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Você disse que não sabe se não. Mas também não tem certeza que sim. Se Djavan fosse um analista de mercado, representaria o sentimento dos investidores sobre o que vai acontecer com as taxas de juros no país.
Para muita gente, não é mais uma questão de “se”, mas de “quando” a Selic vai cair. Esse refrão ganhou força hoje depois de Mario Draghi, o presidente do BC europeu, anunciar que pode reduzir as taxas lá fora para dar um gás na economia da zona do euro.
Com uma possível queda dos juros na Europa e a certeza de que as taxas não vão subir nos Estados Unidos, a visibilidade para o Banco Central brasileiro atuar ficou bem maior.
"Pode ser, se é assim, você tem que largar a mão do não", aconselharia Djavan a Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central.
Até então, ele tem deixado claro que não vai mexer nos juros enquanto não houver uma definição do Congresso sobre a reforma da Previdência. Por isso quase ninguém espera que um novo ciclo de queda tenha início na reunião do Copom de amanhã.
Só que, diante da enxurrada de dados mostrando que a economia segue patinando e a inflação não preocupa, o mercado espera que o BC sinalize de forma mais clara a intenção de baixar os juros.
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Seja como for, a perspectiva de um mundo com taxas de juros baixas por mais tempo tirou o mercado do zero a zero. As bolsas subiram forte mundo afora e por aqui o Ibovespa foi de carona. Com a alta de hoje, a bolsa brasileira ficou a apenas 596 pontos dos 100 mil. Os detalhes desse dia de euforia nos mercados você confere com o Victor Aguiar.
O dia pode até ser de decolagens, mas o sentimento que ainda predomina entre os investidores está mais para pouso forçado. Uma pesquisa do Bank of America Merrill Lynch divulgada hoje mostrou que os gestores globais de recursos estão com a confiança lá embaixo, e os níveis dessa medida se equiparam à famosa crise financeira de 2008. O Edu Campos traz os motivos que sustentam esse pessimismo ou, no jargão do mercado financeiro, esse monte de ursos.
Queda dos preços das matérias-primas, redução da concorrência, câmbio favorável. O cenário não podia ser melhor para as ações das companhias aéreas. Hoje, por exemplo, o setor teve mais uma boa notícia com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de vetar a proibição para que as empresas cobrem pelas bagagens nos voos. Por essas e outras, os papéis da Gol e da Azul dispararam recentemente na B3. Mas será que o mercado não vem exagerando nesse otimismo? Eu tive acesso a um relatório do UBS em que os analistas comentam justamente sobre esse assunto. Confira qual a recomendação do banco suíço para as ações nesta matéria que eu escrevi.
Paulo Guedes parece que conseguiu fazer a cabeça dos deputados e agora conta com um exército de políticos ao seu lado na guerra pelo R$ 1 trilhão de economia com a reforma da Previdência. A prova disso é que na comissão especial da reforma a pauta parecer ser uma só: como chegar a tal cifra. Não importa o caminho, quem entra ou quem sai, o que os parlamentares parecem decididos é pela manutenção da economia, como você confere nesta matéria.
Depois das turbulências recentes em Brasília, Bolsonaro resolveu dar um jeito na casa. E o caminho escolhido foi justamente o xadrez das posições no governo. O presidente fará mudanças no modelo da articulação política, e a ideia é transferir a Subchefia de Assuntos Parlamentares, hoje abrigada na Casa Civil, para a Secretaria de Governo, que agora será comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos. Mas o que interessa (e surpreende) é o novo nome que vai fazer a coordenação política de todo o governo.
Na onda de reestruturar a equipe, Bolsonaro também está na busca por um novo presidente dos Correios. O presidente já anunciou a saída de Juarez Cunha do cargo por agir como "um sindicalista". A indicação, inclusive, pode ser a última do governo federal, já que o capitão deu sinal verde para que a companhia fosse privatizada. Mas o presidente afirmou hoje que essa venda não é tão simples como parece e precisa do aval do Congresso.
Como uma empresa que chegou a faturar mais de R$ 130 bilhões entra em recuperação judicial? O caso Odebrecht ainda será muito estudado, mas pode trazer lições para você, investidor. É claro que não se trata apenas de uma questão de ética e condução dos negócios, mas de como o sucesso pode muitas vezes nos fazer tomar decisões erradas. O nosso colunista Felipe Miranda aproveitou a história da maior recuperação judicial do país para falar do seu comportamento no mercado financeiro, e como você deve estar sempre atento para não se afastar de suas origens. Recomendo a leitura!
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