A pergunta que não quer calar
Como jornalista, estou acostumado a fazer perguntas, mas de vez em quando me vejo em uma situação em que sou obrigado a respondê-las. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na sexta-feira à noite fui a Santos fazer uma palestra na faculdade onde estudei sobre a profissão e os livros que escrevi, inclusive o […]

Como jornalista, estou acostumado a fazer perguntas, mas de vez em quando me vejo em uma situação em que sou obrigado a respondê-las.
Na sexta-feira à noite fui a Santos fazer uma palestra na faculdade onde estudei sobre a profissão e os livros que escrevi, inclusive o primeiro deles – que surgiu do meu trabalho de conclusão do curso.
Na sessão de perguntas, os temas foram além da literatura e do jornalismo e chegaram à economia quando uma aluna me questionou por que os juros são altos no Brasil.
Devo ter me enrolado na hora de detalhar as causas, mas procurei deixar um recado claro: o país tem uma oportunidade de ouro para deixar essa grande anomalia no passado.
Seja pela crise que derrubou a economia ou pela perspectiva de um mínimo ajuste nas contas públicas que evite uma catástrofe fiscal, a verdade é que temos hoje taxas de juros nunca dantes praticadas.
E como escreveram recentemente os gestores do lendário fundo Verde em sua carta mensal, as consequências desse fenômeno ainda nem começaram a ser sentidas.
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Enquanto ainda aprendemos a conviver com os juros na casa dos 5%, os analistas apontam que há espaço para as taxas caírem mais. Bem mais.
O Itaú Unibanco decidiu revisar as estimativas e agora espera a Selic de 4,5% ao final de 2019 e 4% em 2020. E tem gente no mercado que não descarta taxas ainda menores. Quem traz a nova rodada de projeções para os juros é o Eduardo Campos.
Crédito na praça
Entre as muitas consequências dos juros menores está a redução no custo e o aumento na demanda por crédito. Mas desde que o Banco Central começou a cortar a Selic, lá em 2016, a esperada contrapartida na economia não se materializou na mesma velocidade. Só que um dado divulgado nesta segunda-feira apontou uma luz no fim do túnel, uma chama de esperança para o governo, como você confere nesta matéria.
Quatro vezes alta
Sabe aquela famosa frase: “tenho uma notícia boa e uma ruim, qual você quer saber primeiro?” Foi mais ou menos isso que aconteceu com a bolsa nesta segunda-feira. Os dados fracos da economia chinesa, que poderiam azedar o humor do investidor, foram compensados por novas notícias sobre o desenrolar da guerra comercial entre Estados Unidos e China. O saldo final acabou sendo positivo e o Ibovespa fechou em alta pelo quarto pregão consecutivo. O Victor Aguiar acompanhou de perto as negociações e conta os detalhes para você.
Chama o Meirelles
Candidato derrotado à Presidência e hoje secretário do governo de São Paulo, Henrique Meirelles fez elogios à agenda econômica do governo Bolsonaro. Mas não exatamente do jeito que você está pensando. Para ele, o grande mérito da atual gestão foi manter as diretrizes da gestão de Michel Temer. Como exemplo, ele citou a MP da Liberdade Econômica, cujos pontos foram traçados durante a passagem dele no Ministério da Fazenda. Meirelles também reservou algumas críticas ao atual governo, como você confere nesta matéria.
Foi bom, mas…
A Vale aos poucos está conseguindo recuperar o fôlego na produção de minérios, perdido desde o desastre em Brumadinho em janeiro deste ano. Mas o fato é que a mineradora ainda está longe de atingir a força que tinha no mesmo período do ano passado. Hoje, por exemplo, a Vale divulgou um relatório de produção que apontou um volume 17% menor no terceiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa, no entanto, já tem prazo para normalizar toda a situação.
Cinco estrelas?
Desde que o fundo japonês SoftBank anunciou a compra de uma participação no Banco Inter, o mercado especula quais frutos poderiam surgir desse investimento. Pois de acordo com uma notícia publicada pela Coluna do Broadcast, do Estadão, o banco digital pode fechar uma parceria com a Uber, outra empresa que recebeu dinheiro dos japoneses. Coincidência ou não, as ações do Inter foram lá pra cima hoje. Confira o que se sabe até agora sobre essa possível união.
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*Colaboração Fernando Pivetti.
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