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Emissão inaugura novo prazo de vencimento. Cerca de US$ 1 bilhão foi usado para recompra de outros papéis. Título de 10 anos teve emissão de US$ 500 milhões
O Tesouro Nacional fez nova incursão no mercado internacional, a segunda do ano, reabrindo emissão do título de 10 anos, o Global 2029, e inaugurando um título com vencimento de 30 anos, o Global 2050.
O Tesouro faz as operações para melhor gerenciar o perfil da dívida, alongando prazos e reduzindo custos. As atuações também servem de referência para empresas privadas. Outra forma de encarar as operações é como uma maneira de avaliar a percepção de risco do país no mercado internacional e o resultado é o melhor desde que o país perdeu o grau de investimento, em 2015.
O novo papel, o Global 2050, teve emissão de US$ 2,5 bilhões com taxa de 4,914% ao ano, que corresponde a um spread de 265 pontos-base acima do título do Tesouro americano de prazo similar. De acordo com o Tesouro, cerca de US$ 1 bilhão dessa captação será utilizado para a recompra de outros vencimentos que estão em mercado.
A nova emissão do título Global 2029 foi de US$ 500 milhões, com taxa de 3,809% ao ano, o que equivale a um prêmio de 203 pontos-base acima do título de 10 anos do Tesouro americano. Em março, quando esse papel foi lançado, o spread tinha sido de 215 pontos-base.
Para dar um parâmetro, quando o Tesouro fez uma emissão de 10 anos em 2016, o prêmio sobre o papel americano foi de 419,6 pontos.
A operação foi liderada pelos bancos BNP Paribas, Citibank e Goldman Sachs. A liquidação financeira ocorrerá em 14 de novembro de 2019.
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