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Márcio Anaya
Bon Vivant
Márcio Anaya
2019-02-18T09:23:05-03:00
Bon Vivant

Hospedagem com tons de realeza: conheça os mimos dos hotéis ‘6 estrelas’ do Brasil

Hotéis mais luxuosos do país apostam em experiências exclusivas, vinhos e charutos raros, além de uma boa dose de romantismo

17 de fevereiro de 2019
10:40 - atualizado às 9:23
Vista Castelo St Andrews. Crédito Divulgação (1)
Vista do Castelo St. Andrews, em Gramado, no RS

A ideia de se hospedar em um castelo ou palácio conduz a imaginação, quase imediatamente, a um destino na Europa e traz consigo a imagem de algo grandioso e elegante. As duas últimas características, de fato, são quase indissociáveis, mas é possível encontrar também no Brasil opções de hotelaria de luxo – poucas, é verdade – que fazem jus às referências.

Em Gramado (RS), a bela paisagem do Vale do Quilombo, na Serra Gaúcha, abriga um desses hotéis, o Castelo Saint Andrews, cuja arquitetura é inspirada na cidade histórica da costa leste da Escócia. Apresentado como único “exclusive house” do país, a proposta é oferecer diferenciais antes mesmo de o cliente pisar no local: traslado do aeroporto de Porto Alegre ou das cidades de Gramado e Caxias do Sul com chofer privativo, em carro de luxo, helicóptero ou avião particular.

“Os hóspedes podem contratar a opção mais conveniente”, diz Guilherme Paulus, fundador do Saint Andrews e do Grupo GJP, em entrevista ao portal Seu Dinheiro. “Nossa equipe também fornece toda a orientação necessária para um pouso seguro.”

Considerado 6 estrelas, o Castelo tem mordomos 24h, adega gourmet e serviço de concierge, além de permitir café da manhã com horário livre, servido em qualquer local do hotel e cujo cardápio muda diariamente. Ah, sim, não falta também o tradicional chá da tarde.

Vista da biblioteca do hotel St. Andews

São apenas 19 suítes, sendo 11 na ala ‘castle’ e 8 na ‘mountain” – com preços menores. A permanência mínima é de duas noites e, no geral, não são permitidas crianças pequenas, somente a partir de 14 anos. A restrição deixa de existir, porém, em determinados períodos comemorativos, como Carnaval, Páscoa, Dia das Mães, Dia das Crianças e durante o tradicional Natal Luz, um dos pontos altos de Gramado.

Para quem aprecia vinhos, Paulus conta que a adega do Saint Andrews dispõe atualmente de 239 rótulos e quase 1.900 garrafas, entre elas, preciosidades como o Château Mouton Rothschild e o Charmes-Chambertin Grand Cru 2006. Há também safras de Brunello Di Montalcino e edições limitadas do Trebbiano Valentini d’Abruzzo.

O empresário destaca ainda o cigar lounge do hotel, definido como um ambiente “íntimo e reservado”, para quem gosta de charutos raros, acompanhados, claro, de bebidas premium. “A degustação de um charuto é um momento de apreciação lenta e a harmonização costuma ter a mesma característica”, comenta Paulus.

Outro atrativo são os festivais realizados pelo Saint Andrews ao longo do ano. Para participar, é preciso estar hospedado no fim de semana em que acontece o jantar principal. O evento também é aberto a visitantes, mediante reserva, com o limite de 30 participantes por noite, incluindo hóspedes.

No site do Saint Andrews é possível acompanhar a agenda de festivais. Um deles, o de Trufas Negras, acontece de 15 a 17 de março, com direito a um jantar especial e harmonização de rótulos da adega gourmet. O evento, para hospedagem de duas pessoas na suíte Diamante, a mais cara do Castelo, custa R$ 9,6 mil. Nas mais baratas, Silver e Gold, situadas na ala mountain, o valor fica em R$ 3,6 mil.

O empresário revela que os finais de semana de festivais são justamente os que concentram o maior público do Castelo, tendo registrado uma média de ocupação de 80% em 2018. “Neste ano, devemos atingir 100%, especialmente pela melhora gradativa da economia, perspectivas de novos investimentos no Brasil e ampliação do nosso time de vendas”, afirma Paulus.

