Noiva em fuga
Quem acompanha o Seu Dinheiro há algum tempo sabe que eu costumo comparar o processo de abertura de capital de uma empresa na bolsa a um casamento. Só que a analogia mais correta talvez seja com um casamento de novela. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Assim como nas tramas que passam na […]

Quem acompanha o Seu Dinheiro há algum tempo sabe que eu costumo comparar o processo de abertura de capital de uma empresa na bolsa a um casamento. Só que a analogia mais correta talvez seja com um casamento de novela.
Assim como nas tramas que passam na TV, no mercado brasileiro as noivas (no caso, os investidores que compram as ações) em muitos casos simplesmente não aparecem no dia do casamento.
No ano passado, por exemplo, o Agibank estava com os pés no altar da B3, mas teve que cancelar o IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) em meio à greve dos caminhoneiros. Além do banco gaúcho, outras sete empresas desistiram ou não conseguiram levar adiante os planos de abertura de capital no ano passado.
E agora em 2019 tivemos o primeiro casamento desfeito na porta da bolsa: a Vamos, locadora de caminhões e máquinas controlada pelo Grupo JSL, cancelou os planos de listar suas ações na bolsa. A definição das condições do IPO estava prevista para acontecer hoje, mas a empresa não quis baixar mais o preço para viabilizar a oferta.
Com a desistência da Vamos, o mercado chegará ao mês de maio com apenas uma empresa nova na B3 - a varejista de produtos esportivos Centauro.
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Apesar desse começo de ano mais fraco que o esperado, a expectativa para o resto do ano ainda é positiva. A projeção é que as ofertas de ações movimentem até R$ 80 bilhões em 2019. Mas essa projeção depende, e muito, dos planos do governo para as estatais, como você confere nesta matéria.
Brincadeira tem hora?
Cercado de um público que o apoiou em peso durante as eleições, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o presidente Jair Bolsonaro praticamente jogou em casa ao anunciar linhas de crédito e seguro para o agronegócio. Mas em um sinal de que os nervos do mercado financeiro seguem à flor da pele depois que o capitão mandou a Petrobras segurar o preço do diesel, uma simples brincadeira feita por ele durante o evento foi o suficiente para sacudir as ações do Banco do Brasil na bolsa hoje. Saiba tudo sobre o discurso - e a piada - de Bolsonaro.
Sem gols na rodada
O primeiro pregão da semana foi o que o pessoal da paquera costuma chamar de “sem sal”. A falta de notícias sobre as articulações políticas em torno da reforma da Previdência, e o quase silêncio da mídia internacional sobre qualquer assunto fizeram o Ibovespa seguir num ritmo devagar o dia todo. Mas o que esse marasmo no principal índice da bolsa não mostra é que o cenário corporativo foi agitado, com notícias que mexeram com várias das empresas listadas na B3. Saiba tudo o que aconteceu hoje nos mercados com o Victor Aguiar.
1 milhão de investidores (e credores)
O Tesouro Direto atingiu uma marca histórica, com nada menos que 1 milhão de investidores. O anúncio foi feito hoje pelo secretário do Tesouro, Mansueto Almeida. É bom lembrar que todos nós que investimos em títulos públicos, diretamente ou via fundos, estamos no fim do dia emprestando dinheiro para o governo. Ou seja, se você preza pelo seu investimento deveria apoiar a reforma da Previdência, que hoje é a principal responsável pelos sucessivos rombos nas contas públicas. Saiba mais sobre o crescimento do número de investidores/credores do governo.
Quando é que sobe?
Se você, assim como nossa editora Marina Gazzoni, é fã de carteirinha dos investimentos imobiliários, com certeza vai se interessar por essa notícia. A expectativa de melhora da economia aumentou a confiança de alta dos preços dos imóveis, que passaram por uma forte depressão durante a crise e ainda estão longe da recuperação. Mas devo dizer que uma coisa é a expectativa e outra é a realidade: a Fipe estimou quanto tempo vai levar para um novo boom acontecer e o que deve ser o motor dessa melhora de cenário.
Os ciclos se fecham…
...e trazem dinheiro. Para quem é aficcionado pelo mundo do entretenimento, as últimas semanas têm sido de grandes emoções. De um lado, Game of Thrones vai chegando ao fim depois de 9 anos de série. De outro, “Vingadores - O Ultimato” encerrou uma saga de mais de 11 anos e 22 filmes. E o que o seu bolso tem a ver com isso? Tudo! O Victor Aguiar conta nesta matéria que o sucesso de Vingadores tem feito os acionistas da Disney saírem pelas ruas com um sorriso de orelha a orelha.
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