços
Confira agora a tabela com os resultados das demais empresas que divulgam seus resultados nesta semana, como Smiles, TIM, CSN e BR Distribuidora:

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