Fuga da metrópole

Palácio Tangará à noite

Nível de ocupação mais elevado em 2019 é o que também espera a administração do Palácio Tangará, uma opção de hospedagem exclusiva sobretudo para o paulistano que busca “fugir da metrópole” sem ter que deixar a cidade. Localizado na zona Sul da capital, sua principal referência é o enorme Parque Burle Marx, que literalmente envolve o hotel, escondendo a construção do caos urbano e conferindo privacidade aos hóspedes.

Inaugurado em maio de 2017, o hotel tem 141 apartamentos – sendo 59 suítes –, divididos em 13 categorias, todos com mobiliário personalizado e vista para a vegetação do parque. Silvio Araújo, diretor de vendas e marketing do Tangará, conta que em 2018, primeiro ano inteiro de operação, a ocupação média beirou 60%. “Neste ano, devemos ter um desempenho bastante superior.”

Uma das apostas do Tangará é aliar sofisticação a um ambiente acolhedor. “Parece mais uma casa, um apartamento de alto luxo, do que uma suíte de hotel”, diz Araújo. “A ideia é passar a sensação de que as pessoas se mudaram para uma casa durante o período de estadia, com o apoio de uma equipe de hotelaria de luxo.”

Para atingir esse objetivo, o Tangará, assim, como o Saint Andrews, também reforça em seu marketing a oferta de serviços especiais. Stephan Ferreira, gerente de hospedagem do Palácio que agrega o nome de um pássaro colorido, destaca o spa do local, com massagens e banhos terapêuticos, além de tratamentos corporais e faciais. “É algo que você só encontraria em um resort”, afirma.

Embora seja aberto a famílias, tendo inclusive um “kids club” com direito a roupões menores, Ferreira revela que o hotel atrai atualmente mais casais. “Uma boa parte do público entendeu o Palácio Tangará como um lugar de celebrações ou para passar momentos especiais”, comenta o gerente. De acordo com ele, são raros os períodos nos quais não haja comemorações de lua de mel ou de aniversários de namoro e casamento. “Costuma ser um lugar escolhido quando se quer impressionar ou encantar alguém.”

Gran Suíte São Paulo do Palácio Tangará.

Existe ainda um público que, mesmo envolvo em um ambiente bucólico, não abre mão da academia e, a partir de março, o hotel terá aos finais de semana aulas de yoga e pilates em um de seus amplos gramados. “Muito provavelmente, haverá também um personal trainer”, diz Ferreira.

Araújo conta que, antes da inauguração, a administração do Tangará acreditava que um dos desafios do negócio seria a localização, em meio a um parque com 108 mil metros de vegetação e sendo o único hotel de altíssimo nível “do lado de cá do rio (Pinheiros)”. A experiência, no entanto, provou o contrário, diz ele. “É uma das coisas que mais nos ajuda, pois confere privacidade”, revela, lembrando que parte expressiva das ocupações vem de clientes em viagens a negócio, algo como 40% do total. “Daqui não se enxerga a cidade, o lugar é quieto e até a temperatura é menor.”

Uma simulação de hospedagem também entre 15 e 17 de março sai por quase R$ 50 mil na suíte mais cara do Palácio Tangará, a Grand São Paulo, com o acréscimo da experiência “refúgio romântico”. Isso significa o direito a decoração do apartamento – de nada menos que 279 metros quadrados – com arranjo de flores, café da manhã servido no quarto para duas pessoas (somente na primeira noite), uma garrafa de champagne, 60 minutos de massagem para cada hóspede e um mimo surpresa oferecido pelo chef Felipe Rodrigues. Inclui ainda ‘late check-out’ (até as 17h, ao invés de meio-dia) e estacionamento gratuito com manobrista.

Igual configuração romântica, só que na suíte mais barata do Tangará (a Júnior, com 56 m2), custa pouco mais de R$ 9,1 mil por duas noites, nas mesmas datas de março.

Piscina interna do Palácio Tangará - Imagem: Divulgação

O Castelo Saint Andrews e o Tangará são considerados pela mídia especializada como os únicos 6 estrelas do país – embora este último refute a classificação. “Nunca nos colocamos como 6 estrelas e não é nossa intenção, pois passa a ideia de algo intangível”, diz o diretor de vendas e marketing do Palácio na capital paulista. “É um produto de luxo, 5 estrelas com padrão internacional mais alto”, diz Araújo.

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