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Gol aumenta em 40% preço de passagens vendidas à Smiles; veja como isso vai afetar quem tem milhas

É matemática básica: a Smiles vai ter um custo maior para emitir passagens e uma receita menor vinda da Gol. Ou ela repassa o preço ao passageiro ou ela corta sua margem e quem paga o pato é o acionista minoritário.

20 de dezembro de 2019
9:59 - atualizado às 11:34
Avião com pintura do Smiles
Avião com pintura do Smiles - Imagem: Smiles

A Gol anunciou nesta sexta-feira (20) que elevará em 41% o preço padrão das passagens vendidas à Smiles, empresa que administra seu programa de fidelidade. A nova tarifa passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2020 e deve pesar no bolso dos passageiros, ainda que indiretamente.

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Cada vez que você troca seus pontos Smiles por uma passagem da Gol, a empresa de fidelidade paga por esses assentos no avião. Existe um preço padrão pré-definido para uma quantidade determinada de assentos que a Smiles pode vender nos voos — o que a companhia aérea comunicou agora é um aumento desses valores.

A Smiles, por sua vez, ganha dinheiro cada vez que um passageiro voa na Gol. A companhia aérea "compra" pontos para dar aos seus clientes. O preço pago por esses pontos também vai subir, mas apenas 2,7%, um número muito abaixo do reajuste determinado pelo Gol e até mesmo da inflação.

A Smiles também vende seus pontos para as empresas de cartão de crédito (cada vez que você troca seus pontos do cartão por milha, o banco paga para a Smiles).

É matemática básica: a Smiles vai ter um custo maior para emitir passagens e uma receita menor vinda da Gol. Se ela decidir repassar esse custo adicional ao passageiro, a tendência é que você precise de mais milhas para trocar por um passagem.

A outra opção da Smiles é não repassar a alta do custo do passageiro, sacrificando a sua margem de lucro. Neste caso, quem paga o pato é o acionista minoritário.

Queda de braço entre 'mãe e filha'

O anúncio da mudança de preços é feito menos de um mês após a Gol propor pela segunda vez incorporar as ações da Smiles — a companhia mantém uma estrutura separada e listada na bolsa.

A operação envolve uma série de polêmicas sobre boas práticas de governança corporativa. A Gol não fez uma OPA (oferta pública de aquisição de ações), um procedimento na qual o controlador compra as ações listadas no mercado para fechar o capital da empresa.

Em vez disso, a Gol propôs aos minoritários a troca de ações da Smiles por papéis da Gol. A primeira proposta foi recusada pelos conselheiros independentes da Smiles e não previa desembolso de caixa.

A segunda proposta prevê a conversão de ações da Gol em dinheiro. O cronograma proposto prevê uma assembleia geral de acionistas no dia 2 de março de 2020.

A nova proposta da Gol para a incorporação do Smiles é atrativa para os atuais acionistas da companhia de fidelidade, mas deixa clara a turbulência na relação entre as empresas. Desta vez, a Gol não submeteu a questão ao conselho independente da Smiles. É um veneno numa mão e antídoto na outra, como explicou o Victor Aguiar na ocasião.

Ao fechar o capital da Smiles, a Gol segue o caminho da Latam. A companhia também tinha a Multplus como uma empresa separada, mas decidiu reincorporar a empresa por meio de OPA.

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