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Assim como no cinema, as histórias das empresas com ações na bolsa podem ser divididas em vários gêneros, para todos os gostos.
Existem as comédias, estreladas por aquelas companhias que vivem arrancando sorrisos de seus acionistas com crescimento das operações e do lucro.
Temos também os faroestes, de empresas em setores que enfrentam forte competição. E os grandes dramas, de quem luta para evitar a decadência em meio ao avanço da tecnologia.
Eu classificaria a história da Via Varejo como uma daquelas de superação. A empresa dona das Casas Bahia e do Ponto Frio ficou para trás na disputa pelo consumidor, em especial no comércio eletrônico. Mas a situação começou a mudar com a volta do empresário Michael Klein ao comando.
Na expectativa de que a Via Varejo venha a se tornar um blockbuster como é hoje o Magazine Luiza, os investidores correram para as ações da companhia, que acumulam alta de quase 60% só neste ano.
Só que esse enredo ameaçou virar um filme de terror nesta quarta-feira 13, depois que a Via Varejo informou ter recebido denúncias anônimas sobre supostas irregularidades contábeis nos balanços.
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A companhia fez a ressalva de que já criou um comitê independente para investigar a denúncia e que até agora não encontrou problemas. De todo modo, a notícia assustou, e muito, os investidores.
Na mínima do dia, as ações da Via Varejo foram negociadas em queda de mais de 9%. Mas foram se recuperando gradualmente e até que encerraram o dia bem, diante das circunstâncias.
É claro que, como em todo filme de terror, o da varejista abre margem para uma continuação. Por isso eu recomendo que você conheça os detalhes dessa história, na matéria escrita pelo Victor Aguiar.
As turbulências no cenário político no Brasil e nos países vizinhos continuam pesando sobre os negócios na B3. A volta da incerteza sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e China também pesou e por pouco não colocou o Ibovespa abaixo dos 106 mil pontos. Nessa toada, o dólar voltou a subir e alcançou a cotação máxima no ano. As aflições dos investidores e o dia-a-dia das negociações você confere na nossa cobertura de mercados.
Em momentos de maior tensão, nada como saber a visão dos tubarões do mercado. A gestora SPX, por exemplo, já esperava pela valorização do dólar e tinha posição comprada na moeda americana no fim de outubro. Mas o fundo pilotado por Rogerio Xavier também possui ações na carteira, ainda que em setores específicos, de acordo com a carta mensal divulgada nesta semana. O Edu Campos analisou o documento de traz todos os detalhes para você.
...e misturado. Tentando se posicionar na grande disputa com as plataformas de investimentos, o Bradesco trouxe novidades sobre sua estratégia. O banco vai concentrar todos os seus serviços de corretora no varejo na plataforma Ágora. E esse deve ser só um dos primeiros passos para que o bancão coloque em prática o principal de lançar sua “Casa de Investimentos”. Confira os detalhes nesta matéria.
Não sou muito de superstições ou ditos populares, mas o fato é que o primeiro balanço da C&A depois da abertura de capital marcou um começo com o pé esquerdo da varejista na bolsa. O resultado veio recheado de informações que não agradaram ao investidor, seja pela queda de 40,5% no lucro ou pelo recuo na margem líquida. A Bruna Furlani analisou os principais números da C&A e mostra para você os motivos para a forte queda das ações hoje na B3.
Para não dizer que não falei de flores, nem todos os balanços que foram divulgados entre ontem e hoje foram mal recebidos pelo mercado. Que o diga a Copel. A estatal paranaense de energia apresentou resultados trimestrais muito acima do esperado por analistas. A possibilidade de venda de ativos da companhia também animou os investidores. Confira nesta matéria do Kaype Abreu o que dá para esperar ainda da empresa e os principais números do balanço.
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